quarta-feira, 7 de abril de 2010
Rede sem fio ajuda Tesouro a aumentar produtividade de equipes
Por Rodrigo Afonso, da Computerworld Brasil
06 de abril de 2010 - 13h02
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão responsável pela gestão financeira e contabilidade do governo federal, conseguiu economizar cerca de 300 minutos de trabalho diário de seus colaboradores ao investir 117 mil reais em uma nova WLAN, rede local sem fio.
O projeto nasceu depois da entidade detectar que na infraestrutura anterior, os colaboradores da STN que precisavam transitar pela entidade tinham dificuldades para conectar os seus notebooks à rede. Mais do que isso, todas as vezes em que ele precisavam da conexão sem fio tinham de entrar em contato com a equipe de TI para que ela fizesse as configurações necessárias.
O desperdício de tempo era significativo. A Secretaria registrava, em média, cerca de dez ocorrências diárias, as quais demoravam aproximadamente 30 minutos cada. Com isso, o Tesouro chegava a desperdiçar um total de 5 horas de trabalho da equipe de colaboradores da STN e mais 5 horas dos profissionais de TI por dia.
A solução encontrada foi elaborar e colocar em execução um projeto de uma nova rede local wireless, usando certificação digital, criptografia do tráfego de informações, em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e com a Coordenação-Geral de Sistemas e Tecnologia da Informação (COSIS/STN). A D-Link foi a companhia escolhida para fornecer os equipamentos de rede.
“Conseguimos implementar uma rede sem fio segura, integrada com o Active Directory da rede convencional, utilizando criptografia e padrões de segurança avançados e exatamente as mesmas políticas da rede cabeada”, afirma o analista de finanças e controles da STN, Fábio Coelho. “Com isso, a equipe de TI ganhou tempo para se ocupar com tarefas mais estratégias”, complementa.
A rede serve também como contingência à infraestrutura tradicional utilizada pela Secretaria do Tesouro, protegendo as atividades críticas. “A rede sem fio está sob um circuito estabilizado que funciona com geradores em caso de interrupção de eletricidade, permitindo a continuidade das operações”, completa Coelho.
terça-feira, 30 de março de 2010
Marítima Seguros centraliza contratos e reduz custos em 25%
Por Fabiana Monte, para a Computerworld
30 de março de 2010 - 07h05
A Marítima Seguros assinou contrato de outsourcing de TI com a Tivit, com duração de seis anos. O valor do negócio não foi revelado, mas, com a parceria, toda a infraestrutura tecnológica da seguradora será gerenciada pela prestadora de serviços. O acordo inclui serviço de data center, service desk e gerenciamento da rede de telecomunicações para os 51 escritórios da companhia, explica o diretor-adjunto de TI da Marítima, Marcelo Bartilotti.
"Houve preocupação em reduzir o número de fornecedores, porque, se você fragmenta em fornecedores distintos, o gerenciamento fica complicado. Consolidamos serviços de data center; suporte local e remoto; e gestão da rede de dados com a Tivit", diz o executivo. Ao concentrar todos os serviços em um único fornecedor, a companhia obteve redução de custos da ordem de 25%, estima Bartilotti, ressaltando, no entanto, que este não foi o aspecto preponderante para a decisão.
A seguradora precisava evoluir processos e controles de gestão para suportar o crescimento previsto. Era necessário aumentar o nível de governança corporativa da companhia que, em julho de 2009, teve 50% de suas ações compradas pelo 3º maior grupo de seguros do Japão, Sompo Japan, por 328,5 milhões de reais. "O cliente tinha muito clara sua estratégia e conseguiu orientar a TI em linha com os negócios", comenta o vice-presidente de terceirização de infraestrutura de TI da Tivit, Carlos Eduardo Mazon. "Estamos usando ferramentas de gerenciamento de processos, o que causou um impacto muito grande em relação a práticas de governança", acrescenta Bartilotti.
Um relatório do conselho de administração da Marítima datado de agosto do ano passado indica que a companhia pretendia investir 21 milhões de reais em seu plano estratégico, valor 30% superior ao verificado em 2008. De acordo com o texto, as ações de crescimento exigiriam "predominantemente investimentos em processos, sistemas de computação e tecnologia".
Os recursos aplicados pela empresa no primeiro semestre do ano passado superaram os 10,1 milhões de reais, indica o documento, e foram usados em diversas iniciativas, entre elas "redução de custos operacionais, atualização tecnológica e adequação da capacidade de processamento da infraestrutura para suportar o crescimento da empresa; destacando-se os projetos de migração para a plataforma de rede e correio eletrônico da Microsoft, aquisição de servidores e migração para o datacenter da Tivit, em sintonia com o Plano de Continuidade de Negócios (PCN)".
Centralização levou quatro meses
Após a assinatura do contrato com a Tivit, em janeiro de 2009, o processo de centralização da gestão e de migração de três fornecedores levou quatro meses, com a realização de diversas ações simultâneas, como migração de servidores e dados da Marítima para o data center da Tivit, implantação de catálogo de serviços e de service desk, por exemplo.
Ao migrar servidores e dados, a Marítima optou também por consolidar servidores em ambiente virtual, usando a solução da VMware. Com a iniciativa, a empresa passou de 113 servidores físicos para 90 máquinas físicas e 50 virtuais. A virtualização também levou à atualização de alguns ambientes da seguradora, gerando melhorias de performance, pois os antigos sistemas estavam no limite.
"Sistemas de Business Intelligence e autuários - segmento forte em seguradoras - foram bastante beneficiados, com ganhos de performance e estabilidade", exemplifica Bartilotti. O ERP da empresa, bem como sistemas de emissão de apólices, também estão rodando no ambiente virtual.
O próximo passo será a criação de um site de disaster recovery para a Marítima Seguros, que deverá estar funcionando no segundo semestre, como parte do projeto de gestão de riscos da companhia. De acordo com Bartilotti, haverá dois data centers equivalentes, com alta disponibilidade - o de produção em São Paulo e o de disaster recovery no Rio de Janeiro. "Temos alguns sistemas para algum tipo de contingência hoje, mas não é para toda a companhia. Com o site de backup implantado, no caso de qualquer incidente a gente restabelece a operação rapidamente", prevê.
Entre as aplicações hoje cobertas, Bartilotti aponta as da área financeira e de saúde, consideradas críticas para a operação da companhia. A autorização de um atendimento de saúde, por exemplo, pode ser feita no ambiente de contingência, bem como o recebimento de propostas de seguro. Mas a emissão de uma apólice, cujo prazo de legal é de até 15 dias, ficaria indisponível, conta o executivo. "Outras aplicações têm tempo de recuperação que depende da implementação do backup".
A Marítima utiliza dois tipos de ambientes - em plataforma alta e baixa. No caso de mainframe, a solução é contratada como serviço da Tivit, já os ativos de plataforma baixa são um mix de equipamentos da seguradora e contratados da fornecedora.
A seguradora se relaciona com mais de 1 milhão de clientes, entre empresas e pessoas físicas, de seus produtos de saúde, automóvel, vida e riscos especiais (residencial, condomínio, empresarial). O data center da empresa armazena 22 terabytes de informação. Antes da consolidação do data center, eram 13 TB.
terça-feira, 2 de março de 2010
Empresa encerra contrato de outsourcing e economiza US$ 3,6 mi
Por CIO/EUA
01 de março de 2010 - 12h58
Em geral, encerrar um contrato de muitos anos com um fornecedor de serviços terceirizados representa um risco para as corporações, tanto em relação à dificuldade que isso pode gerar como aos custos que resultam da ruptura do acordo. A fabricante norte-americana de roupas Kellwood, no entanto, fugiu à regra ao conseguir uma economia de 3,6 milhões de dólares – ou cerca de 17% dos gastos anuais de TI – com o fim de um acordo de outsourcing de 13 anos.
O contrato, datado de 1996, já tinha sido renegociado duas vezes, em 2002 e 2008. O mais recente previa o pagamento de 105 milhões de dólares para que o fornecedor gerenciasse toda a infraestrutura de TI da companhia e fornecesse algumas soluções em offshore, com o intuito de gerar uma economia de 2 milhões de dólares no primeiro ano e outros 9 milhões anuais em seguida.
A primeira pressão para que a empresa rompesse o contrato de terceirização partiu da área de operações da companhia. Em 2009, um ano depois da Kellwood ter sido adquirida pela Sun Capital Partners, a empresa deparou-se com uma série de dívidas e com a possibilidade de uma falência. A partir daí, o COO (Chief Operation Officer) estabeleceu que todas as áreas da companhia deveriam passar por um processo de consolidação. O que, para a área de TI representava um desafio, uma vez que o grupo convivia com nove diferentes sistemas, oriundos de uma série de aquisições de empresas.
Quando o COO analisou o departamento de TI, a CIO da Kellwood, Linda Kinder, conta que ficou reticente com a proposta de transferir toda a infraestrutura que estava terceirizada para dentro da companhia, realizando o processo de insourcing. A grande preocupação de Linda era em relação à possibilidade de afetar a qualidade dos serviços prestados pela área de tecnologia e atrasar o cronograma de projetos.
“Depois de 13 anos, o fornecedor de serviços terceirizados estava tão envolvido com o dia-a-dia de negócios da Kellwood que isso representava um risco para a companhia, o que em um momento difícil da economia, era uma preocupação”, afirma a CIO. No entanto, ela informa que sua equipe acreditava que a economia conseguida pelo outsourcing compensaria qualquer impacto negativo.
Com o intuito de chegar a uma conclusão mais precisa, Linda contratou um consultor externo, que gastou seis semanas avaliando todos os serviços de TI – no sentido de avaliar como eles estavam em relação ao mercado, quais as oportunidades de consolidação e se a organização estava pronta para mudar. O profissional, em conjunto com a equipe da CIO, ficou outros dois meses analisando dois potenciais cenários: renegociar o contrato com o fornecedor de outsourcing para adequá-lo ao plano de consolidação da Kellwood ou trazer para dentro da organização o controle da infraestrutura.
Uma das conclusões do estudo foi que enquanto o fornecedor poderia continuar a oferecer redução de custos no novo ambiente de TI, a possibilidade do insourcing não só simplificaria a administração dos serviços como forneceria muito mais flexibilidade do que a terceirização, o que também geraria economia, explica a CIO.
“O insourcing apresenta uma flexibilidade excelente, bem como nos permite controlar o que e como a TI está entregando os serviços aos usuários, com a possibilidade de fazer mudanças quando necessário, sem que isso represente uma quebra de contrato”, conta Linda.
O projeto foi implementado em quatro meses, de outubro de 2009 a janeiro deste ano. Nesse período, os principais membros da equipe de TI da Kellwood redesenharam a nova estrutura de tecnologia, a partir da padronização de processos, selecionando métricas de negócio e os níveis de serviço. Além disso, criaram uma estratégia de comunicação para fazer com que todas as pessoas envolvidas com o ambiente, inclusive as que trabalhavam no fornecedor terceirizado, se envolvesse no processo.
A última e a mais importante peça do projeto foi fazer com que as pessoas entendessem como o novo modelo de TI as afetaria pessoalmente.
Ao todo, 41 profissionais que atuavam no fornecedor de serviços terceirizados foram incorporados ao departamento de TI da Kellwood. Ao mesmo tempo, uma dúzia de cargos que existiam no modelo anterior foram eliminados, por conta dos novos requerimentos do modelo. A CIO ainda transferiu algumas das aplicações desenvolvidas e mantidas em offshore para um novo provedor, baseado nos Estados Unidos.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Unimed Nacional adota TI intinerante para a solução de problemas nas áreas de negócios
Na Central Nacional Unimed, operadora de planos de saúde corporativos com abrangência nacional do Sistema Unimed, os usuários estão sendo procurados por profissionais de TI, no programa “TI Itinerante da CNU”, para solucionar problemas
“O programa é mais uma boa ideia que saiu do papel, com proatividade, pois a melhor solução é aquela que evita a ampliação de um problema, ainda mais em tecnologia da informação, na qual qualquer alteração pode afetar a qualidade e a produtividade do trabalho”, afirma o presidente da Central Nacional Unimed, Mohamad Akl.
A primeira visita foi realizada na Central de Atendimento da empresa, que concentra o maior número de colaboradores, 193 pessoas.
“Neste programa, estamos antecipando as dificuldades e insatisfações, tomando as providências antes que se tornem crônicas, para não atrapalhar o andamento do trabalho”, salienta. o gerente de Desenvolvimento e Tecnologia da operadora, Mário Sohei Ishihara
As visitas às áreas da Central Nacional Unimed são previamente agendadas. Antes de cada visita, o diretor responsável pela área, Kamil Hussein Fares, reúne-se com o gerente e técnicos envolvidos, para se inteirar sobre os processos operacionais da área que será visitada. É feito, então, um balanço/inventário das solicitações, verificado o que já foi atendido, assuntos pendentes, atribuições do gestor.
Durante a visita, o diretor, o gerente e os técnicos são recebidos pelo gestor da área, e fazem um ‘tour’, no qual conversam com os colaboradores, avaliando, no local, as dificuldades apontadas.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Case: leia sobre 4 empresas que usam virtualização no Brasil
Por Redação da Computerworld
11 de janeiro de 2010 - 07h00
A virtualização é apontada por especialistas como uma tecnologia cujo uso deve ganhar força em 2010. No Brasil, uma pesquisa da consultoria IDC indica que 42% das grandes e médias empresas do País já usam soluções do tipo.
Computerworld reuniu quatro cases de empresas que já usam virtualização no Brasil e ouviu dos gestores de TI dessas companhias quais são os benefícios e obstáculos para implementar soluções do tipo. Para ler o especial sobre virtualização, confira a edição de novembro de Computerworld.
General Eletric economiza US$ 1,4 milhão por ano com consolidação de servidores
Com atuação em mercados distintos, como motores de aviões; geração de energia; serviços financeiros; eletrodomésticos; equipamentos de diagnóstico por imagem e plástico de engenharia, a General Eletric (GE) começou a investir em virtualização 2007.
A companhia criou uma unidade global responsável por entregar e gerenciar a infraestrutura de TI nos mais de 100 países em que atua. Atualmente, 50% das unidades da empresa já estão integradas ao centro compartilhado de recursos, pelos cálculos do Chief Information Officer (CIO) da GE para a América Latina, João Lencioni. Na região latino-americana, integrada à unidade global de infraestrutura, 60% dos servidores estão virtualizados.
A primeira fase do projeto, que está 50% concluída, vai gerar a economia anual prevista anteriormente. A solução usada é o VSphere, da VMWare, e a próxima etapa do plano terá como foco os sistemas de armazenamento, com o objetivo de virtualizar as soluções de storage para implementar uma nuvem privada que atenderá as demandas de infraestrutura.
Além da economia financeira, a virtualização reduziu o tempo necessário para instalar um novo servidor, que antes era de dias ou semanas e hoje é de duas horas ou três horas. "A meta é chegar a 15 minutos", afirma o CIO. Segundo o executivo, o retorno sobre o investimento na virtualização de 100 servidores, por exemplo, se dá em um ano. Parte desse benefício se deve ao menor consumo de energia, com uma redução de cerca de 18 mil KW/h por ano, o suficiente para abastecer 36 mil residências.
Com 20 servidores virtuais, custos da Fundação Bradesco caem 60%
O atual grau de maturidade das tecnologias de virtualização de servidores chegou em boa hora para a Fundação Bradesco. Com 20 servidores virtuais, a organização reduziu seus custos em 60% e cortou os prazos dos processos administrativos em 50%. A economia estimada até o final de 2009 é de 4,5 milhões de reais.
"A ideia era consolidar, dentro de um único data center, atividades relativas a processos administrativos e pedagógico-educacionais de uma rede de 40 escolas, com 110 mil alunos presenciais e quase 500 mil estudantes a distância", afirma o Superintendente Executivo Técnico-Administrativo da Fundação Bradesco, Nivaldo Marcusso.
A virtualização dos servidores, acompanhada de solução de gerenciamento de documentos, trouxe uma série de benefícios: os prontuários dos alunos acumulados ao longo de 50 anos passaram a ser acessados em tempo real, as atividades pedagógicas são realizadas em um ambiente mais sólido e o gerenciamento centralizado do ambiente permite que a equipe da instituição se concentre em tarefas estratégicas. No médio prazo, a meta da instituição é virtualizar toda a infraestrutura de servidores e eliminar o uso de papel nos processos, trocando a papelada por documentos eletrônicos armazenados nos servidores virtuais e acessíveis em qualquer unidade da rede de escolas.
Mackenzie multiplica infraestrutura com virtualização
Em 2007, o Instituto Presbiteriano Mackenzie realizou testes e concluiu que a virtualização seria a melhor forma de crescer seu parque de servidores e de storage sem realizar investimentos vultosos. A companhia virtualizou dois servidores Dell e dois ambientes blade da IBM. Em parte das lâminas do ambiente da IBM também foram adicionadas máquinas virtuais.
"Com a nova estrutura, o gerenciamento ficou muito mais simples, qualquer nova instância passou a ser instalada de forma bem mais rápida e a estrutura ganhou bastante dinamismo", acrescenta o gerente de TI do Mackenzie, José Pereira Brito.
O critério para saber o que vai ser virtualizado é simples: tudo aquilo que não consome processamento em nível extremo e com uso de memória moderado é candidato. Em vez de consumir todo um servidor, o serviço compartilha espaço com diversos outros. E a economia nessa escala é bem significativa. "Um servidor custa de 15 mil reais a 30 mil reais. Se der para multiplicá-lo por 20, economizaremos 19 servidores. A virtualização traz vantagens em confiança, escalabilidade, memória e facilidade de backup", afirma Brito.
Outro ganho é a economia de portas no núcleo central da rede e do espaço ocupado pelos servidores. O espaço livre pôde ser revertido para outras atividades da escola com potencial para gerar renda.
Mondial Assistance virtualiza desktops, aplicativos e servidores
A Mondial Assistance investe em virtualização há cerca de quatro anos. O primeiro passo foi adotar a tecnologia em servidores - hoje são 36 virtuais que utilizam a solução da VMWare, em um parque de 102 máquinas. Para começar a usar a tecnologia, foi feito um estudo de retorno sobre o investimento. Mas, com o passar dos anos, o uso da virtualização cresceu sem que fossem necessários grandes esforços para "vender a solução" para a diretoria da corporação, conta o CIO da companhia, Marcelo Tort.
Tanto é que a empresa expandiu o uso da solução para desktops, por meio da virtualização de aplicativos e de estações de trabalho. Atualmente, a empresa tem 312 licenças da solução de virtualização de aplicativos da Citrix (das quais 290 são usadas) e realiza um projeto piloto com 20 estações de trabalho que utilizam o produto de virtualização de desktops do mesmo fornecedor. A Mondial Assistance estuda a possibilidade de substituir a virtualização de aplicativos pela de desktops. Os benefícios diretos, diz Tort, são o aumento de segurança e uma experiêncai de uso mais simples para o usuário.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Virtualização eleva desempenho e reduz custos de universidade
Por Rodrigo Afonso, da Computerworld
28 de dezembro de 2009 - 08h00
A Universidade Regional de Joinville (Univille), instituição de 13 mil alunos com dois campi e uma unidade em Santa Catarina, lançou mão da virtualização de servidores para resolver um de seus grandes problemas relacionados à tecnologia: a sobrecarga nos servidores.
A instituição cresceu muito por meio de aquisições, o que aumentou bastante a demanda dos seus sistemas de gestão. A carga de trabalho começou a ocupar 70% dos servidores em média - percentual muito alto para um sistema que precisa estar sempre disponível. Para piorar, não havia redundância para a infraestrutura.
O gargalo nos servidores provocava queda de desempenho, afetando diretamente o atendimento ao aluno. Além disso, o backup era quase todo manual, com uma estrutura que não estava à altura do porte da universidade. “O custo para fazer a atualização da infraestrutura seria muito alto. Após estudos, identificamos que a melhor maneira de mudar seria renovar os servidores com a implantação de virtualização”, afirma o analista de sistemas sênior da Univille, Rodrigo Ramos Deronel.
Para resolver o problema, foram investidos 200 mil reais, valor que inclui servidores e licenças de software. Com integração da Domo Soluções, a Univille optou por migrar do Microsoft SQL Server 2008 para o Windows Server 2008, com sistemas apoiados em servidores blade HP.
O projeto, que levou cerca de três meses para ser formulado, foi implantado em dois finais de semana. Após sua conclusão, os resultados no dia-a-dia do trabalho foram nítidos, de acordo com Dornel. A carga do servidor começou a ficar em torno dos 20%, dando fôlego para que a instituição cresça. “Logo no primeiro dia, processos cotidianos que costumavam levar um dia inteiro eram realizados em 15 minutos”, diz Dornel.
Além disso, a instituição registra números de economia. A previsão orçamentária para ampliação do data center antigo, que passou a ser desnecessária, era de 30 mil reais. A virtualização proporcionou, também, redução de 6,5% na conta de energia elétrica da universidade e de 23% na dissipação de calor no data center. Gastos com força de trabalho também caíram, já que agora são necessários três funcionários a menos para cuidar da infraestrutura.
A instituição computa também redução de consumo de processador de 80% em relação aos servidores no ambiente anterior. “Considerando apenas o custo de energia elétrica, o investimento realizado na nova infraestrutura será amortizado em 24 meses”, calcula Dornel.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Escritório de patentes da Austrália testa aplicação Web 2.0
Por Computerworld/Austrália
09 de dezembro de 2009 - 16h47
O processo de exame e concessão de patentes da Austrália está prestes ganhar novo ritmo com o anúncio de um novo teste que se apoia na tecnologia Web 2.0 para melhorar a qualidade das patentes emitidas.
A IP Australia, em parceria com Faculdade de Direito da Universidade de Tecnologia de Queensland, tem convocado profissionais qualificados da indústria, do governo e de universidades para participar como voluntários na iniciativa, chamada de Peer-to-Patent (P2P).
O teste tentará se beneficiar da experiência dos membros do público, que poderão compartilhar seu conhecimento em um site interativo construído para apoiar os examinadores do escritório de patentes australiano.
Direitos fortalecidos
O Secretário do Parlamento para Inovação e Indústria, Richard Marles, declarou que a iniciativa servirá para fortalecer os direitos das patentes concedidas aos inovadores.
"Esta experiência de 12 meses com o P2P demonstra como o governo australiano é aberto às inovações e tira proveito da Web 2.0", disse.
"Faz sentido usar a tecnologia para agregar uma camada de checagem e de conferência em nosso sistema de propriedade intelectual. Dessa forma poderemos enfrentar os desafios do futuro", ressaltou o secretário. "O P2P será utilizado em métodos de negócio e aplicações correlatas."
Em um relatório preliminar sobre o uso de tecnologias Web 2.0 divulgado previamente, a força-tarefa do Governo 2.0 australiano avaliou que suas agências federais "devem fazer melhor" para atingir os objetivos do Governo 2.0, e que elas não abraçaram o "Governo 2.0 de modo coordenado e que refletisse a posição do governo sobre o assunto."
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Criador do MySQL chama usuários para "salvar" software
Por IDG News Service
14 de dezembro de 2009 - 17h59
O criador do MySQL Michael “Monty” Widenius lançou uma campanha na web para “salvar” o banco de dados de código aberto das “amarras” da Oracle, que tenta comprar seu atual proprietário, a Sun Microsystems.
A Oracle anunciou sua intenção de comprar a Sun em abril de 2009, por 7,4 bilhões de dólares. Mas o negócio está paralisado enquanto as autoridades européias não concluem suas avaliações sobre questões antitruste.
Uma das principais preocupações dos reguladores, e também dos defensores de iniciativas open source, é qual será o futuro do MySQL sob a Oracle que, com seu próprio sistema proprietário, detém uma fatia significativa do mercado de banco de dados.
Mas Widenius acredita que, se os usuários se manifestarem agora, as autoridades europeias poderiam bloquear a fusão, ou forçar a Oracle a oferecer certas concessões e garantias em relação ao MySQL, disse numa nota publicada em seu blog na sexta-feira (12/12).
Lobby de clientes
Ele argumenta que a Oracle contatou “centenas de seus grandes clientes”, pedindo a eles que façam lobby junto à União Europeia para apoiar o acordo. A Oracle tem dito a seus clientes que investirá mais dinheiro no desenvolvimento do MySQL e que mesmo se ela abandonasse o banco de dados, a liberação de uma ramificação do código-base “cuidaria das coisas”, cita Widenius.
Mas, para o desenvolvedor, tais esforços não são suficientes.
“Apenas colocar dinheiro no desenvolvimento não é prova de que qualquer coisa útil será entregue, ou que o MySQL continuará a ser uma força competitiva no mercado como é hoje”, disse.
E uma ramificação do código-base “não é suficiente para manter o MySQL vivo no futuro, caso a Oracle, como detentora dos direitos do MySQL, decida num dado momento matar o MySQL ou fechar partes do código do banco de dados”, acrescentou.
Dez anos atrás, o MySQL era usado principalmente para aplicações web, mas desde então se tornou “muito funcional, escalável e confiável” e é utilizado para uma diversidade de propósitos, ele adicionou.
“Isso não só assusta como realmente fere a Oracle todo dia”, ele diz. “É claro que o sistema da Oracle tem mais recursos, mas o MySQL já pode fazer uma variedade de coisas para as quais o Oracle é frequentemente utilizado e, assim, ajuda as pessoas a economizar um bocado de dinheiro. Dessa forma, eu simplesmente não acredito que a Oracle será um bom lar para o MySQL.”
Conversa com chefes
Widenius está pedindo aos usuários que pensam como ele tornar pública sua preocupação, enviando cartas à União Europeia, publicando blogs sobre o assunto e conversando com os executivos das empresas nas quais trabalham.
Os usuários tiveram reações iniciais mistas em relação ao apelo de Widenius.
“Vamos nos erguer hoje para enfrentar o mal”, disse um comentarista identificado como “Ryan Chan” na lista de discussão do MySQL.
Mas outros optaram por uma atitude liberal à fusão.
“Você vendeu o MySQL (e não há nada errado nisso)”, comentou uma pessoa em resposta ao post de Widenius. “A Oracle é livre para fazer o que quiser com ele, quero dizer, eles compraram, então é deles, ponto.”
Procurada, a Oracle não comentou o assunto.
A campanha de última hora de Widenius pode ser em vão, já que há indícios de que a União Europeia vai aprovar a fusão.
Nesta segunda-feira (14/12), a Oracle publicou uma declaração na qual apresenta dez compromissos a desenvolvedores e usuários do MySQL. As alegações, que seriam válidas por cinco anos a partir da aprovação do acordo, são um “importante novo elemento a ser levado em conta no processo”, disse a União Europeia em um comunicado.
A União Europeia também reiterou o recente comentário da comissária de competição Neelie Kroes, que disse estar otimista em relação a uma resolução satisfatória para o assunto.
Hospital Albert Einstein integra sete unidades em rede única
Por Rodrigo Afonso, da COMPUTERWORLD
15 de dezembro de 2009 - 07h00
Com planos de ampliar a capacidade de atendimento aos seus pacientes em cerca de 40% até 2011, o Hospital Albert Einstein se viu diante de um desafio: manter-se na ponta quanto à adoção de tecnologia, consolidar a gestão da infraestrutura e contar com uma rede inteligente, onde todos os serviços pudessem ser integrados, interligando sete unidades.
Após considerar as necessidades, a empresa optou pela tecnologia da Cisco para supri-la. A instituição instalou switches Cisco Catalyst para compor o núcleo da rede e permitir a execução de serviços de voz, dados, wireless e de arquivamento de imagens e sistemas de comunicação comunicação (PACS, do inglês Picture Archiving and Communications System) de forma integrada.
De acordo com o CIO do Albert Einstein, Sérgio Arai, antes da implantação as redes eram antigas e não dariam conta da expansão para a qual a organização esta se encaminhando. “Hoje estamos preparados para o Plano Diretor, que prevê as metas de expansão informadas”, afirma o executivo.
A nova infraestrutura permitiu ao hospital consolidar todos os servidores em um único datacenter (antes eles ficavam espalhados em cada unidade) e garantiu acesso às imagens arquivadas a partir de qualquer local da instituição.
O meio de comunicação entre os profissionais da equipe médica mudou. Hoje médicos e enfermeiros contam com ramais móveis, que são telefones IP wireless conectados à plataforma da Cisco, em substituição aos celulares que eram utilizados anteriormente, mais custosos.
Segundo Arai, tão importante quanto os benefícios já esperados foi a possibilidade que a nova rede abriu de implantar novos aplicativos de gerenciamento. “Das persianas das janelas à temperatura mantida pelo ar condicionado, tudo é controlado pela central localizada na unidade principal, no Morumbi”.
Outro grande benefício é a centralização do gerenciamento de ativos, que passou a ser feito com tecologia RFID. Equipamentos estratégicos contam com tags ativas que permitem que os gestores conheçam sua localização e sua disponibilidade, também de forma centralizada.
Segundo Arai, os benefícios podem ser traduzidos em melhoria de padrão de atendimento e em fôlego para manter o ritmo de expansão. Até 2011, estão previstas a construção de novas instalações, oferta de serviços ambulatoriais extras e a criação de uma clínica para intervenções cirúrgicas mais simples, tudo suportado pela infraestutura já implantada.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Redecard reduz em 11% custos de desenvolvimento de software
Por Andrea Giardino, da Computerworld
03 de dezembro de 2009 - 07h00
Com o objetivo de levar maior transparência aos processos de negócios, a processadora de transações de cartão de crédito Redecard deu início, em 2007, ao projeto de governança de TI. Hoje, o programa está em uma nova etapa, com foco em investimentos na adoção de metodologias que tornem ainda mais ágil a criação de soluções na área de tecnologia da informação.
O projeto, com três pilares, pretende focar na nova versão do padrão ITIL, conjunto de melhores práticas de gestão de TI. O primeiro pilar abrange as áreas de auditoria, riscos, controles e transparência. O segundo trata do gerenciamento dos serviços e da gestão de processos de TI em sintonia com as melhores práticas (Cobit, ITIL, CMM e ISO). O terceiro aborda a gestão financeira dos ativos de TI.
“Já conseguimos até agora uma redução de 11% nos custos de desenvolvimento de software”, afirma o diretor executivo de operações e TI da Redecard, Alessandro Raposo. Outro benefício destacado pelo executivo é um maior controle de custos, que impacta diretamente no orçamento de TI. “Conseguimos fazer um gerenciamento integrado dos projetos da organização, além de reduzir os gastos com desenvolvimento de softwares de 2008 para 2009”, acrescenta.
Para Raposo, o maior ganho foi mudar o escopo da área de TI que deixou de ser uma simples processadora de demandas para participar de forma ativa na solução de problemas pertinentes ao modelo de negócio da Redecard. O projeto contou com um total de 230 funcionários e o envolvimento de todas as áreas da diretoria executiva, assim como as fábricas de software e data centers, dos quais 140 estão na área de diretoria executiva de operações e TI.
Melhorias
Na primeira fase do projeto foi realizado um mapeamento dos 34 processos de gestão de TI, com a adoção da metodologia Cobit 4.1. A partir daí, a TI estabeleceu um plano estratégico de governança para melhorar o nível de maturidade dos processos e controles críticos da área. Na primeira avaliação de maturidade, foi aferido o nível 2,57. “Este ano, já atingimos o índice 3,12 e nossa meta é alcançar 3,20 até o final de 2009”, conta Raposo.
“O risco da TI caiu”, diz. Além disso, com o projeto de governança, a empresa conseguiu aumentar os níveis de maturidade em vários processos de TI, concentrando, inclusive, em um ponto único todos os chamados no service desk.
domingo, 4 de outubro de 2009
Mineradoras consolidam uso de tecnologia
Por Fabio Barros, da Computerworld
18 de setembro de 2009 - 07h00
Renato Braga Nunes, vencedor do prêmio IT Leaders 2009 na categoria Agronegócios e Mineração, assumiu a área de TI da MSOL Jaguar Mining, uma das maiores mineradoras de ouro do mundo, em agosto de 2007. Na época, o executivo tinha pela frente o desafio de estruturar toda a área de TI da companhia, que até então utilizava terceiros.
Dois anos depois, ele começa a garimpar os resultados de seu trabalho. Ele reconhece que os anos de 2008 e 2009 representaram um período de grandes mudanças na empresa. “Melhoramos muito em relação a 2007. Montamos nosso data center, criamos uma equipe de TI e passamos a atender diversos critérios de conformidade”, afirma. A equipe, considerada enxuta, tem sete profissionais altamente qualificados, a maioria com certificação em ambiente Microsoft e segurança.
O resumo dado por Nunes não denota a quantidade de projetos executados pela Jaguar Mining ao longo deste período. Por conta das características do negócio (localização remota, pouca disponibilidade de estrutura etc.) a área de TI vem trabalhando no desenvolvimento de sistemas internos e sem qualquer terceirização. O principal projeto executado entre 2008 e 2009 foi a revisão de projetos e mapeamento do fluxo de informações da companhia.
Muito trabalho
“Revisamos tudo que estava relacionado ao nosso sistema de gestão, o da RM Sistemas que faz parte do grupo Totvs, com foco na automação de ferramentas e processos e, também, na redução de custos”, lembra Nunes. O processo enfrentou resistências, já que houve remanejamento de pessoal, mas o resultado compensou: o fluxo de informações tornou-se mais dinâmico e o aplicativo passou a oferecer uma visão melhor dos negócios.
O fluxo bem desenhado e os processos mapeados permitiram que as ferramentas de inteligência de negócios (BI, do inglês Business Intelligence) fossem mais bem utilizadas. Nunes afirma que a extração de dados tornou-se mais precisa. “Esta foi uma iniciativa de nossa área que contou com o apoio de usuários chave dentro da companhia”, explica o executivo. O processo também deu mais dinâmica ao fluxo de solicitação de compras, hoje totalmente eletrônico.
“Para este último utilizamos funcionalidades do próprio ERP, mas a intenção para o ano que vem é usar o SharePoint, da Microsoft. Isso vai nos permitir controlar não apenas o fluxo financeiro dos projetos, mas sua evolução atrelada aos custos. Na prática, teremos uma visão mais abrangente do que temos hoje”, diz Nunes.
O objetivo por trás destas iniciativas é fazer com que a área de TI da Jaguar Mining passe a funcionar 100% como projeto. A abordagem deve permitir que todas as áreas envolvidas acompanhem a evolução de suas solicitações por meio de um aplicativo de gestão de projetos (EPM, da sigla em inglês Enterprise Project Management).
Convergência
Além de garantir o fluxo das informações de negócio, a área de TI vem trabalhando também para facilitar a comunicação dentro da companhia. Um dos projetos iniciados este ano foi o de integração de canais, agora todos consolidados dentro de uma única ferramenta que registra a informação independente do meio (e-mail, SMS, telefonia, chat, portal etc.). “Este também será concluído no ano que vem”, diz. O projeto está sendo executado em parceria com a Ericsson e sobre plataforma Microsoft.
Ainda na área de comunicação, toda a intranet da Jaguar Mining foi redesenhada no último ano, permitindo que hoje todos os relatórios produzidos pelas ferramentas de BI sejam vistos em tempo real. O desenho da rede inclui ainda permissões por hierarquia e visão geral a todos os membros da diretoria.
Ainda em relação à convergência, o projeto mais ambicioso da Jaguar Mining é a construção de sua própria rede de telecom. Por conta da falta de estrutura – a sede fica em Belo Horizonte (MG) – a companhia decidiu que seria melhor investir na construção de um backbone próprio. O projeto teve um piloto em 2008, foi iniciado este ano e será concluído em 2010.
“Ficamos em locais onde não há estrutura das operadoras de telecom e o custo de contingência é muito alto, por isso decidimos montar uma mini operadora de telecom, onde vamos trafegar internet, voz e dados”, afirma. Nunes diz que o projeto se pagará em um ano e que, neste momento, ele está pesquisando possíveis fornecedores para itens como licença de freqüência, aprovação junto a Anatel, além dos equipamentos de rádio e do suporte. “Teremos banda melhor que a oferecida pelas operadoras por um preço bem menor”, afirma.
TI Verde
Outra área em que a Jaguar Mining deu seus primeiros passos ao longo deste ano foi a de TI verde, com foco inicial em redução de custos. A primeira iniciativa foi a substituição do parque de monitores CRT por equipamentos LCD. Ao todo, 400 monitores de 17 polegadas foram substituídos, e há previsão de que mais 120 sejam trocados no ano que vem.
A companhia também padronizou seu parque de hardware e, após a definição das especificações, fechou um contrato de aquisição com a HP, que hoje fornece de notebooks a servidores. Antes disso, lembra Nunes, o parque era todo composto por máquinas montadas, o que jogava para cima os custos de manutenção. “Reduzimos substancialmente os gastos com help desk e, com menos paradas, aumentamos a produtividade”, afirma.
As mudanças atingiram também o data center, que foi totalmente remodelado. Todos os servidores, antes montados, foram substituídos por lâminas, o que reduziu o consumo de ar condicionado e de energia elétrica, além de garantir aumento no desempenho dos equipamentos.
Por conta do processo de estruturação, e do crescimento da companhia, também o orçamento de TI da Jaguar Mining vem sendo ampliado. Em 2008 os projetos consumiram entre 2% e 3% do faturamento. Em 2009 este valor foi de 1,5% do orçamento e o percentual deve se manter em 2010. “Mas isso significa mais verba, porque a empresa vem crescendo 100% ao ano em média”, diz Nunes. E é bom que aumente. O executivo lembra já ter um grande projeto preparado para 2010: vai assumir toda a área de automação da companhia, o que significa levar a TI para dentro das minas de ouro.
“Tecnologia é uma área que exige que façamos coisas diferentes todos os dias. O que eu fiz ontem foi bom, mas pode não servir amanhã, por isso estamos sempre revendo as formas de fazer e pensando nisso o tempo todo”.
Crescimento acelerado
A canadense Jaguar Mining é uma das produtoras de ouro de maior crescimento no mundo. A produção das minas mantidas em Minas Gerais deve saltar de cerca de 2 toneladas em 2007 para algo entre 17 e 19 toneladas em 2014. A companhia também atua na exploração e desenvolvimento de outros recursos minerais em uma área de cerca de 265 mil metros quadrados em Minas Gerais e em outra de cerca de 750 mil metros quadrados no Ceará, esta por meio de uma joint-venture.
A empresa tem sede em Concord (EUA) e está listada nas bolsas de valores de Toronto (Canadá) e Nova York (EUA). Em 2008, suas vendas totalizaram 93,7 milhões de dólares, advindos da comercialização de 3 toneladas de ouro.
CIO da M5 Textil aposta nas soluções costuradas na nuvem
Por Fábio Barros, da Computerworld
18 de setembro de 2009 - 07h00
Imagine um executivo que, além da área de tecnologia da informação, tem sob sua responsabilidade também as iniciativas de governança e a coordenação da logística da companhia. Mais que isso, esse profissional tem também a gerência financeira subordinada a ele. Esta rara combinação de funções e atribuições faz parte do cotidiano de Jair Lorenzetti, CIO da M5 Têxtil, dona da marca M.Officer.
Não por acaso, o executivo foi escolhido o IT Leader de 2009 na categoria Comércio. A escolha é resultado de um profundo processo de mudanças pelo qual a companhia vem passando, e que tem na área de TI um de seus vetores fundamentais. A mudança começou há pouco mais de três anos – mesma época em que Lorenzetti foi contratado – quando a companhia decidiu profissionalizar sua gestão.
O próprio CIO reconhece que o processo de migração de empresa familiar para uma estrutura profissional foi dolorosa. “Houve um patrocínio muito forte do maior acionista da companhia, e isso acabou gerando a troca de praticamente toda a antiga diretoria”, lembra. Como resultado da reestruturação, coube a Lorenzetti a função de alinhar, na prática, tecnologia e negócios.
Sistemas em nuvem
Por conta disso, o executivo diz contar hoje com um portfólio de projetos bastante diversificado, que vai da implementação de sistemas de gestão à construção de uma rede de telecomunicações. Um dos mais importantes, realizado em 2008, foi a instalação de um sistema de gestão específico para a vertical de vestuário e calçados desenvolvido pela Linx. De acordo com Lorenzetti, a grande quantidade de customizações demandada por um ERP tradicional definiu a escolha.
“Fizemos a implantação em dois meses e passamos a contar com uma série de funcionalidades específicas, como controle de estoque e expedição”, afirma. A adoção do sistema de gestão foi um marco na área de TI da M5, isso porque ele substituiu, de uma só vez, oito sistemas legados que estavam em funcionamento na companhia há 15 anos. Além dos desafios tecnológicos, o projeto teve uma forte abordagem de gestão de mudanças, já que a entrada em operação do novo sistema foi feita no modelo chamado big bang.
Ainda na área de modernização de sistemas, o passo seguinte da M5 foi a adoção de uma ferramenta de inteligência de negócios (do inglês, Business Intelligence). A solução escolhida foi a fornecida pela Nórdica Software, que foi inicialmente instalada na estrutura legada para facilitar a integração das informações.
O passo mais ousado veio em seguida. Uma vez implantados os aplicativos de gestão e BI, a M5 migrou todos eles para a nuvem. “Temos nossas aplicações de missão crítica rodando em dois data centers distintos, sendo um de contingência”, explica o CIO. Os dois fornecedores – não revelados – foram homologados com as mesmas plataformas de gestão e BI utilizadas pela empresa. Feito isso, o passo seguinte foi a migração para a nuvem, seguida pela consolidação dos sistemas e a transferência da administração para o data center. “Além dos dois data centers, tenho redundância em quatro pontos diferentes do Brasil, o que garante que minhas vendas nunca param”, diz.
O projeto aconteceu ao longo de 2008 e 2009, mas o conceito já era defendido por Lorenzetti no final de 2007. Na época questionado sobre os riscos de compartilhar sistemas com eventuais concorrentes, Lorenzetti afirmou que a tecnologia não era fator preponderante de competição. “Para nós o determinante é a moda, o design das roupas”, disse. Além disso, o executivo garantiu que a vantagem aparece na forma como se gerencia o sistema e na orientação da companhia a processos, e não na propriedade de um software propriamente dito.
Em outra frente, a M5 passou a investir em sistemas de análise de informações corporativas, com a implantação de aplicativos de gerenciamento de processos de negócios (do inglês, Business Process Management) e de balanced scorecard. “Para isso, trouxemos a estrutura de software da IDS Scheer e integramos o BPM com nosso fluxo de trabalho”, diz Lorenzetti.
O passo seguinte é o início de análises de desempenho. Lorenzetti lembra que este último projeto transcende a área de TI e é parte de suas atribuições como líder de governança da companhia. “Este processo continua este ano e vai até o meio de 2010, quando teremos implantada uma solução de PBM (da sigla em inglês, Performance Business Management)”, afirma.
Integração de filiais
Em paralelo ao processo de reestruturação organizacional e implementação de sistemas, a M5 iniciou o projeto de integração de sua rede. Atualmente, a companhia conta com 148 lojas em todo o Brasil (73 próprias e 75 franquias), que passaram a ter acesso aos sistemas via nuvem computacional. Na área de telecomunicações, todas a unidades foram integradas por uma rede MPLS IP, fornecida pela Embratel,
com contingenciamento 3G fornecido pela Claro.
“Com essa rede, contamos com ramais e números locais em todas as unidades, sem ter sequer uma linha contratada em nenhum ponto. Não há tarifação, é tudo VoIP”, diz Lorenzetti. Também neste caso o gerenciamento da rede de telecomunicações é terceirizado, ficando a cargo da Embratel.
O CIO não revela seu orçamento, mas diz que hoje ele está na casa de 1% do faturamento da companhia, o suficiente para realizar os projetos e manter uma equipe de 120 pessoas. “Não temos ninguém puramente TI, mas 22 destas pessoas se dedicam à tecnologia a maior parte do tempo”.
Ao avaliar tudo o que foi feito ao longo dos últimos meses, Lorenzetti avalia os resultados como muito positivos. “O desempenho melhorou muito. Informações que antes eram analisadas de forma subjetiva, hoje são bastante objetivas”, diz. Mais que isso, o executivo afirma ter encontrado a causa de vários problemas de modo mais fácil. “Eram as caixas de Pandora, clãs e feudos que dominavam processos que não pertenciam à empresa, mas às pessoas. Isso acabou”, afirma.
Bradesco é um exemplo da força tecnológica do setor financeiro
Por Rodrigo Afonso, da COMPUTERWORLD
18 de setembro de 2009 - 07h00
O vice-presidente executivo do Banco Bradesco, Laércio Albino Cézar, conquistou pela segunda vez consecutiva, o posto de IT Leader do segmento financeiro.
Se em 2008 o tamanho do seu orçamento, de 2,2 bilhões de reais, já impressionava, este ano, mesmo com crise, as cifras cresceram: são 2,9 bilhões de reais destinados somente à área de tecnologia, um crescimento de mais de 30%.
O número justifica-se pelo tamanho da operação. O banco tem hoje mais de 40 milhões de clientes. Além disso, há mais de 80 mil funcionários na instituição, todos eles potenciais clientes internos. Para segurar essa estrutura é necessário administrar uma grande equipe de tecnologia da informação que, somando profissionais diretos e terceirizados, conta com mais de 5 mil pessoas.
O carro chefe da área de TI da empresa ainda é a reestruturação de toda a arquitetura da instituição, baseada na Arquitetura Orientada a Serviços (SOA, do inglês Service Oriented Architecture). Segundo Cézar, o projeto, que tem conclusão prevista para 2011, está com força total. Atualmente, são 1,2 mil pessoas trabalhando em tempo integral em seu desenvolvimento.
O desafio não é fácil. Estão sendo reconstruídos os sistemas legados que o banco acumulou ao longo de cinco décadas. “Nos tempos atuais, de competição dura, elevamos o ritmo do projeto para estarmos alinhados com as demandas futuras da sociedade”, diz.
Para o executivo, conseguir realizar essa transição tecnológica demanda uma perfeita sintonia entre as áreas de tecnologia e de negócios. E é nesse ponto que sua liderança é mais importante: manter, como premissa principal na organização, a sinergia entre as duas áreas. Cézar afirma que o principal salto durante a sua gestão foi tirar a TI do isolamento para alcançar uma integração completa com todas as áreas de negócios.
“Essencial na nossa área é captar as oportunidades de melhorias de negócios, discutir problemas e dividir essa discussão com todo mundo. E isso faz com que a área receba contribuições de todos”, afirma.
Para chegar a esse cenário foi necessário abolir termos técnicos e jogar a favor da praticidade. Assim, a linguagem passa a ser disponível para todos e o departamento de tecnologia deixa de ser um ambiente fechado, de suporte, mas sim um veículo para o desenvolvimento das operações.
Cézar destaca que essa atitude também está relacionada ao sucesso da corporação em componentes como pioneirismo e inovação. Para ele, o setor financeiro é um dos que mais exige capacidade de dar respostas tecnológicas rápidas ao mercado e o que tem a maior obrigação de antecipar o futuro.
Projetos paralelos
A troca dos sistemas legados por uma nova arquitetura já é suficiente para ocupar um grande batalhão de profissionais e boa parte do tempo do vice-presidente, mas um banco com o porte do Bradesco não pode se dar ao luxo de parar outras áreas para se concentrar em somente um projeto. E aí começa o desafio do Cézar: acompanhar uma série de aplicações de novas tecnologias e mudanças que vêm de exigências do negócio ou de novas regulamentações do setor bancário.
Um dos novos serviços ao qual o banco teve de se adaptar foi o débito direto autorizado (DDA), cuja oferta será iniciada, oficialmente, no dia 19 de outubro. Por ser um serviço que exige integração entre diversos bancos e emissão em formato digital de boletos para cada correntista, foi um projeto bastante extenso, que demandou muito trabalho e testes para estar pronto antes do prazo.
“Hoje, podemos dizer que estamos totalmente preparados para o DDA”, diz. O banco se antecipou com campanhas para que o cliente fizesse cadastro e já há um contingente grande de usuários que vão se integrar de imediato à novidade.
Outro projeto que envolveu grande esforço da equipe de TI foi o de inclusão da biometria no cadastro dos clientes, grande iniciativa no campo da segurança. Com uma solução de leitura das veias da palma da mão, o banco acrescenta mais um recurso para assegurar identidade no autoatendimento, tanto nos caixas eletrônicos quanto dentro da agência.
Durante o Congresso de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (CIAB), o de um dos fabricantes de caixas eletrônicos para o Bradesco chegou a prever que a biometria estaria implantada em todos os ATMs da organização no prazo de três anos. Para que isso ocorra, todos os clientes deverão estar cadastrados nesse período. Hoje, 1 milhão de clientes já são usuários da biometria, por meio de 8 mil máquinas que equipam 2,3 mil agências da instituição.
O novo Centro de Tecnologia da Informação (CTI), construído na cidade de Osasco, no estado de São Paulo, também ocupa boa parte dos esforços em projetos. Em 2008, toda a plataforma alta (mainframes) foi transferida para o novo centro, e 2009 foi o ano da transferência da plataforma baixa, cuja complexidade de migração é bem maior. Nesse período, 70% da plataforma baixa foi transferida para o novo CTI.
Outro projeto de alta complexidade, que deve transformar o setor, é o formato de compensação de cheque por imagem, previsto para entrar em vigor em março de 2010 em todo o sistema financeiro. “O montante de recursos alocados nessa área foi muito grande, pois queríamos estar preparados com antecedência para atender a todas as requisições do mercado e realizar uma transição suave, sem sobressaltos”, diz Cézar, que garantiu que o sistema do Bradesco será dos mais avançados.
Além das novidades em regulamentação e segurança, o executivo tocou, nos últimos meses, um projeto para mudar a forma como o banco se relaciona com seus clientes. Trata-se de um módulo de gestão de relacionamento (CRM), que alavancou detalhes como análise de clientes, associando seus cadastros com catálogos de serviço.
Como resultado, as forças de vendas contam hoje com uma ferramenta que automatiza a identificação de oportunidades de novas vendas. “O CRM acabou de sair, mas já podemos enxergar melhorias significativas em todo o processo de relacionamento com clientes”, diz o CIO.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Bunge usa ferramenta de TI para fomentar inovação
A Bunge Alimentos acaba de implantar a solução i9Plus com o objetivo de atender o programa de inovação da multinacional chamada Inova Bunge, que é um banco de ideias disponível para toda a empresa e coordenado pela área de Projetos de Inovação a partir dos Comitês de Inovação. A meta é fomentar todos os setores da empresa a gerar ideias que tragam retorno financeiro e tornem a tornem mais competitiva e sustentável.
“Queremos consolidar uma cultura de inovação na Bunge e esperamos que o i9Plus possa contribuir nesse processo”, disse Wanderley Correia, gerente de Projetos de Inovação. Em 23 meses de implantação do programa Inova Bunge, a empresa recebeu 7.490 ideias.
Segundo Márcio Silveira, diretor da e-Core, o i9Plus é uma solução que motiva a geração e circulação de ideias em um processo bem estruturado e com resultados mensuráveis. No novo sistema, o usuário final pode visualizar todos os feedbacks enviados a ele por meio dos comitês, acompanhar sua pontuação no programa e também pode solicitar diretamente os prêmios. Já para os integrantes dos comitês, a e-Core desenvolveu uma nova interface com gráficos personalizados que permitem verificar todas as informações de uma maneira mais rápida, simples, concisa e dinâmica.
O aplicativo pode ser acessado pelos colaboradores da área comercial através do palmtop, mantendo as mesmas funcionalidades do site, mas com um formato de página desenvolvido especialmente para este fim.
“O novo sistema facilita o gerenciamento de projetos, tanto que ele permite criar tarefas e junto a elas anexar os arquivos que efetivamente conterão os dados do projeto. Além disso, é possível acompanhar as atividades em ‘execução’, em ‘atraso’ e ‘finalizadas’. Somado a isso, teremos os cálculos de retorno financeiro que permitirão a Bunge Alimentos classificar e dimensionar o seu “pipeline” de inovação”, detalhou Rogério Pieritz, coordenador de Projetos de Inovação.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Grupo Abril virtualiza servidores e reduz TCO em 30%
A HP-EDS finalizou o projeto de atualização da infraestrutura tecnológica do grupo Abril depois de seis meses de implantação, o que proporcionou, segundo a fornecedora, uma redução de aproximadamente 30% no custo total de propriedade (TCO) e maior agilidade às operações, além da disponibilidade total dos sistemas da editora e mais velocidade para o usuário final.
Para chegar a essa redução, a HP-EDS optou pela virtualização e consolidação dos servidores, além da atualização de vários softwares e bancos de dados. Hoje, a infraestrutura tecnológica é mais estável, com maior disponibilidade, além de permitir manutenções de forma muito mais ágil com a virtualização de servidores, segundo a empresa. "Todas as expectativas foram inteiramente atendidas. Temos um parque tecnológico mais robusto e ágil, por um menor custo", afirma Max Thomaz, CIO do grupo Abril.
Ele conta que foram migrados 20 terabytes (TB) de dados e 164 sistemas, todos homologados pelos usuários. O resultado na redução do tempo de processamento dos processos de produção devido à implementação deste projeto de transformação foi de 62%, em média.
Segundo Thomaz, o grupo Abril deve aproveitar tudo o que a virtualização possibilita para usar em novos projetos tecnológicos quando houver necessidade. Todas as solicitações do grupo Abril a partir dessa atualização serão totalmente suportadas por essa plataforma de infraestrutura.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Tortuga reduz custos com sistema móvel de vendas
Por Tatiana Americano, CIO Brasil
04 de agosto de 2009 - 15h04
Boa parte do faturamento de R$ 723,3 milhões (em 2008) da Tortuga – a maior empresa brasileira na área de suplementos alimentares para animal – deve-se ao trabalho de um grupo de aproximadamente 500 representantes de vendas da companhia. Espalhados em todo o território nacional, esses profissionais respondem pela coleta dos pedidos de clientes da companhia e que, na maior parte dos casos, são fazendas.
Até o último ano, a comunicação com essa equipe de campo significava uma barreira para a Tortuga. “Sempre que um representante precisava emitir um pedido tinha de ligar ou passar um fax para a área de vendas, a qual colocava os dados no sistema”, conta Valdemir Raymundo, gerente de TI da companhia. O processo, segundo ele, gerava custos, uma vez que várias pessoas tinham de ser mobilizadas, ao mesmo tempo em que acarretava em problemas para controlar o estoque. “Em média, demorava-se de três a quatro horas até que o pedido fosse contabilizado”, detalha Raymundo, ao afirmar que, com isso, a empresa não tinha como gerenciar o giro de produtos.
Com base nesse problema, em 2008, a equipe de TI da Tortuga recebeu o desafio de buscar uma solução que ajudasse a empresa a melhorar o processo para emissão de pedidos. “E após analisarmos as regras do negócio abrimos uma RFP (requisição de propostas)”, relata o gerente, ao informar que o projeto previa a contratação de um fornecedor que desenvolvesse um sistema para permitir o envio dos pedidos diretamente para o ERP (sistema de gestão empresarial) da companhia, por meio de smartphones (telefones celulares inteligentes).
“Um dos maiores desafios foi solucionar o problema de telecom, uma vez que em muitas localidades não chega o sinal de celular e isso inviabilizava a ideia de enviar os dados em tempo real”, afirma o executivo. Para solucionar essa questão, a equipe de TI da Tortuga implementou uma regra de negócio para que os pedidos em espera sejam enviados, automaticamente, sempre que o sinal da operadora é restabelecido.
Raymundo conta que passada a fase de testes do novo sistema – que aconteceu de janeiro a maio deste ano e da qual participaram 50 profissionais –, a empresa já começa a sentir os primeiros benefícios reais do projeto, que reduziu para apenas um minuto o tempo de inserção dos pedidos no ERP. “E ainda no primeiro semestre de 2010, queremos que todos os representantes já estejam utilizando a solução, que batizamos de PedMobile”, informa o executivo, que espera um ROI (retorno sobre investimento) no prazo de seis meses.
Desafio da TI
Quanto às preocupações específicas da equipe de TI, formada por 37 profissionais, além de participar ativamente no desenvolvimento do sistema, ela foi a responsável pelo treinamento dos usuários. O que, de acordo com o gerente, exigiu que o time desenvolvesse algumas competências novas, como a flexibilidade e a capacidade para ensinar os representantes.
Além disso, a Tortuga montou, dentro da área de tecnologia da informação, um service desk (uma central de serviços), hoje com dois profissionais dedicados, para atender aos usuários do PedMobile. “A resposta dos representantes tem nos surpreendido, pois tão logo eles entendem que o sistema veio facilitar seu trabalho, passam a usá-lo facilmente”, avalia Raymundo.
Animado com os resultados, o gerente informa que já prepara uma expansão do projeto. Até 2011, a companhia pretende integrar o PedMobile ao CRM (solução para gestão do relacionamento com clientes). Com isso, os representantes poderão colher informações dos usuários em campo e enviá-las diretamente para o sistema, por meio do smartphone.
Banco Matone reduz em 37% o tempo de rotina de banco de dados
Por Rodrigo Afonso, da COMPUTERWORLD
05 de agosto de 2009 - 07h00
O Banco Matone, instituição de crédito do Rio Grande do Sul, conseguiu reduzir em 37% o tempo de processamento de seus bancos de dados para fechamento mensal com o uso do serviço de tuning. A empresa escolhida para o processo foi a Advanced IT, especializada na implantação de melhores práticas em tecnologia da informação.
O banco, que lida com alto volume de informações, precisa fechar diariamente as informações sobre o fluxo de cobrança e pagamento, reservas, consolidação da movimentação diária, informações essenciais para a contabilidade, para o início diário das operações e para atender a regras do Banco Central.
Antes do tuning, o fechamento do mês não ficava pronto antes das 9h do dia seguinte, que é o horário de abertura do banco ao público. “O sistema deveria estar disponível antes das 9h para a realização de processos administrativos e isso não ocorria”, afirma um especialista em tecnologia da informação do Matone, Guilherme Costa.
“Estávamos em um ponto crítico do sistema de processamento. Havia situações em que o fechamento mensal chegava ao limite do período para a abertura do expediente. Se nada fosse feito, chegaríamos a uma situação na qual não faríamos a virada do mês com eficiência”, conta o gerente de infraestrutura do Matone, Elton Peiter.
Depois da realização da otimização dos bancos de dados, o fechamento passou a ser realizado em tempo hábil, até às 7h, tendo seu tempo reduzido de 12 horas para 7 horas e 30 minutos, além de ganho de 60GB de espaço em disco e redução de tempo de extração de relatórios de acompanhamento de 3 horas para 20 minutos.
“Com a introdução de rotinas, relatórios e outros processos agregados às aplicações de negócios, o trabalho para a melhoria dos bancos de dados vai permanecer continuamente”, diz Costa.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Inovação gera 65% das receitas da área de tecnologia do Serasa
Por Patrícia Lisboa, repórter CIO Brasil
Três anos depois da implementação de um programa de open innovation - que reúne funcionários, fornecedores, parceiros e acadêmicos em workshops e fóruns para discutir formas de inovação -, a fornecedora de serviços financeiros Serasa Experian contabiliza que 65% das receitas geradas pela área de TI têm origem nas sugestões dos colaboradores do projeto.
Dorival Dourado, CIO da empresa, conta que a área de tecnologia atua na geração de resultados corporativos e é avaliada de forma independente das demais unidades de negócio. “Hoje somos uma provedora de soluções e serviços específicos para os clientes e a TI responde pelo desenvolvimento desses produtos”, diz ele, que lidera a iniciativa de transformar a companhia em um ambiente favorável à inovação e a construção coletiva de conhecimento.
Em vez de estruturar um projeto formal de inovação, Dourado optou por criar um movimento de estímulo à mudança e à criatividade dentro da companhia. “Não temos um nome, uma sede ou uma forma, espalhamos a iniciativa pelos corredores de forma viral”, conta ele, que complementa: “Em um exercício puro de liderança, ando pelos departamentos conversando com os funcionários e identificando oportunidades e seus agentes viabilizadores – que são aqueles que se dão uma ideia e se animam com a possibilidade de sua implementação.”
Depois dessa etapa de relacionamento, os colaboradores que tiveram contato com o CIO ou souberam da iniciativa por terceiros procuram os fóruns de discussão internos e formalizam suas sugestões. “Eu e minha equipe analisamos as ideias e, se a julgarmos pertinentes e viáveis, incumbimos a pessoa que sugeriu a liderar sua implementação”, diz Dourado.
A empresa não bonifica os funcionários financeiramente por isso. “Damos o que eles mais almejam: o reconhecimento profissional. Quando uma ideia se torna projeto, toda a companhia fica sabendo, comenta e reconhece o mérito de seu criador”, conclui ele.quinta-feira, 4 de junho de 2009
Grupo Arcel investe R$ 700 mil em 'thin clients'
Por Rodrigo Caetano, repórter do Computerworld
29 de maio de 2009 - 17h34
Reduzir custos, facilitar serviços de manutenção e troca de equipamentos foram os motivos que levaram o Grupo Arcel, que concentra 16 concessionárias de veículos e três hotéis no interior de São Paulo, a investir mais de 700 mil reais em thin clients, terminal “magro” que depende de uma conexão com o servidor para rodar os aplicativos. Os equipamentos foram fornecidos pela fabricante Tecnoworld.
Segundo Alessandro Ortolani, gerente de TI da empresa, o projeto começou nas máquinas usadas para atendimento nas lojas do grupo e, devido ao sucesso da iniciativa, foi expandido para outras áreas da corporação. “Em 2004, fizemos um estudo de viabilidade com os thin clients", diz. "Em comparação aos desktops, esse tipo de equipamento trazia muito mais eficiência e segurança, além do custo reduzido”.
Para o sucesso da iniciativa, ressalta Ortolani, é preciso alguns cuidados. “A infraestrutura de rede tem de ser preparada para agüentar o tráfego de dados, que vai aumentar muito", explica o gerente. "Não basta comprar os thin clients e sair trocando as máquinas, é se preparar”.
Em cada loja do grupo, dois servidores IBM Xseries 345, em redundância, garantem o desempenho para os sistemas utilizados. Ortolani explica que os funcionários acessam, basicamente, softwares corporativos e e-mail por meio dos thin clients. “Qualquer empresa que tenha um ambiente parecido, no qual são utilizados, principalmente, sistemas corporativos, pode optar pelo thin client sem problemas”, afirma.
Além dos investimentos em infraestrutura, a empresa precisou modificar alguns sistemas que eram utilizados. Ortolani conta que os catálogos de peças, por exemplo, rodavam em um aplicativo que não permitia o acesso por vários usuários ao mesmo tempo. Por conta disso, foram necessárias algumas adaptações de software.
Atualmente, o custo das máquinas não é tão atrativo. Na época em que o Grupo Arcel começou a investir em thin clients, o custo desses equipamentos era 50% mais baixo do que o de máquinas tradicionais. Hoje, o preço é praticamente o mesmo.
Mesmo assim, há um ganho significativo em licenças, energia e manutenção. “Só precisamos comprar uma licença de anti-vírus, por exemplo”, diz Ortolani. A segurança é outro ponto forte. Não há como os usuários instalarem programas que colocariam em risco as máquinas ou dados importantes da companhia.
Os gastos com energia também são bem menores, o que, além da economia, contribui para a preservação do meio ambiente. Nessa área, no entanto, os investimentos do Grupo Arcel não se limitaram aos thin clients. A empresa trocou os monitores tradicionais por telas de LDC, que consomem menos energia e espaço.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Rede Adventista Silvestre de Saúde economiza 30% com gerenciamento de impressão
A Rede Adventista Silvestre de Saúde contratou a Simpress para gerenciar seu parque de impressão e o projeto iniciado há cerca de três meses representou uma economia de 30% para o hospital. Houve uma renovação completa dos equipamentos instalados e atualmente a instituição conta com 70 máquinas, entre impressoras e multifuncionais, responsáveis pela produção de 200 mil impressões mensais.
“O outsourcing trouxe modernização com impressoras de alto padrão de qualidade, velocidade e durabilidade, além de um sistema de bilhetagem eficiente, que auxilia no gerenciamento e controle de toda a produção”, diz Ari Rangel, gerente de TI da instituição.
Esse sistema de bilhetagem, segundo Vittorio Danesi, diretor presidente da Simpress, une as informações relacionadas a todo processo de impressão, possibilitando uma gestão centralizada e a disponibilização dos dados em relatórios, conforme a necessidade do cliente. “A Rede entendeu claramente que, mais do que reduzir custos, poderia investir seus recursos para melhorar ainda mais o atendimento de seus pacientes, colaboradores e parceiros”, conclui.