quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Forrester: decisão de compra de TI irá para as áreas de negócio

Estudo mostra que 20% dos altos executivos já participam ou são responsáveis por definir a contratação de produtos e serviços de tecnologia.

Por CIO/EUA
28 de janeiro de 2010 - 10h51

É fato que os líderes de tecnologia estão reavaliando a maneira como gerenciam o departamento de tecnologia, buscando cada vez mais integrar suas ações a estratégias corporativas. Essa realidade deve estimular o surgimento  de um conceito que a consultoria Forrester Research chama de Business Technology (BT). Na prática, isso significa que os executivos de negócio vão utilizar cada vez mais os recursos tecnológicos sem a interferência direta do CIO e de sua equipe.

De acordo com o vice-presidente da Forrester Research Bobby Cameron, com a disseminação do Business Technology as unidades de negócios ou departamentos das corporações poderão contratar diretamente os fornecedores e as soluções de TI. “Cada área poderá ter um software de gestão específico, além da possibilidade de incorporar as ferramentas de colaboração e mídias sociais à sua rotina”, exemplifica Cameron.

O especialista acrescenta que a consultoria realizou um estudo global com 600 altos executivos de negócios e constatou que 20% deles já participam ou são responsáveis pelas decisões relacionadas à compra de tecnologia para seus departamentos.

Segundo ele, para superar os desafios estabelecidos por esse novo modelo, é importante que os líderes  de TI estabeleçam métricas de desempenho diferentes daquelas aplicadas pelo departamento. As ferramentas precisarão englobar os resultados efetivos das soluções tecnológicas para o negócio, a satisfação dos usuários e os riscos operacionais, aponta o vice-presidente.

Separação das equipes de TI
Quanto aos efeitos que o modelo de Business Technology deve ter no departamento de TI, a Forrester alerta para a necessidade de uma reorganização das equipes, com o intuito de separar os profissionais responsáveis por entregar os serviços daqueles voltados à manutenção das operações.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Confira os 10 rivais mais fortes do Google

Apple, Microsoft, IBM e outras: conheça empresas que podem bater de frente com a empresa de buscas em 2010.

Por Network World/EUA
25 de janeiro de 2010 - 08h30

A grande notícia da indústria de tecnologia na década sem dúvidas foi o enorme crescimento da Google. Mas o serviço de busca continuará dominando a internet em 2010? Não se as empresas de internet que listamos conseguirem evitar.

Até agora, os maiores aliados da Google foram da mídia tradicional: jornais, revistas e canais de TV que produzem conteúdo online são procurados pelo portal, que vende publicidade online para elas. Mas como seu portfólio cresceu e a Google tem mais de 150 produtos – incluindo versões grátis de aplicativos populares – a Google atraiu diversos outros competidores da indústria de tecnologia.

A rivalidade da Google com empresas de tecnologia deve aumentar em 2010. Ela tem o site mais acessado da internet e uma máquina de fazer dinheiro. No quarto trimestre de 2009, sua receita totalizou 6,67 bilhões de dólares. Com grandes reservas de caixa, a empresa tem dinheiro para comprar iniciativas inovadoras para continuar dominando a Web. Aqui está uma lista de 10 fabricantes de tecnologia que devem ser os principais rivais da Google durante o ano de 2010:

1- Amazon
Com o objetivo de conseguir 22 bilhões de dólares ou mais em vendas em 2010, a Amazon tem meios financeiros de enfrentar a Google em e-books e computação em nuvem. De fato, o CEO da empresa, Jeffrey Bezos foi um grande aliado da Google, sendo um dos primeiros investidores da empresa de busca, em 1998.

E-Books
Analistas concordam que 2010 vai definir a batalha dos e-books. Desde 2002 a Google escaneia milhões de livros que não são mais impressos e incorpora-os ao seu mecanismo de busca online. Os e-books da Google ganharam destaque em 2009 quando a empresa ofereceu 500 mil gratuitamente para consumidores do Sony Reader e do Barnes & Noble Nook. Em outubro passado, a Google anunciou que abriria uma loja de e-books chamada Google Editions, que permitirá aos consumidores comprar e ler livros em qualquer dispositivo com um navegador.

Com e-books, a Google está ameaçando a Amazon, que lidera o mercado com o Kindle. O dispositivo é o item mais vendido da loja da Amazon e oferece mais de 360 mil livros digitalizados. A Amazon disse que lançaria um aplicativo gratuito do Kindle para usuários BlackBerry, que complementaria um programa similar feito para usuários de PC.

Computação em nuvem
A outra grande área em que a Google vai desafiar a Amazon é na computação em nuvem, um mercado que deve crescer consideravelmente em 2010. Em abril de 2008, a Google lançou o Google Apps Engine, que é uma plataforma de computação em nuvem que permite a desenvolvedores criarem seus próprios aplicativos que rodam na infraestrutura da Google. Usuários pagam pela quantidade de armazenamento e banda que consomem. Em abril de 2009, a Google adicionou recursos para fazer a plataforma mais atrativa para empresas.

A Elastic Computing Cloud (EC2) da Amazon possui um serviço pague-o-quanto-gastar e foi lançado em 2006, sendo atualizado diversas vezes desde então. Em dezembro de 2009, a Amazon adicionou ofertas de segurança e armazenamento da Symantec. O uso do EC2 está em crescimento entre consumidores corporativos.

2- Apple
Em 2009, a Apple e a Google passaram de parceiros a rivais nos setores de telefonia móvel e música online. Com 36 bilhões em vendas e um trabalho de engenharia lendário, a Apple está muito qualificada para a batalha contra a Google nessas áreas e também em termos de navegadores, onde o Google Chrome compete com o Safari.

Smartphones  As notícias sobre uma guerra iminente da Google contra a Apple vão girar em torno do mercado de smartphones. Em julho, a Apple rejeitou o Google Voice, aplicativo para o iPhone que permitiria aos usuários compartilhar um único número em vários celulares.
Em agosto, o Chief Executive Officer da Google, Eric Schmidt, renunciou ao conselho da Apple, alegando conflito de interesses. Já em outubro, a Google e a Apple eliminaram todos os membros do conselho em meio a uma investigação federal antitruste. Enquanto isso, a plataforma móvel Android, da Google, ganhou terreno contra o iPhone, com mais de um milhão de unidades vendidas. O iPhone continuou como um dos bestsellers da Apple em 2009, com mais de 20 milhões de unidades vendidas nos dois últimos trimestres.

Música online
O mercado de música digital deve crescer em 2010, com a Google e a Apple se destacando. Em outubro, a Google lançou um serviço de buscas de músicas que permite ao usuário visualizar previamente uma canção. Os parceiros desse serviço incluem o Myspace e o La La Media, um site de streaming de músicas que foi comprado pela Apple em dezembro. Outro parceiro de música da Google é o Pandora, um serviço de streaming de música que está disponível para telefones móveis que utilizam o sistema Android.
Serviços como o Pandora e La La Media estão dispostos a combater o iTunes, da Apple, que se tornou o vendedor de músicas mais famoso nos Estados Unidos em 2009.

3- AT&T
A operadora de telefonia norte-americana AT&T é uma rival política da Google – eles estão em lados opostos do debate de neutralidade de rede – e também no mercado de smartphones, no qual a AT&T é a operadora exclusiva do iPhone nos Estados Unidos até junho de 2010. Com mais de 123 bilhões de dólares em vendas no último ano, a AT&T bate o Google e não tem medo de combater a empresa, como suas reclamações contra o Google Voice prestadas à Comissão Federal de Comunicações norte-americana.

Smartphones
Em suas batalhas contra a Google, a AT&T vai proteger toda a renda relacionada ao iPhone, que é de cerca de mil dólares anuais por consumidor anual, segundo analistas. Em 2009, a AT&T ativou 11,5 milhões de iPhones, produzindo uma receita de pacotes de dados significante. É por isso que a empresa está pedindo à Apple para estender o contrato exclusivo por mais um ano. Enquanto isso, a AT&T está revendo suas apostas e pode firmar parceria com a Google em 2010.

4- Facebook
O Google está  de olho no rápido crescimento do Facebook – que já atraiu 350 milhões de usuários em apenas seis anos – com preocupações. Por mais que as finanças do Facebook não sejam disponibilizadas para o público, analistas estimam que em 2009 a receita da rede social vai bater 500 milhões de dólares, grande parte por causa de um acordo com a Microsoft, outra rival do Google.

Redes sociais
A rivalidade entre Google e Facebook é baseada na questão de onde os usuários conseguirão as informações no futuro: dos serviços de busca ou das redes sociais? A Google está preocupada com internautas usando redes sociais para informar e fazer propaganda através do Facebook, MySpace, LinkedIn e Twitter.
De fato, rumores sobre a Google comprando o Twitter foram comuns este ano. A empresa também possui sua própria rede social, o Orkut, que passou por reformulação em dezembro. E também oferece o Google Friend Connect, uma ferramenta para desenvolvedores da web adicionarem conteúdo de redes sociais em seus sites, em competição direta com o similar Facebook Connect.

Enquanto isso, o Facebook desenvolveu relações com diversos inimigos do Google, como Microsoft e Yahoo. Em 2007, o Facebook vendeu 1,6% das ações para a Microsoft, além de ter escolhido o Bing como mecanismo de busca. A rede social também adicionou recursos em 2009 como o Open Stream API, que permite que desenvolvedores exportem dados do Facebook para outros aplicativos.

5- Hulu
A Google comprou o YouTube há quatro anos, mas ainda não conseguiu um meio de gerar receita com o serviço de vídeos. O competidor mais próximo do YouTube é o Hulu, que recebe apoio de diversas empresas de entretenimento.

Execução de vídeos
A audiência de vídeos online explodiu em 2009, quebrando recordes em setembro com mais de 168 milhões de usuários nos Estados Unidos. A questão para 2010 é se o YouTube continuará dominando o mercado.
O YouTube é conhecido por mostrar vídeos feitos por usuários. O site atraiu mais de 126 milhões de usuários e tocou mais de 10,3 bilhões de vídeos em setembro, de acordo com a ComScore. A fraqueza do YouTube: não possui dinheiro o suficiente para cobrir os custos altos de banda. Estima-se que o YouTube perdeu 470 milhões de dólares em 2009.

Hulu é o segundo serviço de vídeos mais acessado, com 39 milhões de visitantes e 583 milhões de execuções em setembro de 2009, segundo a ComScore. Mas só o Hulu possui conteúdo criado por seus proprietários, que incluem Fox, NBC e Disney. Mesmo que não seja mais lucrativo, o Hulu pode começar a cobrar por seu conteúdo em 2010, o que faria o mercado balançar.

6- IBM
  A rivalidade da Google com a IBM pode ficar mais forte em 2010 com o lançamento de novas plataformas de colaboração como o Google Wave. Com a IBM, o Google finalmente está contra uma empresa financeiramente poderosa: a IBM lucrou mais de 95 bilhões de dólares em vendas em 2008, e acredita ter aumentado em cerca de 45% os ganhos durante 2009.

Colaboração
No meio de uma profunda recessão econômica, mais corporações norte-americanas estão experimentando ferramentas colaborativas baratas como o Google Apps. O Google Apps é uma suíte de aplicativos que inclui e-mail, calendário, mensagem instantânea e compartilhamento de documentos que a Google vende por 50 dólares por pessoa, com licenças que valem por um ano.

A Google compete com o Lotus Notes, da IBM, e o Microsoft Exchange, e atraiu mais de 2 milhões de empresas nos últimos dois anos. Em setembro, a empresa introduziu o Google Wave, um aplicativo que combina e-mail, mensagens instantâneas e compartilhamento de documentos. Em dezembro, a Google comprou a AppJet com o objetivo de adicionar recursos ao Google Wave. Em outubro, a IBM mostrou o LotusLive iNotes, um serviço com e-mail, calendário e contatos por 36 dólares por usuários por ano, em uma tentativa de parar o crescimento do Google Apps.

7- Microsoft
A maior rival da Google – em buscas, ferramentas de colaboração e navegadores – é a Microsoft. Por mais que não seja dominante na indústria de TI como já foi, a Microsoft ainda é um rival a se temer e lucrou mais de 56 bilhões de dólares em vendas nos últimos quatro trimestres.

Buscas  Ao longo da última década, a Google reinou soberana em buscas – pelo menos nos Estados Unidos. A situação pode ter começado a mudar com o lançamento do buscador da Microsoft, o Bing. A empresa fez acordos com empresas como Twitter, Facebook e Yahoo. A Microsoft continua melhorando seu mecanismo de busca, com uma área para imagens e mapas.

A Google está suficientemente preocupada com o Bing e começou a melhorar seu mecanismo de busca. Busca em tempo real, busca por fotos, dicionário e outras funções foram adicionadas ao Google recentemente. A empresa começa 2010 com mais de 70% deste mercado.

Colaboração
Em 2010, a batalha entre Microsoft e Google deve se basear em ferramentas de colaboração baseada na nuvem. O Google Apps foi feito para cortar gastos dos produtos da Microsoft, incluindo Exchange e SharePoint. A Microsoft respondeu com o Office Web apps, versões gratuitas baseadas na web de seus aplicativos conhecidos como Word, Excel e Power Point. Essa é uma parte da ação da Microsoft de desenvolver um modelo de aplicativos baseados em assinatura.

Enquanto isso, a Google segue desenvolvendo o Google Wave, que por enquanto está apenas em um modo por convite. A comunidade de desenvolvedores respondeu positivamente às demonstrações do Wave.

Browsers Será que 2010 nos dará uma nova guerra de navegadores, agora entre Microsoft e Google? O Internet Explorer é o principal navegador do mercado desde a década de 1990. O IE 8 foi lançado em 2009 e afirma ser o mais rápido, estável e seguro do mercado. Até agora, o Google Chrome – que está na versão 3 – não acabou com o domínio da Microsoft. O navegador do Google tinha apenas 3,7% do mercado em outubro, de acordo com a Janco Associates.

A questão é se isso pode ser alterado quando o Chrome OS, sistema operacional do Google, for lançado em 2010. O primeiro netbook que terá o sistema deve sair apenas no segundo semestre do ano.

8- Nokia
A Nokia é a principal fabricante de celulares do mundo, com quatro de cada dez aparelhos vendidos. Apesar de ter perdido mercado para Apple e RIM, a empresa despachou mais de 108 milhões de unidades durante o terceiro trimestre de 2009.

Smartphones
A rivalidade entre Google e Nokia começou com sistemas operacionais para smartphones. A Nokia possui seu próprio sistema de código aberto, o Symbian, que compete com o Google Android. Apesar de rumores, a Nokia continuará com o Symbian e não tem planos de desenvolver smartphones ou netbooks com o sistema Android. No meio tempo, a empresa fez um acordo com a Microsoft para levar o Office Mobile para a plataforma Symbian.

Enquanto isso, o Android deve crescer em 2010. Mais de 50 aparelhos com a plataforma estão previstos para o ano, comparado a dez em 2009. Analistas acreditam que dispositivos com Android vão dominar cerca de um quarto do mercado em 2014.

9- Verizon
Google e a operadora de telefonia norte-americana Verizon são verdadeiros parceiros ao mesmo tempo que são concorrentes: eles lutaram um contra o outro, mas estão se unindo nos smartphones. A Google tem um poderoso aliado e algumas vezes rival na Verizon, que teve mais de 105 bilhões de dólares em receita nos últimos quatro trimestres.

Smartphones
A Verizon está se unindo com o Google por um motivo: para diminuir o crescimento do iPhone. Em outubro, Verizon e Google anunciaram um acordo para desenvolver smartphones, PDAs e netbooks com Android. O primeiro smartphone da empresa com a plataforma foi o Motorola Droid, que chegou ao mercado em novembro. A Verizon também planeja colocar o Google Voice em seus dispositivos.

A Verizon nem sempre foi companheira da Google. EM 2009, ela escolheu a Microsoft como provedora de busca de celulares. A decisão vejo depois da Google reclamar que a Verizon não estava se mexendo o suficiente para abrir espaço para sua rede sem fio.

10- Yahoo
Quanto aos mecanismos de busca, um dos maiores concorrentes da Google é o Yahoo (depois da Microsoft, é claro). Apesar de ter sido prejudicado pela tentativa - falha - de compra por parte da Microsoft em 2008, o Yahoo ainda conseguiu obter mais de 1,5 bilhão de dólares em cada um dos três primeiros trimestres de 2009.

Busca
O Yahoo compete contra a Google em notícias, e-mail e, acima de tudo, buscas. O portal conseguiu grande progresso em 2009 por integrar pesquisas ao seu rico conteúdo. Usuários podem assistir a vídeos ou ouvir músicas diretamente da página de resultados. O Yahoo também ajuda seus usuários a encontrarem bons preços para viagens e produtos. E, recentemente, adicionou o Twitter às suas páginas de busca.

As capacidades de busca do Yahoo podem mudar dramaticamente em 2010, se uma negociação conjunta de busca e propaganda entre o portal e a Microsoft for aprovada pelas autoridades norte-americanas. O acordo, estabelecido em dezembro, poderia permitir ao Yahoo a integração da ferramenta de busca do Bing, da Microsoft. Por outro lado, o Yahoo poderia prover, para ambas as companhias, publicidade nos resultados das buscas. O acordo entre Yahoo e Microsoft tem como objetivo ajudar na concorrência contra a Google.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Senhas fracas colocam segurança corporativa em risco

Relatório analisa 32 milhões de senhas e indica que a maioria ainda é muito fácil de hackear. Dado serve de alerta para as corporações que não possuem política específica para senhas.

Por Computerworld/EUA
26 de janeiro de 2010 - 07h00

A notícia do hacker que invadiu e publicou um banco de dados com 32 milhões de senhas, roubado da desenvolvedora de aplicativos para redes sociais RockYou Inc., acendeu um alerta no mercado de internet. A situação ficou ainda pior quando a empresa de segurança de banco de dados Imperva, sediada nos EUA, divulgou um relatório assustador sobre essas senhas, indicando que a maioria é muito fácil de ser descobertas.

Segundo estudo, usuários ainda confiam em senhas muito simples para acessar suas contas, como ‘123456’.  É um tipo de comportamento que tende a se repetir entre os usuários das empresas, quando eles têm total liberdade de escolher as próprias senhas.

Pela análise da Imperva, 30% das senhas tinham apenas seis caracteres ou menos e 60% foram criadas a partir uma lista limitada de caracteres alfanuméricos. Quase 50% dos usuários usaram nomes facilmente adivinháveis, gírias comuns, letras adjacentes nos teclados e dígitos consecutivos. A mais comum, ‘123456’, é seguida da ‘12345’. Em terceiro está ‘123456789’ e a quarta é ‘password’, a palavra senha em inglês.

“A maioria das 5 mil senhas mais comuns estão nas listas usadas pelos hackers para entrar em contas com a ajuda de scripts”, relata o chefe de tecnologia da Imperva, Amichai Shulman. Em outras palavras, um hacker com essa lista em mãos poderia quebrar uma senha a cada segundo com ferramentas automáticas de adivinhação.

O relatório da Imperva não foi o primeiro a mostrar essa tendência. O que o separa dos demais, no entanto, é a amostra grande de senhas analisadas. Embora as senhas levavam a contas com valor relativamente baixo, estudos prévios mostraram que usuários têm a tendência de aplicar a mesma senha para cada serviço. E a pior notícia é que os hackers usam essas técnicas para realizar ataques nas redes corporativas, em busca de alguma vantagem financeira.

Em novembro passado, por exemplo, o centro de crimes cibernéticos do FBI percebeu tentativas de criminosos virtuais de roubar aproximadamente 100 milhões de dólares usando credenciais roubadas. Na média, um caso desses é aberto toda semana no FBI.

De acordo com o FBI, na maioria dos casos as técnicas usadas pelos criminosos são cavalos de tróia que identificam, de forma sofisticada, a digitação do usuário no teclado durante transações em contas bancárias corporativas.

Tais ataques reforçam a ideia de que as empresas precisam ter um controle muito maior do que o atual sobre os métodos de autenticação. Para administradores de rede, a única forma é obrigar que senhas fortes sejam adotadas. “Se os usuários ficarem livres para escolher, fraquezas vão surgir”, diz Shulman.

De acordo com o relatório, o controle contra as ferramentas favoritas dos hackers também são essenciais. Os tradicionais testes com digitação de palavras são uma das formas de evitar que scripts adivinhem senhas. O estudo recomenda, também, que os administradores de rede criem uma política de mudança periódica de senhas e encorajem os usuários a criarem frases complexas em vez de apenas uma palavra ou combinação de números.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Consultoria prevê quatro novos perfis de profissionais de TI

De acordo com relatório do Gartner, por uma pressão das empresas, os CIOs deverão ter 40% de suas equipes provenientes de outras áreas da companhia ou sem experiência em tecnologia.

Por Redação da CIO Brasil
20 de janeiro de 2010 - 12h58

Um relatório da consultoria Gartner faz uma previsão de que, até o final de 2010, 40% das pessoas que se reportam à área de TI – seja de forma direta ou indireta – terão um foco bastante direcionado ao negócio ou não apresentarão um perfil tecnológico. Isso ocorrerá devido a um envolvimento cada vez maior da TI com questões relacionadas ao negócio, o que levará à necessidade de uma diversificação do atual perfil da equipe. Confira os quatro novos perfis de profissionais da área que a consultoria aponta como necessários:

Focados em questões legais
Segundo o Gartner, 20% das duas mil maiores companhias do mundo devem incorporar a seus organogramas a função de gestor de suporte legal. O número fica bem acima dos 5% registrados em 2005.
As atribuições desse profissional contemplam a criação de políticas para a estruturar parcerias, a adequação operacional a normas regulatórias e a mediação das relações entre as áreas de TI e departamento jurídico. Em vez da contratação desses profissionais, as empresas podem optar pelo treinamento de executivos de segurança da informação em legislação.

Focados em arquivos digitais
Arquivistas digitais serão necessários para organizar e preservar arquivos digitais corporativos para fins legais e regulatórios. De acordo com as expectativas do Gartner, até 2012, 15% das empresas terão em seus quadros de pessoal funcionários responsáveis pelo arquivamento eletrônico de documentos. Em 2009, a presença desses profissionais não foi detectada em nem 1% das companhias.
Quanto ao perfil de quem pode ocupar essa posição, estão pessoas com formação em biblioteconomia ou antigos funcionários já em fase de aposentadoria.

Focados em gestão das informações de negócio
Com base em pesquisa realizada pelo Gartner de junho a agosto de 2009, 20% dos gestores de negócios classificaram como “pobres” as informações que recebem dos departamentos de TI. Assim, os CIOs cada vez mais serão cobrados por, dentro de suas equipes, criar uma área específica para gestão de dados.
Ainda de acordo com a consultoria, até 2013, 20% das organizações já devem ter criado essa função.

Focados na arquitetura de dados corporativos
Assim como acontece na TI, as áreas de negócios também precisarão de profissionais responsáveis por questões como taxonomia, modelos de documentos e templates de apresentação. No entanto, a principal atribuição desse colaborador será de desenvolver maneiras para a utilização dos dados – estruturados ou não – armazenados nos data centers da companhia. Em alguns casos, o arquiteto de informação pode ser a mesma pessoa que assumiu a gestão dos dados.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Virtualização de desktops ganha terreno nas empresas

Estudo mostra que um terço das companhias pretende trocar a infraestrutura atual pela nova tecnologia.

Por CIO/Reino Unido
19 de janeiro de 2010 - 17h38

Um terço das corporações pretende adotar a virtualização para sua infraestrutura de desktops. A constatação foi feita pela empresa de serviços de TI Centrix após estudo. O levantamento apontou ainda que para mais de três quartos dos entrevistados a principal razão da mudança deve-se a possibilidade de cortar de custos.

De acordo com o vice presidente de vendas e marketing da Centrix, Lewis Gee, a ênfase em custos é surpreendente. "Há dois anos, os clientes procuravam melhorar a experiência dos desktops, mas talvez como resultado da situação econômica, as empresas estão buscando eliminar gastos".

No entanto, o executivo alerta para algumas questões. "O problema de priorizar apenas a redução de gastos é mensurar o quanto de economia vai ser obtido, porque as companhias geralmente fazem um plano de migração para o ambiente virtual sem olhar se é ou não a melhor solução”, diz. Na sua opinião, as empresas devem identificar os casos apropriados à virtualização de desktops.

“A tecnologia não será apropriada a todos”, afirmou. Gee acredita ser mais interessante esperar problemas futuro e conforme a virtualização se tornar mais presente, ir migrando aos poucos.

Desduplicação está entre prioridades de empresas na AL

Segundo levantamento da empresa de segurança Symantec, tecnologia que evita redundância de dados está na pauta dos departamentos de TI.

Por Rodrigo Afonso, da COMPUTERWORLD
19 de janeiro de 2010 - 17h46

A tecnologia de desduplicação de dados é hoje uma das prioridades das organizações na América Latina. Foi o que constatou o levantamento State of Data Center, divulgada no início do mês, pela empresa de segurança Symantec. 

A desduplicação de dados elimina a redundância de dados, ou seja, se 20 e-mails armazenados contam com anexo igual, por exemplo, só uma cópia do arquivo é armazenada. A tecnologia foi apontada como uma das iniciativas mais importantes de 2010 por 73% das companhias latino-americanas, atrás somente de segurança (83%) e recuperação de desastres (82%).

A pesquisa apontou também que as médias empresas estão na dianteira quando o assunto é adoção de tecnologias inovadoras, como a desduplicação e cloud computing. Tendência que chega nesse segmento a  uma taxa de 11 a 17% maior do que as pequenas e grandes.

A empresa abordou ainda perspectivas de recursos humanos e constatou que as companhias têm dificuldades em preencher os quadros profissionais, seja por falta de budget ou de profissionais qualificados. Na América Latina, 90% das empresas pesquisadas continuam com as mesmas vagas do ano passado ou abriram ainda mais posições. No mundo, esse número é de 76%

Ataques DDoS estão mais fortes do que nunca

Os ataques de negação de serviço (DDoS), voltados a prejudicar serviços web, estão mais sofisticados e representam um grande desafio para a estrutura de segurança das empresas.

Por CSO/EUA
15 de janeiro de 2010 - 18h14

Os ataques de negação de serviço (DDoS), que têm como objetivo deixar algum serviço web indisponível, vêm atingindo as companhias desde o início da era digital, embora tenham tido pouco destaque na mídia nos últimos anos. A ameaça, no entanto, está mais forte nos últimos seis meses do que nunca esteve, graças a algumas mudanças na natureza desses ataques.

Os alvos continuam os mesmos: companhias privadas e sites governamentais. As tentativas são de roubar informações ou atrapalhar operações em benefício de alguma concorrente ou pela simples impopularidade do alvo. Mas a ferocidade e a profundidade dos ataques crescem exponencialmente, graças, em parte, à proliferação de botnets (softwares robô que agem de forma autônoma) e ao bom trabalho dos criminosos, que estão conseguindo disfarçar ataques de tráfego legítimo.

O chefe de segurança da empresa norte-americana Akamai Technologies, Andy Ellis, afirma que a abrangência dos ataques DDoS já é tão vasta que quem controlam a ameaça já não dá conta de administrar todas as máquinas que têm sob controle.

Ellis pode observar de perto a ameaça, porque muitos dos usuários da Akamai são companhias globais que rodam bilhões de operações online todos os dias, como Audi, NBC, Fujitsu, Departamento de Defesa dos EUA e Nasdaq. Segundo o chefe de segurança da Akamai Technologies, raramente existe algum momento em que os clientes da empresa não estão sob a mira de DDoS.

“Vemos poucos malwares pontuais, voltados a atolar as máquinas dos clientes”, diz Ellis, referindo-se às pragas da velha guarda, como Blaster e Mydoom. “Hoje, os criminosos mantêm o controle da máquina e agem por meio de botnets”, completa. No ano passado, a Akamai observou recordes de ataques DDoS, alguns deles com mais de 120 gigabits por segundo.

Um dos exemplos foi um ataque em 4 de julho de 2009, contra computadores do governo dos Estados Unidos. Cerca de 180 mil computadores afetados atingiram sites do governo e causaram dores de cabeça para negócios baseados no País e também na Coréia do Sul. O ataque começou no sábado, derrubando os sites da Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos (FTC) e o Departamento de Transporte dos Estados Unidos (DOT). O US Bankcorp, sexto maior banco comercial do país, também foi atingido.

Os ataques também foram direcionados para serviços do Google, Yahoo e Amazon. Os ataques contra o Google não duraram muito, mas se levar em consideração que o conteúdo da empresa responde por 5% de todo o tráfego de internet, tem-se uma ideia melhor da gravidade da situação.

O chefe de tecnologia da empresa de segurança Prolexic Technologies, Paul Slop, comanda de perto uma equipe de 30 engenheiros que se dedicam em tempo integral ao estudo do problema. “Construímos um banco de dados sobre reputação de endereços IP e temos registro de cerca de 4 milhões de computadores infectados. É surpreendente a quantidade de botnets e a facilidade com que cria novos”, afirma.

As maiores tendências do ataque, de acordo com observações da Prolexic, é com que eles se pareçam cada vez mais com tráfego legítmo de internet. Em vez de criar um grande pico de tráfego que costuma indicar o início de um ataque, ele começa a subir vagarosamente por meio do escalonamento da ação dos diversos bots. Os bots, por sua vez, variam no estilo de ataque, tornando a tarefa de separar ataques de usuários reais um verdadeiro desafio.