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quinta-feira, 1 de julho de 2010

CEO da Red Hat: empresas não exploram potencial da tecnologia

Jim Whitehurst alerta os CIOs para as armadilhas embutidas nas promessas da computação em nuvem e questiona a postura da indústria de software proprietário.

Por Network World/EUA
29 de junho de 2010 - 14h18

As melhores experiências oferecidas pelo avanço de TI ainda são experimentadas no ambiente doméstico. Pelo menos, na visão do CEO da empresa de sistemas operacionais Linux Red Hat, Jim Whitehurst.

“Em uma conversa com um CIO, ouvi que 'o Google é o meu maior concorrente' ”, afirmou Whitehurst. Ainda de acordo com ele, esse executivo com o qual falou - e que prefere se manter anônimo - trabalha para uma empresa de logística.

Há alguns meses, o tal CIO foi abordado pelo CMO (Chief Marketing Officer) da sua companhia. Ele queria que a TI criasse um sistema para que os departamentos de marketing de vários países compartilhassem documentos e executassem tarefas de maneira colaborativa.

Depois de consultar os integrantes do departamento de TI da companhia, o CIO voltou a conversar com o executivo de marketing e lhe propôs a realização da tarefa ao custo de 14 milhões de dólares, em um prazo de nove meses.

“Do que você está falando?!” foi a resposta do CMO ao ouvir a proposta do CIO. O executivo do marketing emendou: “Eu estava ajudando minha filha no projeto de escola dela e percebi que fazia tudo usando o Google Docs; se não me engano, o custo era zero”.

O CEO da Red Hat cita essa conversa para ilustrar uma questão mais profunda: o modelo de negócios usado por empresas que adotam plataformas proprietárias está “condenado”.

Os softwares ficam cada vez mais lerdos, mesmo com o avanço na performance do hardware. O motivo disso é que fornecedores de sistemas, como a Microsoft e a Oracle, passam o tempo todo incrementando os pacotes de software com recursos que só são vantajosos para um pequeno grupo de usuários finais.

“Quantas vezes o usuário já foi obrigado a realizar a atualização do sistema, mesmo não tendo qualquer utilidade para os novos recursos implementados? E tudo isso porque, se não comprar a atualização, não pode mais contar com o suporte oferecido pela empresa”, relata Whitehurst.

Para o executivo, isso demonstra um modelo de negócios falido. "Se o produto principal de um fornecedor são os recursos para as plataformas, por que eles não vendem somente os recursos e deixam a cargo dos clientes a aquisição ou não dos complementos?”, justifica.

Nuvens particulares
Isso não quer dizer que a Red Hat não desenvolva os recursos mencionados. Durante um evento nos Estados Unidos, a empresa anunciou a disponibilidade do pacote Cloud Foundations; o nome já revela do que se trata. O produto oferece suporte à formação de nuvens particulares com base na integração de vários serviços do sistema Red Hat Linux.

A organização também aproveitou o evento para anunciar o lançamento do Enterprise Virtualization para Desktops e a versão 2.2 do software de virtualização para servidores.

Mas, de acordo com Whitehurst, a empresa não reajusta o valor do suporte para a versão Server do Red Hat Linux há oito anos. “E nós não inchamos o nosso software, só para fazer mais dinheiro com uma versão nova. Se o cliente é um consumidor, tem garantia de suporte. Ponto.”, diz.

O CEO dá a entender que poderia gerar receita maior, se espremesse os usuários. De acordo com Whitehurst, outras empresas do segmento Linux têm feito mais dinheiro com o sistema que eles. “Temos dez vezes mais sistemas instalados nos servidores que licenças compradas”, diz.

Iate e as nuvensEm um slide seguinte, Whitehurst mostrou um iate enorme, supostamente de propriedade de Larry Ellison (Oracle) e disse “Esse é o iate de um CEO de uma grande empresa de software e, uma dica, não é meu”, disse.

A arquitetura típica de TI em uma empresa costuma ser confusa, intimidadora e conduz muitos CIOs em direção à estratosfera. “A nuvem por si só”, argumenta Whitehurst, “é uma saída 'estratégica pela direita', quando muitos dos problemas internos poderiam ser resolvidos com a disponibilidade das ferramentas apropriadas”.

Os clientes querem arquitetura modular e padrões abertos que possibilitem a portabilidade dos arquivos e dos dados. Se, por um lado, a nuvem oferece essas soluções, ela também pode ser considerada a “maior armadilha de todas”, ao atrair as empresas para o ambiente e, se decidir, não permitir a migração desses serviços de volta para a terra.

A Red Hat é uma das muitas empresas atuantes no segmento de software aberto e proprietário, e afirma fornecer tecnologia com ampla escolha para o consumidor. O cliente pode decidir livremente entre as opções de recursos de hardware ou de software que julgar melhor para a empresa e para os negócios.

Whitehurst afirma que a diferença entre a Red Hat e as outras empresas é que eles trazem junto uma variedade de parcerias com outras companhias.

Apesar de estar envolvida em uma solução de virtualização própria, a Red Hat trabalha em conjunto com a Microsoft e com a VMware para garantir uma integração entre as plataformas e possibilitar que os sistemas operacionais Linux rodem eficientemente em bases ESX e Hyper-v. Nada fora do comum, se admitirmos que é comum vermos sistemas Windows rodando em cima de VMware.
Ao mesmo tempo que o CEO da Red Hat tenta, de certa forma, diminuir o impacto da nuvem, ele lança os softwares de código aberto como solução ideal para esse ambiente. Em resumo, Whitehurst disse que “o software de código fonte aberto é imprescindível para as tendências como o SaaS, a Web 2.0, para a nuvem e a computação em geral; sem a economia gerada pelo uso de software livre essas tendências jamais seriam viáveis”.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Confira os 10 rivais mais fortes do Google

Apple, Microsoft, IBM e outras: conheça empresas que podem bater de frente com a empresa de buscas em 2010.

Por Network World/EUA
25 de janeiro de 2010 - 08h30

A grande notícia da indústria de tecnologia na década sem dúvidas foi o enorme crescimento da Google. Mas o serviço de busca continuará dominando a internet em 2010? Não se as empresas de internet que listamos conseguirem evitar.

Até agora, os maiores aliados da Google foram da mídia tradicional: jornais, revistas e canais de TV que produzem conteúdo online são procurados pelo portal, que vende publicidade online para elas. Mas como seu portfólio cresceu e a Google tem mais de 150 produtos – incluindo versões grátis de aplicativos populares – a Google atraiu diversos outros competidores da indústria de tecnologia.

A rivalidade da Google com empresas de tecnologia deve aumentar em 2010. Ela tem o site mais acessado da internet e uma máquina de fazer dinheiro. No quarto trimestre de 2009, sua receita totalizou 6,67 bilhões de dólares. Com grandes reservas de caixa, a empresa tem dinheiro para comprar iniciativas inovadoras para continuar dominando a Web. Aqui está uma lista de 10 fabricantes de tecnologia que devem ser os principais rivais da Google durante o ano de 2010:

1- Amazon
Com o objetivo de conseguir 22 bilhões de dólares ou mais em vendas em 2010, a Amazon tem meios financeiros de enfrentar a Google em e-books e computação em nuvem. De fato, o CEO da empresa, Jeffrey Bezos foi um grande aliado da Google, sendo um dos primeiros investidores da empresa de busca, em 1998.

E-Books
Analistas concordam que 2010 vai definir a batalha dos e-books. Desde 2002 a Google escaneia milhões de livros que não são mais impressos e incorpora-os ao seu mecanismo de busca online. Os e-books da Google ganharam destaque em 2009 quando a empresa ofereceu 500 mil gratuitamente para consumidores do Sony Reader e do Barnes & Noble Nook. Em outubro passado, a Google anunciou que abriria uma loja de e-books chamada Google Editions, que permitirá aos consumidores comprar e ler livros em qualquer dispositivo com um navegador.

Com e-books, a Google está ameaçando a Amazon, que lidera o mercado com o Kindle. O dispositivo é o item mais vendido da loja da Amazon e oferece mais de 360 mil livros digitalizados. A Amazon disse que lançaria um aplicativo gratuito do Kindle para usuários BlackBerry, que complementaria um programa similar feito para usuários de PC.

Computação em nuvem
A outra grande área em que a Google vai desafiar a Amazon é na computação em nuvem, um mercado que deve crescer consideravelmente em 2010. Em abril de 2008, a Google lançou o Google Apps Engine, que é uma plataforma de computação em nuvem que permite a desenvolvedores criarem seus próprios aplicativos que rodam na infraestrutura da Google. Usuários pagam pela quantidade de armazenamento e banda que consomem. Em abril de 2009, a Google adicionou recursos para fazer a plataforma mais atrativa para empresas.

A Elastic Computing Cloud (EC2) da Amazon possui um serviço pague-o-quanto-gastar e foi lançado em 2006, sendo atualizado diversas vezes desde então. Em dezembro de 2009, a Amazon adicionou ofertas de segurança e armazenamento da Symantec. O uso do EC2 está em crescimento entre consumidores corporativos.

2- Apple
Em 2009, a Apple e a Google passaram de parceiros a rivais nos setores de telefonia móvel e música online. Com 36 bilhões em vendas e um trabalho de engenharia lendário, a Apple está muito qualificada para a batalha contra a Google nessas áreas e também em termos de navegadores, onde o Google Chrome compete com o Safari.

Smartphones  As notícias sobre uma guerra iminente da Google contra a Apple vão girar em torno do mercado de smartphones. Em julho, a Apple rejeitou o Google Voice, aplicativo para o iPhone que permitiria aos usuários compartilhar um único número em vários celulares.
Em agosto, o Chief Executive Officer da Google, Eric Schmidt, renunciou ao conselho da Apple, alegando conflito de interesses. Já em outubro, a Google e a Apple eliminaram todos os membros do conselho em meio a uma investigação federal antitruste. Enquanto isso, a plataforma móvel Android, da Google, ganhou terreno contra o iPhone, com mais de um milhão de unidades vendidas. O iPhone continuou como um dos bestsellers da Apple em 2009, com mais de 20 milhões de unidades vendidas nos dois últimos trimestres.

Música online
O mercado de música digital deve crescer em 2010, com a Google e a Apple se destacando. Em outubro, a Google lançou um serviço de buscas de músicas que permite ao usuário visualizar previamente uma canção. Os parceiros desse serviço incluem o Myspace e o La La Media, um site de streaming de músicas que foi comprado pela Apple em dezembro. Outro parceiro de música da Google é o Pandora, um serviço de streaming de música que está disponível para telefones móveis que utilizam o sistema Android.
Serviços como o Pandora e La La Media estão dispostos a combater o iTunes, da Apple, que se tornou o vendedor de músicas mais famoso nos Estados Unidos em 2009.

3- AT&T
A operadora de telefonia norte-americana AT&T é uma rival política da Google – eles estão em lados opostos do debate de neutralidade de rede – e também no mercado de smartphones, no qual a AT&T é a operadora exclusiva do iPhone nos Estados Unidos até junho de 2010. Com mais de 123 bilhões de dólares em vendas no último ano, a AT&T bate o Google e não tem medo de combater a empresa, como suas reclamações contra o Google Voice prestadas à Comissão Federal de Comunicações norte-americana.

Smartphones
Em suas batalhas contra a Google, a AT&T vai proteger toda a renda relacionada ao iPhone, que é de cerca de mil dólares anuais por consumidor anual, segundo analistas. Em 2009, a AT&T ativou 11,5 milhões de iPhones, produzindo uma receita de pacotes de dados significante. É por isso que a empresa está pedindo à Apple para estender o contrato exclusivo por mais um ano. Enquanto isso, a AT&T está revendo suas apostas e pode firmar parceria com a Google em 2010.

4- Facebook
O Google está  de olho no rápido crescimento do Facebook – que já atraiu 350 milhões de usuários em apenas seis anos – com preocupações. Por mais que as finanças do Facebook não sejam disponibilizadas para o público, analistas estimam que em 2009 a receita da rede social vai bater 500 milhões de dólares, grande parte por causa de um acordo com a Microsoft, outra rival do Google.

Redes sociais
A rivalidade entre Google e Facebook é baseada na questão de onde os usuários conseguirão as informações no futuro: dos serviços de busca ou das redes sociais? A Google está preocupada com internautas usando redes sociais para informar e fazer propaganda através do Facebook, MySpace, LinkedIn e Twitter.
De fato, rumores sobre a Google comprando o Twitter foram comuns este ano. A empresa também possui sua própria rede social, o Orkut, que passou por reformulação em dezembro. E também oferece o Google Friend Connect, uma ferramenta para desenvolvedores da web adicionarem conteúdo de redes sociais em seus sites, em competição direta com o similar Facebook Connect.

Enquanto isso, o Facebook desenvolveu relações com diversos inimigos do Google, como Microsoft e Yahoo. Em 2007, o Facebook vendeu 1,6% das ações para a Microsoft, além de ter escolhido o Bing como mecanismo de busca. A rede social também adicionou recursos em 2009 como o Open Stream API, que permite que desenvolvedores exportem dados do Facebook para outros aplicativos.

5- Hulu
A Google comprou o YouTube há quatro anos, mas ainda não conseguiu um meio de gerar receita com o serviço de vídeos. O competidor mais próximo do YouTube é o Hulu, que recebe apoio de diversas empresas de entretenimento.

Execução de vídeos
A audiência de vídeos online explodiu em 2009, quebrando recordes em setembro com mais de 168 milhões de usuários nos Estados Unidos. A questão para 2010 é se o YouTube continuará dominando o mercado.
O YouTube é conhecido por mostrar vídeos feitos por usuários. O site atraiu mais de 126 milhões de usuários e tocou mais de 10,3 bilhões de vídeos em setembro, de acordo com a ComScore. A fraqueza do YouTube: não possui dinheiro o suficiente para cobrir os custos altos de banda. Estima-se que o YouTube perdeu 470 milhões de dólares em 2009.

Hulu é o segundo serviço de vídeos mais acessado, com 39 milhões de visitantes e 583 milhões de execuções em setembro de 2009, segundo a ComScore. Mas só o Hulu possui conteúdo criado por seus proprietários, que incluem Fox, NBC e Disney. Mesmo que não seja mais lucrativo, o Hulu pode começar a cobrar por seu conteúdo em 2010, o que faria o mercado balançar.

6- IBM
  A rivalidade da Google com a IBM pode ficar mais forte em 2010 com o lançamento de novas plataformas de colaboração como o Google Wave. Com a IBM, o Google finalmente está contra uma empresa financeiramente poderosa: a IBM lucrou mais de 95 bilhões de dólares em vendas em 2008, e acredita ter aumentado em cerca de 45% os ganhos durante 2009.

Colaboração
No meio de uma profunda recessão econômica, mais corporações norte-americanas estão experimentando ferramentas colaborativas baratas como o Google Apps. O Google Apps é uma suíte de aplicativos que inclui e-mail, calendário, mensagem instantânea e compartilhamento de documentos que a Google vende por 50 dólares por pessoa, com licenças que valem por um ano.

A Google compete com o Lotus Notes, da IBM, e o Microsoft Exchange, e atraiu mais de 2 milhões de empresas nos últimos dois anos. Em setembro, a empresa introduziu o Google Wave, um aplicativo que combina e-mail, mensagens instantâneas e compartilhamento de documentos. Em dezembro, a Google comprou a AppJet com o objetivo de adicionar recursos ao Google Wave. Em outubro, a IBM mostrou o LotusLive iNotes, um serviço com e-mail, calendário e contatos por 36 dólares por usuários por ano, em uma tentativa de parar o crescimento do Google Apps.

7- Microsoft
A maior rival da Google – em buscas, ferramentas de colaboração e navegadores – é a Microsoft. Por mais que não seja dominante na indústria de TI como já foi, a Microsoft ainda é um rival a se temer e lucrou mais de 56 bilhões de dólares em vendas nos últimos quatro trimestres.

Buscas  Ao longo da última década, a Google reinou soberana em buscas – pelo menos nos Estados Unidos. A situação pode ter começado a mudar com o lançamento do buscador da Microsoft, o Bing. A empresa fez acordos com empresas como Twitter, Facebook e Yahoo. A Microsoft continua melhorando seu mecanismo de busca, com uma área para imagens e mapas.

A Google está suficientemente preocupada com o Bing e começou a melhorar seu mecanismo de busca. Busca em tempo real, busca por fotos, dicionário e outras funções foram adicionadas ao Google recentemente. A empresa começa 2010 com mais de 70% deste mercado.

Colaboração
Em 2010, a batalha entre Microsoft e Google deve se basear em ferramentas de colaboração baseada na nuvem. O Google Apps foi feito para cortar gastos dos produtos da Microsoft, incluindo Exchange e SharePoint. A Microsoft respondeu com o Office Web apps, versões gratuitas baseadas na web de seus aplicativos conhecidos como Word, Excel e Power Point. Essa é uma parte da ação da Microsoft de desenvolver um modelo de aplicativos baseados em assinatura.

Enquanto isso, a Google segue desenvolvendo o Google Wave, que por enquanto está apenas em um modo por convite. A comunidade de desenvolvedores respondeu positivamente às demonstrações do Wave.

Browsers Será que 2010 nos dará uma nova guerra de navegadores, agora entre Microsoft e Google? O Internet Explorer é o principal navegador do mercado desde a década de 1990. O IE 8 foi lançado em 2009 e afirma ser o mais rápido, estável e seguro do mercado. Até agora, o Google Chrome – que está na versão 3 – não acabou com o domínio da Microsoft. O navegador do Google tinha apenas 3,7% do mercado em outubro, de acordo com a Janco Associates.

A questão é se isso pode ser alterado quando o Chrome OS, sistema operacional do Google, for lançado em 2010. O primeiro netbook que terá o sistema deve sair apenas no segundo semestre do ano.

8- Nokia
A Nokia é a principal fabricante de celulares do mundo, com quatro de cada dez aparelhos vendidos. Apesar de ter perdido mercado para Apple e RIM, a empresa despachou mais de 108 milhões de unidades durante o terceiro trimestre de 2009.

Smartphones
A rivalidade entre Google e Nokia começou com sistemas operacionais para smartphones. A Nokia possui seu próprio sistema de código aberto, o Symbian, que compete com o Google Android. Apesar de rumores, a Nokia continuará com o Symbian e não tem planos de desenvolver smartphones ou netbooks com o sistema Android. No meio tempo, a empresa fez um acordo com a Microsoft para levar o Office Mobile para a plataforma Symbian.

Enquanto isso, o Android deve crescer em 2010. Mais de 50 aparelhos com a plataforma estão previstos para o ano, comparado a dez em 2009. Analistas acreditam que dispositivos com Android vão dominar cerca de um quarto do mercado em 2014.

9- Verizon
Google e a operadora de telefonia norte-americana Verizon são verdadeiros parceiros ao mesmo tempo que são concorrentes: eles lutaram um contra o outro, mas estão se unindo nos smartphones. A Google tem um poderoso aliado e algumas vezes rival na Verizon, que teve mais de 105 bilhões de dólares em receita nos últimos quatro trimestres.

Smartphones
A Verizon está se unindo com o Google por um motivo: para diminuir o crescimento do iPhone. Em outubro, Verizon e Google anunciaram um acordo para desenvolver smartphones, PDAs e netbooks com Android. O primeiro smartphone da empresa com a plataforma foi o Motorola Droid, que chegou ao mercado em novembro. A Verizon também planeja colocar o Google Voice em seus dispositivos.

A Verizon nem sempre foi companheira da Google. EM 2009, ela escolheu a Microsoft como provedora de busca de celulares. A decisão vejo depois da Google reclamar que a Verizon não estava se mexendo o suficiente para abrir espaço para sua rede sem fio.

10- Yahoo
Quanto aos mecanismos de busca, um dos maiores concorrentes da Google é o Yahoo (depois da Microsoft, é claro). Apesar de ter sido prejudicado pela tentativa - falha - de compra por parte da Microsoft em 2008, o Yahoo ainda conseguiu obter mais de 1,5 bilhão de dólares em cada um dos três primeiros trimestres de 2009.

Busca
O Yahoo compete contra a Google em notícias, e-mail e, acima de tudo, buscas. O portal conseguiu grande progresso em 2009 por integrar pesquisas ao seu rico conteúdo. Usuários podem assistir a vídeos ou ouvir músicas diretamente da página de resultados. O Yahoo também ajuda seus usuários a encontrarem bons preços para viagens e produtos. E, recentemente, adicionou o Twitter às suas páginas de busca.

As capacidades de busca do Yahoo podem mudar dramaticamente em 2010, se uma negociação conjunta de busca e propaganda entre o portal e a Microsoft for aprovada pelas autoridades norte-americanas. O acordo, estabelecido em dezembro, poderia permitir ao Yahoo a integração da ferramenta de busca do Bing, da Microsoft. Por outro lado, o Yahoo poderia prover, para ambas as companhias, publicidade nos resultados das buscas. O acordo entre Yahoo e Microsoft tem como objetivo ajudar na concorrência contra a Google.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Tribunais brasileiros terão de investir em TI

Determinação do Conselho Nacional de Justiça estabelece que Judiciário tem até 31/3/10 para aprovar planejamentos de seus sistemas de informática.

Por Redação da Computerworld
14 de dezembro de 2009 - 11h44

Tribunais de todo o País terão de investir na melhoria de seus sistemas de informática. O objetivo é reduzir custos e diminuir o tempo de tramitação dos processos. A determinação é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que aprovou, em 24/11, a Resolução 99 que institui o Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação, no âmbito do Poder Judiciário. O documento fixa a data de 31/3/10 para que os tribunais aprovem os planejamentos de seus sistemas de informática.

Na análise do conselheiro Felipe Locke Cavalcanti, relator da resolução, o CNJ está dizendo aos tribunais por meio do documento que eles devem pensar em informática e isso resultará na redução de custos logísticos e, principalmente, na redução da demora dos processos no judiciário. A pesquisa "Justiça em números", do CNJ, divulgada em julho, revela que o Judiciário gastou 2,5 bilhões de reais com TI entre 2004 e 2008. Apesar do montante, o CNJ defendia a necessidade de ser desenvolvido um planejamento sobre o uso de TI por tribunais.

A norma determina que os planejamentos tenham pelo menos um indicador de resultados para cada objetivo fixado, apresentem metas de curto, médio e longo prazos associadas aos indicadores de resultado e projetos e ações que sejam considerados necessários para que sejam atingidas as metas fixadas.

O conselheiro destacou que o CNJ, além de cobrar melhorias, tem ajudado os tribunais a investir em informática por meio da oferta de softwares como o Projudi (Processo Judicial Digital). O programa já está sendo usado em vários Estados brasileiros e é utilizado no gerenciamento e controle dos processos judiciais nos tribunais de forma eletrônica, reduzindo tempo e custo.

Criador do MySQL chama usuários para "salvar" software

Michael "Monty" Widenius vê ameaças ao banco de dados que criou e sugere que oponentes da compra da Sun pela Oracle enviem mensagens à União Europeia.

Por IDG News Service
14 de dezembro de 2009 - 17h59

O criador do MySQL Michael “Monty” Widenius lançou uma campanha na web para “salvar” o banco de dados de código aberto das “amarras” da Oracle, que tenta comprar seu atual proprietário, a Sun Microsystems.

A Oracle anunciou sua intenção de comprar a Sun em abril de 2009, por 7,4 bilhões de dólares. Mas o negócio está paralisado enquanto as autoridades européias não concluem suas avaliações sobre questões antitruste.

Uma das principais preocupações dos reguladores, e também dos defensores de iniciativas open source, é qual será o futuro do MySQL sob a Oracle que, com seu próprio sistema proprietário, detém uma fatia significativa do mercado de banco de dados.

Mas Widenius acredita que, se os usuários se manifestarem agora, as autoridades europeias poderiam bloquear a fusão, ou forçar a Oracle a oferecer certas concessões e garantias em relação ao MySQL, disse numa nota publicada em seu blog na sexta-feira (12/12).

Lobby de clientes

Ele argumenta que a Oracle contatou “centenas de seus grandes clientes”, pedindo a eles que façam lobby junto à União Europeia para apoiar o acordo. A Oracle tem dito a seus clientes que investirá mais dinheiro no desenvolvimento do MySQL e que mesmo se ela abandonasse o banco de dados, a liberação de uma ramificação do código-base “cuidaria das coisas”, cita Widenius.

Mas, para o desenvolvedor, tais esforços não são suficientes.

“Apenas colocar dinheiro no desenvolvimento não é prova de que qualquer coisa útil será entregue, ou que o MySQL continuará a ser uma força competitiva no mercado como é hoje”, disse.

E uma ramificação do código-base “não é suficiente para manter o MySQL vivo no futuro, caso a Oracle, como detentora dos direitos do MySQL, decida num dado momento matar o MySQL ou fechar partes do código do banco de dados”, acrescentou.

Dez anos atrás, o MySQL era usado principalmente para aplicações web, mas desde então se tornou “muito funcional, escalável e confiável” e é utilizado para uma diversidade de propósitos, ele adicionou.

“Isso não só assusta como realmente fere a Oracle todo dia”, ele diz. “É claro que o sistema da Oracle tem mais recursos, mas o MySQL já pode fazer uma variedade de coisas para as quais o Oracle é frequentemente utilizado e, assim, ajuda as pessoas a economizar um bocado de dinheiro. Dessa forma, eu simplesmente não acredito que a Oracle será um bom lar para o MySQL.”

Conversa com chefes

Widenius está pedindo aos usuários que pensam como ele tornar pública sua preocupação, enviando cartas à União Europeia, publicando blogs sobre o assunto e conversando com os executivos das empresas nas quais trabalham.

Os usuários tiveram reações iniciais mistas em relação ao apelo de Widenius.

“Vamos nos erguer hoje para enfrentar o mal”, disse um comentarista identificado como “Ryan Chan” na lista de discussão do MySQL.

Mas outros optaram por uma atitude liberal à fusão.

“Você vendeu o MySQL (e não há nada errado nisso)”, comentou uma pessoa em resposta ao post de Widenius. “A Oracle é livre para fazer o que quiser com ele, quero dizer, eles compraram, então é deles, ponto.”

Procurada, a Oracle não comentou o assunto.

A campanha de última hora de Widenius pode ser em vão, já que há indícios de que a União Europeia vai aprovar a fusão.

Nesta segunda-feira (14/12), a Oracle publicou uma declaração na qual apresenta dez compromissos a desenvolvedores e usuários do MySQL. As alegações, que seriam válidas por cinco anos a partir da aprovação do acordo, são um “importante novo elemento a ser levado em conta no processo”, disse a União Europeia em um comunicado.

A União Europeia também reiterou o recente comentário da comissária de competição Neelie Kroes, que disse estar otimista em relação a uma resolução satisfatória para o assunto.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Novell apresenta recursos para gestão de identidades virtuais

Pioneira no setor, a empresa está desenvolvendo oito novos produtos e atualizações para aplicativos de virtualizações ou de computação em nuvem.

Por IDG News Service
07 de dezembro de 2009 - 15h32

As tecnologias de virtualização e computação em nuvem foram amplamente adotadas pelas corporações, apesar das preocupações sobre segurança e gestão desses aplicativos e dos dados.

A Novell Inc. afirma que pode ajudar as companhias nos dois setores, acelerando a criação de virtualizações e aplicativos em nuvem com segurança integrada.

Em 2010, a empresa planeja lançar oito produtos ou atualizações para auxiliar no que ela chama de “gestão de trabalho inteligente”.

O lançamento do Novell Identity Manager 4 adicionará um recurso para administradores de Tecnologia da Informação (TI), que permite administrar identidades digitais e outras funções de segurança em aplicativos hospedados na web e virtualizados, segundo o principal executivo da companhia, Ron Hovsepian.

O produto chegará ao mercado na metade de 2010. Ele funcionará em conjunto com o Novell Cloud Security Service, também previsto para o próximo ano, para estender as políticas de segurança e identidade nos aplicativos e dados hospedados na nuvem.

Além disso, ambos os programas trabalharão com o Novell’s Suse Appliance Toolkit, que será lançado no primeiro trimestre de 2010. Essa ferramenta auxilia estudantes voluntários internacionais (ISV, em inglês) e grandes empresas a construir e distribuir rapidamente aplicações virtualizadas, que podem ser transferidas de um servidor normal para um servidor baseado em nuvem sem travamentos ou conflitos.

Hovsepian disse que os consumidores já estão começando a usar a geração atual de ferramentas para construção de aplicações virtuais da Novell em grande escala.

“Nos últimos meses, tivemos 40 mil novos registros de usuários no nosso sistema e construímos 100 mil aplicações e cargas de trabalho diferentes”, completou Hovsepian. A mais popular é uma versão “faça-você-mesmo” do Chrome OS, construído com o navegador do Google, rodando no OpenSUSE Linux da Novell. A aplicação já foi baixada 750 mil vezes.

A Novell também está atualizando seu produto de gestão virtual Platespin, para que usuários possam usar um único terminal para administrar todas essas cargas de trabalho, sejam elas virtuais ou hospedadas na nuvem.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Setor de TI e governo defendem integração em torno da marca Brasil IT+

Lançamento da marca única é o primeiro passo para segmento de software e serviços nacional ganhar fôlego no exterior.

Por Edileuza Soares e Fabiana Monte, da Computerworld
07 de dezembro de 2009 - 19h31

O setor brasileiro de software e serviços de TI e o governo defenderam nesta segunda-feira (7/12) a criação de grandes grupos na área como forma de fortalecer a presença do segmento no exterior.

"Com empresas maiores, fica mais fácil chegar aos 5 bilhões de dólares", afirma o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antônio Rego Gil. Este valor refere-se ao montante que a associação espera que o Brasil alcance, em 2011, com exportação de software e serviços.

Em 2008, o Brasil obteve receita de 2,2 bilhões de dólares com exportação de software e serviços. Este montante foi gerado por 42 empresas associadas à Brasscom que são companhias de grande porte. "Neste volume não está incluída a receita gerada por pequenos exportadores", diz Gil. Pelas contas do executivo, há cerca de 5 mil empresas do setor no Brasil, a maioria de pequeno porte.

"Temos apoiado empresas no que diz respeito à consolidação. Uma das metas da Política de Desenvolvimento Produtivo (PPD) era chegar a 2010 com duas empresas do setor de TI com faturamento superior a 1 bilhão de reais. Já temos duas", afirma o superintendente da área industrial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Julio Raimundo, em alusão à Tovts e à Tivt.

A Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) deu início, no fim de 2008, a um programa, chamado Associativismo, cujo objetivo é qualificar e educar pequenos e médios empresários sobre assuntos ligados a fusões, aquisições e associações entre empresas.

"As pequenas empresas têm que se encorpar. Esse programa vai ajudar a diminuir o número de pequenas e a formar grandes grupos", defende o vice-presidente da Softex, Arnaldo Bacha.

No próximo ano, o programa entrará na fase de chamadas públicas, quando os agentes Softex darão início à convocação de empresas que se interessaram pela iniciativa.

Marca brasileira

O primeiro passo para dar mais visibilidade aos produtos de TI brasileiros foi a criação de uma marca única (Brasil IT+) para representar o setor no exterior. A estratégia apoia-se em quatro pilares: a origem brasileira, o porte do setor no País, a habilidade em construir parcerias e a capacidade de ser um player estratégico de TI.

O objetivo da criação de uma nova marca faz parte do esforço de empresas do setor para melhorar a competitividade e tornar o Brasil mais conhecido no mercado externo com a vendas de serviços de TI.
Segundo o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Alessandro Teixeira, a mudança de estratégia acontece num momento muito propício, pois o Brasil está com imagem positiva no exterior até por conta de ter sido escolhido para sediar dois megaeventos: Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. O superintendente do BNDES completa que a situação macroeconômica também está mais favorável para dar mais certeza aos compradores dos serviços da indústria brasileira.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Certificado digital será subsidiado para pequenas empresas

Novo 'Selo Internet Segura', da camara-e.net, vai oferecer certificado SSL ICP-Brasil por cerca de 500 reais ao ano, com parcelamento, em fevereiro de 2010.

Por Daniela Braun, do IDG Now!
30 de novembro de 2009 - 09h21

O valor da anuidade de um certificado digital para servidor web, SSL, da Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), que costuma custar 3 mil reais, pode ficar até seis vezes menor para empresas que fazem negócios na internet brasileira.

O subsídio deve entrar em prática em fevereiro de 2010, com o lançamento do Selo Internet Segura, uma iniciativa  da camara-e.net em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) para validar empresas que operam no e-commerce brasileiro, por meio de auditorias, em todo o País.

"Desta forma poderemos incluir as micro e pequenas empresas no certificado SSL de servidor", afirma Gerson Rolim, diretor executivo da camara-e.net, que teve a ideia de incluir o subsidio da certificação digital no selo.

Com um certificado de servidor próprio, não somente o fornecido por empresas de hospedagem e de pagamentos eletrônicos, a empresa garante sua identidade e seu 'CNPJ online' dando mais segurança ao consumidor, explica o diretor executivo da associação.

Em parceria com a Certisign, emissoras de certificados digitais associada à camara-e.net, Rolim calcula que o valor do certificado chegue a cerca de 500 reais. "Estamos estudando o parcelamento em até 12 vezes", informa.

42% das grandes e médias empresas do Brasil usam virtualização

Pesquisa da consultoria IDC realizada entre outubro e novembro indica também que os 48% que não têm soluções do tipo conhecem e sabem como funciona a tecnologia.

Por Fabiana Monte, da Computerworld
30 de novembro de 2009 - 12h55

A virtualização de servidores é usada por 42% das empresas de médio e grande porte no Brasil. A conclusão é da consultoria IDC, que realizou um estudo, no mês de outubro e no início de novembro, com 155 companhias no País.

Segundo a análise, mesmo os 48% de respondentes que não utilizam soluções de virtualização de servidores conhecem a tecnologia e como ela funciona. De acordo com o gerente de Enterprise Solutions da IDC, Reinaldo Roveri, fornecedores de soluções de virtualização ainda têm uma grande oportunidade de negócios no Brasil, porque as empresas estão em busca de ofertas do tipo.

"O Brasil está consolidando sua base tecnológica para a próxima geração dos ambientes de tecnologia da informação, mais flexível, que é a cloud computing (computação em nuvem)", afirma Roveri.

Um dos setores que investirá nesta tecnologia em 2010 é o bancário. Segundo estudo da IDC divulgado no fim de outubro, os bancos aumentarão os recursos destinados à TI no próximo ano. A virtualização aparece como um dos focos, junto com consolidação de servidores e convergência TI/Telecom.

Análise: o Google Apps tem potencial para dominar o mercado?

Saiba quais são as promessas do pacote de aplicativos de produtividade para escritórios e o que ele oferece de fato, com base em opiniões de clientes.

Por Redação da Computerworld/EUA
01 de dezembro de 2009 - 06h30

Depois de dominar o mercado de buscas e de publicidade online, o Google está trabalhando para se tornar um grande provedor de softwares para negócios, com aplicativos de colaboração, por meio do Google Apps.
O apelo principal da ferramenta é a integração entre as diversas ferramentas: editor de textos, planilhas de cálculos, calendário, Google Talk, Google Vídeo, Gmail, entre outras. O pacote é vendido por 50 dólares anuais, para cada usuário.
Uma pesquisa recente da consultoria International Data Corporation (IDC) indica que a ferramenta já é utilizada amplamente por 20% das companhias. Um dos principais clientes é a administração da cidade de Los Angeles, que contratou o pacoteem sua versão corporativa para 30 mil usuários.
Fica bastante claro que o Google trabalha intensamente para oferecer substitutos à altura para o Windows e o Office, impondo sua cadeia de valor ao mercado. Mas o Google Apps estaria pronto para o mercado corporativo?

E-mail conta pontos a favor
Em se tratando de correio eletrônico, o Google oferece vantagens. E-mails representam um grande investimento para as empresas, portanto não surpreende que o Gmail seja uma opção popular.
Atualizar o Microsoft Exchange 2003 e 2007 requer custos adicionais de servidores, levando as empresas a consideraram o sistema de e-mail em nuvem. Por estas razões, o analista da Forrester Research, Ted Schadler, afirma que um e-mail baseado em nuvem (seja do Google ou de concorrentes) é quase sempre mais barato para companhias com menos de 15 mil usuários.
Embora seu tempo de funcionamento online não seja perfeito, o Google afirma que o sistema alcance 99,9% de disponibilidade. A empresa também cita um estudo do grupo Radicati Group, que classificou o Gmail como quatro vezes mais confiável do que o Microsoft Exchange em interrupções não planejadas, e dez vezes mais confiável em termos de desligamento planejado para manutenções.

Segurança de dados ainda levanta questionamentos
A segurança de dados na nuvem é um problema “que as empresas deverão conhecer”, admite o chefe de estratégias do site AlertSite, Ken Godskind. Um exemplo básico: ao migrar para o Google Apps, a cidade de Los Angeles insistiu na ameaça de punição à empresa caso houvesse perdas de dados.
O Google afirma que possui muitos consumidores em indústrias altamente reguladas, como o setor de saúde, que preza muito pela segurança. A empresa também diz que sua propriedade de codificação de dados e dispersão entre arquivos físicos e lógicos ajudam a manter as informações do cliente seguras. Quanto aos dados normatizados, a empresa recomenda que as companhias sigam suas regulamentações, mas reitera que não fornece orientação específica sobre como fazê-lo.
Concorrentes, por sua vez, indicam que a arquitetura de armazenamento do Google, na qual informações de diferentes clientes podem estar no mesmo setor, é uma ameaça à segurança. A questão de onde os dados ficam também é importante para organizações que precisam seguir regulamentações geográficas específicas, impedindo assim a adoção da ferramenta.

Contras: suporte técnico, capacidades limitadas, integração com o legado
Segundo alguns clientes, os aspectos negativos estão na qualidade do suporte técnico, dores de cabeça com migração de dados, falhas em funções e desempenho e a dor da mudança de hábitos familiares.

“Não há ninguém para ligar se você tiver um problema”, afirma o diretor de e-mails da companhia de vendas Sonian, Greg Arnette, que é um usuário do Google Apps e competidor do serviço Google Postini. Apesar do suporte por telefone estar incluído no Google Apps Premier Edition, “eles fazem tudo o que podem para redirecionar o cliente aos fóruns”, afirma Arnette. “Você nunca encontra uma pessoa. Ou eles estão cheios de serviço ou não conseguem lidar com as necessidades de suporte”, critica.

O blogueiro do site Geekzone, Mauricio Freitas, trocou o Google Apps pelo Microsoft Business Productivity Online Suite, depois da demora de 48 horas do Google para lhe informar sobre problemas com o Google Sync for Mobile.

A empresa afirma que redireciona seus clientes ao suporte online quando acredita que pode oferecer uma resposta melhor e mais rápida. A companhia também diz que o serviço de suporte 24/7 via telefone oferecido na versão paga é voltada a administradores, e que cabe aos revendedores oferecer esse suporte para usuários e ajudar as companhias com grandes desafios no uso da plataforma.
Há também os problemas com recursos e desempenho. O chefe executivo da empresa de marketing Sprinklr, Ragy Thomas, é um usuário entusiasta dos aplicativos do Google, como o Google Sites, mas admite que suas ferramentas de produtividade para escritório “não são para todas as companhias atualmente”.
No sistema, faltam algumas funções no editor de textos e no de planilhas, presentes nos produtos da concorrência, e algumas vezes parece lento rodando na web. Ragy está confiante que o Google resolverá esses problemas: a empresa promete solucionar o atraso em relação ao Office em 2010.
Outro desafio é a integração entre o Google Apps e aplicativos de legado que estão por toda parte em grandes companhias. O diretor sênior de produtos do Google Apps, Rajen Sheth, afirma que o Google e seus parceiros estão “avançando” nesta questão, com o desenvolvimento de novas interfaces de programação de aplicativos (API).

Com estratégia agressiva, o Google pode prevalecer
Para manter a ascensão, o Google continua inundando o mercado de novas ofertas, o que ajuda a manter a empresa como notícia, serve de propaganda para sua visão do futuro da computação e gera prestígio no meio tecnológico. Segundo Godskind, muita gente já está disposta a aceitar os novos paradigmas graças à estratégia agressiva da companhia.
Thomas, no entanto, ressalta que a aceitação não é fácil para grandes empresas, acostumadas às antigas estruturas e desconfiadas com as novas tecnologias. No entanto, ele acredita que no médio prazo as ferramentas e tecnologias podem evoluir e gerar casos de sucesso, levando até mesmo as maiores empresas a abandonarem suas estruturas antigas para se juntarem à nuvem. Essa é a aposta do Google.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Desenvolvimento de aplicativos móveis acirra briga por mercado

Disputa entre fabricantes, operadoras e profissionais de TI cria novas oportunidades de negócios.

Por Andrea Giardino e Fabiana Monte, da Computerworld
25 de novembro de 2009 - 07h00

Nos primeiros meses de 2010, TIM e Claro pretendem colocar no mercado brasileiro suas lojas de aplicativos. O movimento das duas operadoras de telefonia celular segue uma tendência inaugurada pelo iPhone e, depois, adotada por diversas outras empresas, como Microsoft, RIM e Nokia. Nos Estados Unidos, a Sprint, terceira maior operadora de telecomunicações norte-americana, também anunciou a intenção de lançar sua loja de aplicativos em 2010.

Neste novo modelo, fabricantes de dispositivos têm a possibilidade de criar portais na internet para oferecer aplicativos que podem ser baixados por seus clientes. Antes do lançamento da App Store eles concentravam as ofertas, baseadas em downloads de jogos e ringtones. À primeira vista, este cenário com inúmeros competidores parece gerar uma disputa ferrenha entre fabricantes e operadoras para conquistar o usuário na disputa pelo download. Mas, na verdade, cria novas possibilidades para todo o ecossistema envolvido: operadoras, fabricantes e desenvolvedores.

“Quero que o cliente aprenda a usar porque uma hora ou outra ele vai se interessar pelo meu serviço. Não existe canibalização”, diz a diretora de serviços de valor agregado da Claro, Fiamma Zarife. Para a executiva, o grande diferencial das lojas de aplicativos é a forma de apresentar o conteúdo, por meio de ícones chamados widgets. Na análise de Fiamma, o importante é catequizar o usuário em relação ao consumo de serviços de valor agregado (que incluem os aplicativos). “Nossas pesquisas mostram que o usuário de dados usa mais o celular como um todo: mais voz, mais dados, mais SMS”, justifica a executiva.

Seguindo o raciocínio de Fiamma, o lançamento de uma loja de aplicativos própria da Claro é uma das formas de incentivar esse consumo. O plano da operadora é colocar o serviço no mercado já em janeiro, enquanto a meta da TIM é lançar a sua em março. “Antes do lançamento, é necessário realizar testes de integração e ter a certeza de que a loja funciona para a maior quantidade possível de usuários”, afirma o diretor de marketing da TIM, Rogério Takayanagi, em entrevista coletiva para anunciar a estratégia da empresa italiana.

A plataforma escolhida para as lojas de aplicativos de Claro e TIM é a Plaza Retail, da fabricante de chips Qualcomm. A plataforma foi projetada com foco nas operadoras de telefonia celular ou em lojas “horizontais”, como classifica o country manager da Qualcomm no Brasil, Paulo Breviglieri.
A solução é agnóstica em relação à marca e ao modelo de celulares e permite a criação de aplicativos capazes de rodar na maior parte dos aparelhos celulares disponíveis no mercado, com sistemas operacionais Java, BREW Flash e Android. Já se planeja, também, suporte para os sistemas Windows Mobile, Palm, Symbian e LiMo.

O executivo da TIM avalia que a característica aberta da loja de aplicativos é estratégica para atrair desenvolvedores interessados em colocar seus aplicativos para download. Para Takayanagi, isso permitirá, inclusive, a criação de softwares corporativos, voltados para produtividade. “Se existe demanda, vai haver alguém para desenvolver aplicativos para qualquer nicho de mercado”.

Como as empresas dão as cartas

O gerente de serviços e soluções da Nokia, Vinícius Costa, avalia que o mercado de desenvolvimento no Brasil é mais organizado do que em outros países, onde se vê muito mais desenvolvedores independentes. No cenário nacional, por outro lado, os desenvolvedores atuam, na maioria das vezes, trabalhando para empresas, mesmo que pequenas. O modelo de remuneração para o desenvolvedor varia de empresa para empresa. A Apple é reconhecida por limitar o desenvolvimento de seus aplicativos à App Store. Todos os softwares passam por processos de licença, homologação e validação.

Por meio do iPhone Dev Center, qualquer pessoa pode baixar um kit com vídeos, tutoriais, bibliotecas e códigos de exemplo. Antes de fazer o download do kit de desenvolvimento, é preciso se cadastrar no site da Apple e pagar uma anuidade de 99 dólares. Dois programas são oferecidos, um para empresas e outro para profissionais autônomos. Daí para frente, quem decide se os aplicativos serão gratuitos ou pagos é o desenvolvedor. Quando forem pagos, 70% ficam com o desenvolvedor e 30% com a Apple, valor destinado à manutenção tecnológica da loja virtual, de acordo com a empresa.

Segundo o engenheiro de sistemas da Apple Brasil, Fabio Ribeiro, atualmente, há mais de 100 mil aplicativos aprovados, criados 125 mil desenvolvedores que trabalham com a Apple em todo o mundo. O volume de downloads atingiu a marca de 2 milhões, desde o início da App Store, há dois anos. Já a Research in Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, não exige que os desenvolvedores usem exclusivamente a BlackBerry Shop como canal para divulgar e vender seus aplicativos.

De acordo com o gerente de inteligência de mercado da RIM para América Latina, Adriano Lino, a estratégia está ligada à ampliação do ecossistema ao redor dos produtos da empresa, por isso não há exigência de exclusividade. A BlackBerry Shop foi lançada mundialmente em abril deste ano e há três meses chegou ao País, onde só conta com aplicativos gratuitos. Por isso, a empresa ainda está discutindo como será o modelo de remuneração dos desenvolvedores no País. No exterior, o desenvolvedor fica com 80% do valor e os 20% restantes vão para a RIM. “Se compararmos ao mercado, é uma das fatias mais baixas praticadas”, diz. Em média, a proporção é de 70% a 30%, observa o gerente.

Como os desenvolvedores podem criar aplicativos e não publicá-los na loja da RIM, Lino não consegue informar o total criado. A estimativa do executivo é que este total esteja na casa de 20 mil, dos quais 2.500 estão disponíveis na BlackBerry Shop. A grande vantagem de estar na loja, avalia, é a possibilidade do desenvolvedor ter seu aplicativo simultaneamente em quase 140 países.

Apesar de ter se lançado mais tarde nesse mercado – há cerca de dois meses –, a Microsoft acredita ter um modelo mais atraente e flexível tanto para as operadoras quanto para os desenvolvedores. As empresas ganham dinheiro ao ter a possibilidade de cobrar na fatura os aplicativos que seus clientes querem. A receita é dividida entre as duas partes, embora a Microsoft não revele o percentual.

“Essa negociação é feita caso a caso”, observa o gerente de soluções de mobilidade da empresa, Julio Ramos. No Brasil, a Microsoft ainda está fechando acordos com as empresas de celular, o que deve ser feito até o primeiro trimestre de 2010. A remuneração dos desenvolvedores segue a regra de mercado - 70% com o profissional e 30% com a Microsoft.

Com mais de 20 mil aplicativos espalhados por vários sites, a meta da Microsoft é levar esses produtos para a loja, conhecida como Windows Marketplace. “Hoje, contamos com cerca de 600 aplicativos na loja”, afirma Ramos. Para ter o aplicativo no Windows Marketplace, o desenvolvedor precisa se registrar no portal, o que implica no pagamento de uma taxa anual de 99 dólares.

Esse valor dá o direito de submeter à empresa um total de cinco aplicativos em 12 meses. O excedente será cobrado por meio de uma taxa adicional. A aprovação dos aplicativos que ficarão disponíveis na loja segue um processo formal, com a avaliação não apenas do software, mas também do desenvolvedor, já que a companhia checa os dados pessoais do profissional para evitar pirataria ou problema de falsa identidade.

domingo, 13 de setembro de 2009

Comitê prevê R$ 1bi de investimentos em TIC se Rio sediar Olímpiadas

sexta-feira, 11 de setembro de 2009, 21h29 - TI Inside

O coordenador executivo da candidatura do Rio de Janeiro às Olímpiadas 2016, André Brandão, afirmou nesta sexta-feira, 11, que R$ 1 bilhão da verba do Comitê Organizador aos jogos olímpicos (17% do total) será investido no setor de tecnologia da informação e comunicação. "Será um salto importante para o Rio", afirmou, comparando com o Pan 2007, quando o investimento foi de R$ 350 milhões em equipamentos e serviços. As oportunidades para o setor de TI nos grandes eventos esportivos foi tema do Fórum de Negócios, no último dia do Rio Info 2009.

Os jogos do Pan Americano 2007 serviram de experiência para fortalecer a imagem do Rio na candidatura da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 que, segundo os palestrantes, deixou um legado de infraestrutura e TI para a cidade. Se for escolhida sede das Olimpíadas 2016, 50% das atividades ficarão na Barra da Tijuca, onde será construído o centro de mídia. Márcia Lins secretária de Estado de Turismo, Esporte e Lazer do Rio disse que a escolha do local se deu em função de ser uma área de desenvolvimento tecnológico da cidade.

Os serviços, segundo Alexandre Cardeman, membro do Comitê Rio 2016, geralmente são contratados com os players já existentes, mas as demais empresas, assegura, podem aproveitar as oportunidades apresentando inovações e valor agregado, ou seja, algo diferente do que já é oferecido no mercado. Outra dica dada pelo palestrante é começar pelos eventos esportivos regionais, para ter experiência de TI no esporte, quando for oferecer o serviço para grandes eventos.

Cardeman também falou dos projetos que a prefeitura desenvolve já para os Jogos Militares, Copa e Olimpíadas, como o Rio Conectado que vai ligar 2.191 unidades administrativas, incluindo os locais dos jogos com intranet, call center, com informações sobre trânsito e locais de jogos em três idiomas e o Registro Único do Cidadão, com dados que permitirão um atendimento mais rápido para quem recorrer a ouvidoria da Prefeitura que ficarão como legado

para a cidade.

Para os eventos esportivos que acontecerão na cidade será necessária uma reorganização urbanística, que envolverá sistemas de tecnologia na área de segurança pública e nas redes de transporte da cidade, interligando as quatro regiões dos jogos: Deodoro, Barra da Tijuca, Maracanã e Copacabana.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Microsoft e Yahoo selam parceria para buscas online

Yahoo utilizará Bing como buscador oficial e terá, como contrapartida, o direito de vender anúncios relacionados.

Por IDG News Service
29 de julho de 2009 - 11h08

A Microsoft e o Yahoo assinaram um acordo em publicidade online nesta quarta-feira (29/7). O anúncio, feito nos Estados Unidos, aponta que o mecanismo de busca Bing irá fazer parte do Yahoo, enquanto este venderá serviços de anúncios nos buscadores de ambas as empresas.

O acordo levou cerca de um ano e meio até ser concluído, e começou com uma oferta não solicitada da desenvolvedora norte-americana de softwares Microsoft para comprar a empresa de internet Yahoo em fevereiro de 2008 por 47,5 bilhões de dólares.

O jornal The Wall Street Journal aponta que a parceria é de dez anos, e o acordo deve ser finalizado em 2010. A ideia é aumentar o poder de busca das empresas, que se unem contra o gigante rival Google, líder no mercado de publicidade online com base em buscas.

As empresas irão manter equipes de venda e negócios de anúncios separados. A Microsoft pagará o Yahoo por um acordo de compartilhamento de receita do tráfego gerado na sua rede de sites próprios e afiliados. A empresa pagará ao Yahoo, inicialmente, 88% da receita de venda gerada nos sites do Yahoo - e também os operados por ele - durante os primeiros cinco anos do acordo.

Segundo as empresas, as ações e forças de suas equipes voltadas aos buscadores irão acelerar inovações e torná-las mais competitivas no mercado de buscas.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Microsoft divulga preços do Windows Azure

Plataforma de computação em nuvem da companhia poderá ser paga conforme o uso, por meio de assinatura ou em um modelo que permite a integração do produto com outros contratos já firmados com a empresa.

Por IDG News Service/EUA
14 de julho de 2009 - 14h51

A Microsoft divulgou, durante conferência com desenvolvedores realizada nos Estados Unidos nesta terça-feira (14/7), os preços e mais detalhes sobre como vai vender o Windows Azure, plataforma voltada para infraestruturas de computação em nuvem que será lançada em Novembro.

Serão três modelos de cobrança: consumo, no qual os clientes pagam pelo que utilizam; assinatura, com periodicidade de cobrança fixa; e volume, que permite aos usuários integrarem o Azure em outros contratos que já tenham firmado com a Microsoft.

No modelo de consumo, a empresa vai cobrar 12 centavos de dólar por hora de uso da infraestrutura computacional; 15 centavos de dólar por gigabyte (GB) de armazenamento; e 1 centavo de dólar para cada 10 mil transações de dados (cada vez que o usuário adiciona, atualiza, lê ou apaga um dado, é contada uma transação).

Para o SQL Azure, banco de dados no modelo de nuvem, a Microsoft vai cobrar 9,99 dólares por uma versão web, com capacidade de até 1GB, e 99,99 dólares pela versão corporativa, com capacidade de até 10 GB.

Os valores para os outros modelos de cobrança serão divulgados no lançamento oficial da plataforma.
A empresa também vai oferecer um conjunto de ferramentas para o desenvolvimento de aplicações baseadas na arquitetura em nuvem, usando a linguagem .Net, com o preço de 15 centavos de dólar para um conjunto de 100 mil mensagens operacionais. O uso da banda terá o preço de 10 centavos de dólar por GB de dados adicionados, e 15 centavos de dólar por GB de informações recuperadas.

A partir de novembro, o produto estará disponível nos Estados Unidos, Europa, Austrália e Japão. No Brasil, a chegada está prevista para 2010, quando o sistema também será oferecido na Coréia do Sul, Malásia, Cingapura, Chile, Colômbia, México e no Leste Europeu.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Quanto você quer pagar por sua licença de software?

Ao mesmo tempo em que diversificam seus modelos de oferta de software, fornecedores dificultam processo de gestão dos líderes de tecnologia da informação.

Por Andrea Giardino, do Computerworld

14 de julho de 2009 - 07h00

O aumento do leque de opções na compra de software – que ganhou um componente extra com o conceito de computação em nuvem - tem criado um verdadeiro teste de múltipla escolha para os líderes de TI: decidir qual o melhor formato de licenciamento entre os inúmeros disponíveis no mercado brasileiro. A vantagem é que, neste caso, eles podem escolher mais de uma opção.

Para se ter ideia, há nove modelos oferecidos hoje pelos fornecedores. “Diversidade que levará os diretores de TI a manter diferentes tipos de contratos para atender às suas necessidades específicas”, afirma o sócio da TGT Consulting, Pedro Bicudo. Apesar dessa multiplicidade, hoje os modelos mais adotados pelas empresas são: proprietário, aluguel e o software como serviço (da sigla em inglês, SaaS).

Embora a diversidade no portfólio de ofertas seja extremamente saudável para a dinâmica do mercado, por outro lado, causa uma enorme dor-de-cabeça para os CIOs em administrar não só os múltiplos fornecedores como os vários modelos de contrato. “Há tantos tipos de licença que em nosso departamento jurídico existe um advogado que está virando quase um especialista em contratos de software”, afirma o diretor de tecnologia do grupo Martins, Flávio Lucio Borges Martins. A empresa é um dos principais distribuidores atacadistas do País.

Mas os problemas não param por aí. Martins reclama dos absurdos que têm encontrado nas formas de cobrança. O executivo lembra uma situação vivida por sua empresa por quase um ano. Um de seus inúmeros fornecedores o procurou com a alegação de que precisava fazer um ajuste na mensalidade dos serviços de manutenção: o valor de cinco mil reais passaria a 50 mil reais.

Após meses de discussões bastante tensas, ambas as partes chegaram a um acordo no final de 2008. Desgastes que o CIO considera extremamente desnecessários. Além da perda de tempo, ele afirma que a relação de confiança com o fornecedor fica ameaçada. “Se não estamos atentos às negociações, imagina o que acontece”, diz.

Para o gerente de tecnologia da mineradora AngloGold Ashanti, Pedro Augusto de Oliveira, o maior problema é gerenciar a infinidade de contratos. O executivo conta que os fabricantes só se preocupam em fechar negócios e muitas vezes esquecem de dar apoio na hora da renovação. Há algum tempo, Oliveira só foi descobrir que um contrato tinha vencido quando precisou acionar o suporte.

Os questionamentos do gerente de TI da AngloGold revelam um cenário crítico em toda a cadeia que envolve o processo de aquisição de licenças, e parece estar longe de chegar a uma solução. Com 30 anos na área de informática, a maior perda que considera hoje para os profissionais de TI é se afastar da sua função inicial. “Considero lastimável nos tornarmos cada vez mais financistas e administradores”, afirma Oliveira.

Tarefa difícil? O gerente de infraestrutura em TI de um grande banco, Jayro Caner de Souza, concorda, mas reconhece que essa multiplicidade de contratos é necessária. “Não dá para ficar na mão de um único fabricante. Cada aplicação exige soluções de fornecedores diferentes, os quais mantêm tipos de contratos diferentes”, afirma. Na empresa em que atua, há três tipos de licença – proprietária, aluguel e SaaS. “Software como serviço funciona bem para aplicações de e-mail corporativo, mas em sistemas de missão crítica ainda é preciso algumas evoluções”, diz.

A sócia da área de propriedade intelectual e de tecnologia da informação do escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, Maria Cristina Machado Cortez, revela que há muitos processos de empresas que se sentem lesadas pela forma de precificação das licenças. Ela ressalta a dificuldade de entender o modelo que cobra em partes distintas os valores de aquisição de uma licença e dos serviços de manutenção, implantação e atualização de novas versões (mesmo quando o contrato une todos esses itens em pacote só).

Em geral, Maria Cristina afirma que os casos são levados para arbitragem: a resolução de conflitos deixa de ir para o judiciário – onde o processo é demorado e pode levar anos - e passa para a esfera extrajudicial, onde um árbitro vai decidir pelas partes.

Preferência
Talvez por conta dos desafios, a maioria das empresas usuárias continua optando pelo tradicional modelo de software proprietário – que inclui a compra da licença e os serviços de manutenção. Neste caso, a companhia adquire a versão do produto, transformando-a em um ativo para o “resto da vida”. O valor da licença é pago de uma vez só no momento da aquisição e as correções, atualizações do programa e manutenção têm custo anual.

Em segundo lugar vem o formato de aluguel. A empresa paga apenas pelo uso da ferramenta e não tem a sua “posse”. O valor cobrado é fixo e mensal, como acontece no aluguel de um imóvel, e é estendido por períodos determinados, de acordo com as bases do contrato. Esse modelo divide com o de licença perpétua a demanda das companhias.

Por último, aparece o mais novo modelo de licenciamento, que vem ganhando terreno e aos poucos atrai o interesse das empresas como alternativa ao velho software proprietário: o software como serviço. Recente pesquisa da consultoria Gartner aponta que já em 2012, pelo menos um terço das aplicações de negócios serão contratadas no modelo, no lugar das licenças de software tradicionais.

“É uma questão de tempo”, prevê Bicudo, da TGT Consulting. Para ele, a maior vantagem do modelo “sob demanda” é a possibilidade de se pagar pelo acesso de um uma pessoa a um determinado serviço. Um exemplo. Se a empresa tem 20 usuários e esse número dobra, ela vai pagar exclusivamente por esses 40. Diferente do aluguel, que exige um pagamento fixo mensal.

Menu de ofertas
Para o diretor de vendas técnicas da área de governança da CA (que oferece os três modelos), Francisco Dal Fabro, o formato de software como serviço é interessante por sua flexibilidade. Mas o executivo acredita ser necessária ainda uma evolução no formato que existe atualmente.

Ele ressalta que nem todos os produtos se encaixam nesse modelo e faltam passos para se chegar ao que seria ideal. A cobrança no modelo de software como serviço da CA é feita em 12, 24 e 36 meses. Se em um ano acontece algum tipo de redução, a fabricante consegue renegociar o contrato. Vale ressaltar que para aderir ao modelo, a empresa exige um número mínimo de usuários.

No CA Clarity Project & Portfolio Manager (CA Clarity PPM), por exemplo, o modelo é viável a partir de 100 usuários. A administração do data center onde o software está instalado fica a cargo do fornecedor, bem como a infraestrutura de TI. Além do Clarity PPM, a CA oferece software como serviço em três soluções: gerenciamento de portfólio; financiamento de riscos, conformidades e governança; e processos de backup e armazenamento.

Mesmo sendo a bola da vez, o SaaS ainda permanece na lanterninha de preferência dos clientes da fornecedora. Dal Fabro afirma que o formato tradicional lidera a demanda, com a compra do direito de uso permanente e o pagamento de manutenção, suporte e novos releases.

A Citrix possui dois modelos de cobrança, baseados no formato de licença perpétua. Para a linha de virtualização de servidores (data center), adota o pagamento por licença de servidor físico, independente de processador ou core. Já para a linha de virtualização de aplicativos e desktops, o licenciamento é por usuários concorrentes - número de usuários simultâneos acessando o sistema.

A diretora de vendas e canais da companhia, Érika Ferrara, diz que a vantagem deste modelo é que só se paga pelo número real de usuários que acessam o sistema ao mesmo tempo. Em ambos os casos, o cliente paga a licença de uma única vez, na aquisição. A partir daí, anualmente há o valor correspondente à manutenção e direito à atualização (lançamentos e novidades).

Software como serviço
Seguindo o movimento das empresas em contratar mais serviços, a Citrix entrou no mercado de SaaS, mas “vendendo” licenças para a compra de desktop como serviço, por exemplo, a provedores de acesso e data centers. De acordo com Érika, a fornecedora não atende ao cliente neste modelo. As soluções fazem parte da família Citrix On line.

A SAP, por enquanto, não se rendeu ao SaaS. Mantém os conhecidos modelos de software proprietário e de aluguel. O formato tradicional é o mais adotado por usuários do sistema de gestão, que preferem deter em seu poder as licenças. O valor da solução pode ser desembolsado em um período de três a seis meses e os gastos com manutenção, correções e atualizações são pagos anualmente.

O modelo de aluguel, por sua vez, é aplicado em soluções específicas, a exemplo do CRM (da sigla em inglês, sistema de gestão de relacionamento com clientes). Silmar El-Beck diretor comercial da SAP, destaca que a TI “contrata” o número de licenças de acordo com a quantidade de pessoas que irão usar o CRM e por um determinado período (um ou dois anos).

Outro tipo de licença também é oferecido quando o cliente quer um contrato sob demanda. “Se ele não tem ou não quer manter a estrutura dentro de casa, oferecemos a possibilidade de acesso a aplicação armazenada fora de casa”, afirma El-Beck. A SAP aciona, sob o formato de terceirização, parceiros homologados como HP, IBM e T-Systems, entre outros, que empacotarão tudo e cobrarão mês a mês, de forma facilitada.

Quem vem levantando a bandeira do SaaS e promete quebrar paradigmas é o Google. Suas soluções para o mercado corporativo baseiam-se no formato de aplicações hospedadas em nuvem (cloud computing), com foco em serviços e cobrança anual, por usuário.

De acordo com o diretor do Google Enterprise Brasil, José Nilo, são oferecidas quatro linhas de produtos. A principal delas é o Google Apps, que oferece recursos de e-mail, agenda, calendário, mensagem instantânea (Google Talk), vídeo (que funciona como um YouTube corporativo), ferramenta de documentos (planilha e apresentação), ferramenta para edição de site, antispam e antivírus. Neste modelo, o valor anual pago por usuário gira entre 75 dólares e 80 dólares, incluindo suporte 24 x 7 em português e novas versões.

A Microsoft também está abrindo um cardápio para clientes que querem seus aplicativos rodando na nuvem (softwares antispam e filtro de e-mail, por exemplo). O gerente geral da divisão de produtividade e colaboração da companhia, Eduardo Campos, explica que, ao contrário do que se possa imaginar, o cliente não precisa abandonar o formato de contrato que já possui (seja ele de aluguel ou licença perpétua) para migrar para o modelo de software como serviço.

O maior volume de negócios continua com o tradicional modelo de software proprietário, mas Campos observa que nos últimos anos houve um aumento de clientes que avaliam o modelo de assinatura (aluguel). “Entretanto, quando necessitam de uma atualização mais frequente de softwares, acabam optando pelo formato de licença perpétua e serviços de manutenção”, afirma.

Na mesma linha, a IBM também investe suas fichas na multiplicidade de ofertas. E o SaaS aparece como um grande aliado para o mercado de software de colaboração voltado pra escritórios, com ferramentas de comunicação e e-mail. Em nuvem, a Big Blue possui parceria com a Datasul, empresa do grupo Totvs, onde a fabricante entra com a infraestrutura de data center e a fornecedora com o software.

O pacote é oferecido ao usuário, incluindo manutenção, com uma mensalidade fixa por métrica de negócios. Segundo David Dias, gerente de alianças para a América Latina da companhia, no modelo sob demanda o cliente só paga pela quantidade de usuários. “Se houver uma redução, o valor cai também”, diz. Duas outras parcerias foram formadas – uma com a Comprova e outra com a Elucid – para os serviços de e-mail com autenticação.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Empresa lança solução de tomada de crédito via celular

quarta-feira, 8 de julho de 2009, 14h13 - TI Inside

A BSA desenvolveu uma solução de suporte à operação de tomada de crédito. Batizada de "CredForce", ela funciona via web e é cobrada como um serviço. A CredForce auxilia em todo o processo de realização de um empréstimo, desde a checagem de dados do cliente, até o envio da proposta ao banco parceiro, passando pela simulação da operação e a digitalização dos documentos. Mas a grande vantagem é o acesso ao serviço via celular, o que permite aos promotores que oferecem empréstimos nas ruas das grandes cidades adiantar boa parte dos procedimentos. "Antigamente, o promotor que trabalha na rua precisaria levar o cliente até o escritório para preencher a proposta de empréstimo. Com o celular ele pode adiantar algumas operações básicas, como verificar se o CPF está correto ou se há algum problema no Serasa", descreve o vice-presidente de marketing da BSA, João Paulo Azevedo.

Através do celular, também é possível para os promotores fazer a simulação do empréstimo e depois acompanhar o status da proposta. Tudo é feito via browser do telefone móvel, acessando uma página do serviço na web feita especialmente para celulares. Cerca de dez modelos diferentes de smartphones, todos com teclado Qwerty, já foram testados e homologados para utilizar a solução.

Google anuncia sistema operacional para PCs

quarta-feira, 8 de julho de 2009, 10h15 - TI Inside

O Google segue com sua estratégia de expansão dos negócios para outras áreas além da internet. A mais recente novidade da empresa foi anunciada nesta quarta-feira, 8, e diz respeito ao desenvolvimento de um sistema operacional de código aberto, denominado Google Chrome OS, que será destinado a PCs.

"Estamos anunciando um novo projeto que é uma extensão natural do Google Chrome - o Google Chrome Operating System. É a nossa tentativa de repensar o que os sistemas operacionais devem ser", escreveu o vice-presidente de produtos do Google, Sundar Pichai em um post no blog oficial da empresa.

De acordo com o executivo, inicialmente o sistema operacional irá rodar em netbooks. A meta é abrir o código-fonte do Chrome OS ainda neste ano e, segundo o Google, os netbooks com o sistema devem chegar ao mercado no segundo semestre de 2010.

"Já estamos conversando com parceiros sobre o projeto", adiantou Pichai. Com isso, a Microsoft ganha uma concorrente de peso no mercado de sistemas operacionais, principalmente no segmento de netbooks, no qual tem forte presença com uma versão light do Windows XP.

Apesar de inicialmente o Google Chrome OS será destinado a netbooks, o executivo frisou que o sistema operacional está sendo criado para pessoas que gastam a maior parte do seu tempo na web, e que portanto está sendo concebido para poder rodar em todos os computadores, o que inclui também grandes desktops.

O Google reconhece, no entanto, que existem algumas áreas nas quais pode haver um sobreposição entre o Google Chrome OS e o Android, sistema operacional voltado para smartphones.

domingo, 28 de junho de 2009

Países emergentes serão maiores consumidores de PCs usados

quarta-feira, 24 de junho de 2009, 16h25 - TI Inside

Os países emergentes devem se tornar um grande mercado para PCs de segunda mão, de acordo com estudo do Gartner. No ano passado, 37 milhões de computadores usados foram exportados para esses países, e a consultoria prevê que até 2012 esse número suba para 69 milhões, principalmente devido à crise econômica mundial.

O problema é que esses computadores precisam ser descartados, gerando toneladas de lixo eletrônico anualmente. Assim, o Gartner avalia que o mercado de computadores usados ainda crescerá bastante nos próximos anos e isso fará com que o lixo eletrônico também aumente nos mercados nos quais a demanda por esses PCs for grande.

Em 2007, foram jogados fora, mundialmente, 68 milhões de computadores, sendo que os mercados emergentes foram responsáveis por 15 milhões. O Gartner calcula que, em três anos, eles serão responsáveis por 30 milhões de PCs jogados fora por ano.

A consultoria ainda avalia que a exportação de PCs de segunda mão é importante para a inclusão digital em escolas, pequenos negócios e operações de governos, e prolongar a vida das máquinas, apesar da geração de lixo eletrônico, é importante para a preservação do meio-ambiente.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Certificação ITIL é passaporte para salto na carreira

São Paulo - Salários de profissionais certificados podem ser até 15% maiores.

Por Andrea Giardino, editora-assistente do COMPUTERWORLD

23 de junho de 2009 - 07h00

A certificação ITIL (Information Technology Infrastrutucre Library), biblioteca de melhores práticas de TI, continua ganhando espaço no Brasil. Considerado um diferencial no currículo dos profissionais que atuam com processos e gestão de projetos, o canudo promete ser ainda mais valorizado no mercado para quem tem o Service Manager (avançado) – exigido para os profissionais que lidam com o ITIL V3.

Diante da possibilidade de já fazer o exame em português na nova versão, a expectativa é que um número maior de pessoas obtenha o título. Nos últimos cinco anos, o Exin, instituto holandês independente que realiza exames em ITIL, certificou 32 mil profissionais no País. “Percebemos, inclusive, movimento de maior procura pelo Manager, que começou em 2007”, afirma Milena Andrade, gerente regional da subsidiária brasileira.

Além disso, destaca, o mercado começou a reconhecer o valor destes profissionais e o impulso que eles davam aos projetos de gerenciamento de serviços e melhoria de performance em TI. Hoje, há três tipos de certificação em ITIL: Foundation (básico), Practitioner (intermediário) e Service Manager (avançado). No Brasil, 95% dos profissionais certificados possuem o diploma Foundation, 2% têm o Practitioner e os outros 3% possuem o Manager.

A gerente do Exin ressalta que os cursos não só preparam e avaliam o aluno em relação ao conteúdo, como também em aspectos comportamentais de liderança, capacidade de comunicação, trabalho em equipe e postura gerencial. “Ainda há uma grande pirâmide com base muito densa em fundamentos, mas ela deve seguir rumo ao topo numa velocidade maior a cada ano”, aposta Milena.

Na sua opinião, quanto melhor for a formação do profissional, maiores serão os resultados que ele promoverá frente às mudanças e desafios. “Se o mercado é exigente, o profissional precisa ser bem mais qualificado e estar afinado com as melhores práticas em gestão de TI, reunidas na ITIL.

Salários em alta

Independente da certificação que o profissional conquiste, o salário sempre sobe. De acordo com Ricardo Basaglia, gerente de TI da empresa de recrutamento Michael Page, a remuneração cresce entre 10% e 15%. Embora ainda não seja pré-requisito para analistas de TI, o consultor é categórico em afirmar que o título é mandatório para gerentes e coordenadores. “Em ambos os casos, quem não tiver a certificação, está fora do processo seletivo”, revela.

Na integradora Sonda Procwork, o certificado não é exigido na hora da contratação. Mas a empresa incentiva os funcionários a buscarem formação, subsidiando a prova. Sem revelar o número de empregados certificados, Ana Lúcia de Melo Martins, diretora de contas da companhia, afirma que ainda poucos possuem o diploma ITIL. E desse universo, a maioria tem o Foundation. "No entanto, mostramos o quanto é importante dominar as melhores práticas para crescer", diz.

Apesar do crescimento do Service Manager – em que os salários podem dobrar -, Basaglia explica que a demanda no mercado ainda é pequena. As oportunidades para esses profissionais estão nas consultorias, que os disputam a tapas. É o caso da Pink Elephant, consultoria de tecnologia da informação que atua na capacitação ITIL.

Mesmo sendo celeiro de mão-de-obra para o mercado, a empresa no início do ano sentiu na pele a dificuldade em encontrar um profissional com certificação Manager para atuar em seus quadros. “O rouba-rouba de talentos entre a concorrência é imenso e reter profissionais representa uma tarefa complicada”, diz Clebert Duarte, diretor geral da companhia no Brasil.

De olho no potencial de mercado, a Pink Elephant está reestruturando seus cursos. A partir do segundo semestre eles se dividirão em três níveis: VIP, voltado a diretores e gerentes seniores; Padrão, direcionado a técnicos e gerentes médios; e Básico, com foco em estudantes. Hoje, dos alunos que passam pelas salas de aula da companhia, 75% fazem a certificação Foundation.

terça-feira, 9 de junho de 2009

30% das pequenas e médias empresas do País não usam antivírus

São Paulo - Pesquisa da empresa de segurança Symantec aponta também que 47% delas não têm ferramentas de segurança nas máquinas de usuários.

Por Rodrigo Afonso, repórter do COMPUTERWORLD
08 de junho de 2009 - 16h08

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Applied Research, a pedido da empresa de segurança Symantec, indica que 30% das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras não usam antivírus. Além disso, 47% delas não contam com ferramentas de segurança nas máquinas de seus usuários; 42% delas não implantam ferramentas de backup e de restauração de desktops; 35% não possuem antispam; e 40% não têm backup ou sistema de recuperação de servidor.

Apesar dos dados mostrarem a falta de aplicação de políticas consistentes de segurança da informação, Marcelo Saburo, gerente comercial da Symantec para PMEs, se surpreendeu apenas com o percentual de empresas sem ferramentas contra vírus, solução bastante elementar nos dias de hoje.

“Se é recomendado que cada usuário doméstico de microinformática tenha uma instalação de antivírus, um percentual de 30% de empresas desprotegidas é preocupante e indica que a segurança, de uma forma geral, está descuidada”, avalia.

A pesquisa também procurou levantar as causas para essas falhas. De acordo com as próprias empresas, a falta de recursos e de funcionários qualificados são os principais culpados. No Brasil, 28% das companhias não têm pessoal dedicado à área de tecnologia da informação e 37% dizem que falta verba para comprar ferramentas de segurança da informação.

Apesar de alegarem falta de orçamento, a maioria das empresas brasileiras pretende aumentar (40%) ou manter (49%) a verba de tecnologia, mesmo com a crise financeira.

A pesquisa também levantou as causas de perdas ou vazamento de dados nas PMEs do Brasil. 50% das companhias indicaram que houve roubo de laptops, smartphones e PDAs. Os outros 50% sofreram com perda ou roubo de fitas de backup e outros dispositivos importantes de armazenamento.

O levantamento foi realizado mundialmente. Na América Latina, foram entrevistadas 300 empresas, das quais 100 do Brasil. Em toda a AL, 94% dos participantes consideram o backup e a recuperação de dados como importantes, seguido por estratégia de recuperação de desastres (92%) e soluções de arquivamento (83%).

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Lenovo entra na disputa do varejo de PCs no Brasil

terça-feira, 19 de maio de 2009, 13h40 - TI Inside

A fabricante chinesa Lenovo anunciou nesta terça-feira, 19, a entrada no mercado brasileiro de varejo de PCs e estipulou como meta conquistar a liderança nesse segmento até 2011, quando pretende obter uma participação em vendas entre 12% e 15%. Para isso se confirmar, no entanto, a empresa terá de desbancar a Positivo, atual líder do mercado. Até então, a Lenovo atuava apenas no segmento corporativo.

Para disputar esse segmento, a fabricante lançou a linha IdeaPad, voltada para consumidores finais, e fechou acordo com a Fnac para a venda dos equipamentos.

Segundo Tadeu Testa, diretor de negócios da área de varejo da Lenovo no Brasil, outros acordos com varejistas já estão sendo negociados. "Em breve estaremos em todos os grandes varejistas do Brasil", afirmou o executivo.

Citando dados do IDC, Testa observou que o mercado de varejo de PCs no Brasil movimenta 6 milhões de unidades ao ano, número que deve saltar para 7 milhões em 2011. Segundo o executivo, se conseguir conquistar de 12% a 15% destse total, a empresa garantirá não somente a liderança no segmento de varejo, mas do mercado de PCs em geral.

Segundo Testa, 56% das vendas de PCs no Brasil vêm do segmento de varejo, percentual que salta para 70% quando consideradas as pequenas e médias empresas, que muitas vezes, comenta o executivo, optam por adquirir seus computadores nos varejistas, devido aos melhores preços e condições de pagamento.

Um das estratégias da Lenovo para atingir os consumidor final é o lançamento de um netbook, que, segundo calcula Testa, serão responsáveis por 10% das vendas totais da empresa no Brasil.