quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Brasil está longe de atingir maturidade de infraestrutura em TI

Foi o que revelou estudo inédito, realizado pelas consultorias IDC e Accenture, que ouviu 150 das maiores empresas instaladas no País.

Por Andrea Giardino, da Computerworld
24 de setembro de 2009 - 14h27

A nata das empresas que atuam no Brasil ainda está aquém de atingir o nível de maturidade desejado quanto ao uso de infraestrutura de tecnologia da informação (TI). Pelo menos essa foi a constatação feita pelo estudo Brazil Infrastructure Maturity X-Ray, divulgado na última quarta-feira (23/9), pela consultoria Accenture e pelo instituto de pesquisa IDC.

Inédito no País, o levantamento ouviu 150 companhias de grande porte, em agosto e durante todo este mês de setembro. Seu principal objetivo foi mapear o cenário da TI das empresas e medir o grau de evolução tecnológica de suas operações.

O Brasil apresentou nível 2,4 de maturidade, enquanto a média mundial é 4. “O esperado é que chegássemos, pelo menos, a nível 3”, afirma o gerente sênior da Accenture, Jesus Lopes Aros.

A avaliação teve como pano de fundo as melhores práticas de gestão de TI, a biblioteca ITIL (do inglês Information Technology Infraestructured Library), considerada hoje a espinha dorsal dos projetos de infraestrutura. Embora o mesmo estudo revele que 50% dos entrevistados dominem o padrão ITIL, quando o ideal seria que esse índice fosse de, no mínimo, 75%.

A metodologia envolve níveis que vão de 1 a 5 – informal, repetido, definido, controlado e otimizado. “Esse cenário é preocupante já que o Brasil desponta como uma das economias que mais crescem em investimentos de TI e Telecomunicações, superando os países da América Latina e deixando para trás Coréia e Índia, entre os emergentes”, explica Roberto Gutierrez, diretor da IDC.

De acordo com o consultor da Accenture, um ponto relevante a observar é de que forma o orçamento de TI vem sendo usado. Atualmente, há uma concentração em gastos ligados a manutenção do parque instalado.

Ou seja, do total de empresas ouvidas, 35% dos investimentos são destinados à infraestrutura existente. “Quando deveríamos ter ações voltadas a melhorias dos processos de gestão e inovação”, destaca Aron.

A pesquisa aponta também as políticas de TI Verde ainda estão em fase incipiente. A média de maturidade no Brasil ficou na casa dos 2,3, muito abaixo dos 3 desejáveis. “Muito se fala em política de sustentabilidade, mas as empresas não acordarão para importância do tema”, diz Gutierrez.

Médias empresas devem adotar de forma maciça a RFID

Segundo um dos principais líderes dos EUA em pesquisas sobre a tecnologia, já há como obter soluções de RFID viáveis, capazes de trazer retorno sobre o investimento.

Por Rodrigo Afonso, da COMPUTERWORLD
28 de setembro de 2009 - 07h00

Há tempos se fala da revolução que a tecnologia RFID (identificação por rádiofrequência) pode trazer para processos produtivos de diversos setores da economia. De fato, as etiquetas estão presentes com sucesso em diversas aplicações, como o conhecido dispositivo que libera a passagem em pedágios e estacionamentos quando um automóvel se aproxima ( o Sem Parar).

Trata-se, no entanto, de uma etiqueta ativa, de custo elevado e que precisa de alimentação de energia para funcionar. A maior revolução está na etiqueta passiva, que pode ser aplicada em grandes volumes, mas precisa passar perto de uma antena que fornece energia para a realização de sua leitura.

De acordo com o professor da Universidade de Los Angeles (UCLA) e fundador do Wireless Media Lab da mesma instituição, Rajit Gadh, as médias empresas serão as que terão mais condições de aderir à tecnologia em larga escala. "As pequenas não têm poder de investimento e as grandes, apesar de contribuir para a discussão, implementam lentamente a tecnologia devido ao seu porte", afirma.

O pesquisador, que estará no País para o IV Simpósio de Soluções em Negócios em RFID, no final de outubro, em São Paulo, acredita que a tecnologia pode ajudar essas empresas a se tornarem mais produtivas e manterem a eficiência por meio de redução de estoque, melhor gerenciamento de ativos, redução do tamanho das instalações, entre outras vantagens.

Um dos trabalhos do professor é discutir com diferentes organizações o desenvolvimento de aplicativos de RFID usando a plataforma WinRFID Middleware, que funciona com vários padrões e protocolos. Na sua opinião, a tecnologia vive hoje um momento propício para decolar, já que os preços das etiquetas e dos leitores diminuiu o suficiente, enquanto o middleware teve os custos com desenvolvimento e a integração de software reduzidos.

“Já há como se obter no mercado soluções completas, financeiramente viáveis e capazes de oferecer retorno sobre investimento (ROI) no curto e médio prazo", afirma Gadh. Apesar de já haver possibilidade de retorno, ainda é necessário estudar caso a caso para saber até que ponto é viável sua adoção, defende o professor.

Com o grande número de padrões que ainda existem hoje, situação similar ao que a telefonia celular viveu nos anos 80, o custo das etiquetas pode variar entre 10 centavos de dólar e 10 dólares. "Há situações em que as etiquetas mais caras compensam e as mais baratas não oferecem benefício financeiro”, diz Gadh.

O professor, no entanto, é otimista ao prever o futuro da tecnologia. “As etiquetas podem chegar a décimos de centavos e os leitores a 10 dólares". Os valores seriam garantia de retorno e adoção maciça.

A RFID também está sendo desenvolvida para apoiar a implantação do Smart Grid, outra tecnologia que está sendo amplamente discutida. Atualmente, o Smart Grid é um empreendimento importante nos Estados Unidos, com cerca de 4,5 bilhões de investimentos determinados pelo presidente Obama.

"Faz parte da evolução da RFID, de uma tecnologia de inventário para uma ferramenta de computação, monitoração e controle", diz Gahd. A tecnologia oferece oportunidades também na área de saúde e administração hospitalar, razões pelas quais ela deve contar, também, com investimentos governamentais.


Aplicações

Embora seja uma tecnologia em maturação, a RFID já é responsável por alguns casos de sucesso no Brasil e no mundo. Um dos mais representativos do país é o da HP, que passou por uma longa fase de desenvolvimento até conseguir aplicar a tecnologia para realização de inventário em sua linha de impressoras.

"Com o apoio do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em RFID da HP, conseguimos ler 100% das impressoras etiquetadas quando elas passam pela leitura, sem que a movimentação da linha de produção seja interrompida", afirma o gerente de operações para o Mercosul na HP Brasil, Marcelo Pandini .

O sucesso se traduziu em economia de espaço e retrato mais fiel sobre a situação do estoque da companhia. Para Pandini, ainda há muito espaço para que a RFID traga ganhos operacionais para sua área específica. O executivo já vislumbra prateleiras inteligentes, com informações sobre estoque de parceiros do varejo, que ajudarão a fazer análises e a melhorar a cadeia de fornecimento.

"Uma solução dessas com a tecnologia 3G embarcada poderia levar informações em tempo real para o varejo e para os fornecedores, gerando retornos fantásticos", diz.

Na Fundação Bradesco, a RFID já é utilizada para o controle de frequência de mais de 110 mil alunos e dos professores da instituição. As informações são processadas em uma central de gestão integrada, tornando- se essencial para a empresa avaliar seu desempenho e de seus profissionais.

77% dos sites com código malicioso são legítimos

Em 2008, número de páginas com links questionáveis teve crescimento de 671%. Sites com conteúdo de usuários estão entre os mais arriscados.

Por Rodrigo Afonso, da COMPUTERWORLD
25 de setembro de 2009 - 19h35

O portal da operadora de telecomunicações Vivo sofreu, no começo do mês, ação de um programa malicioso instalado por criminosos virtuais. Os hackers queriam aplicar golpes financeiros, colocando todos os usuários do site em risco e, consequentente, as empresas de onde partem acessos.

Apesar desse caso específico ter causado uma grande repercussão, situações do tipo são muito mais comuns do que se imagina. Segundo levantamento realizado pela empresa de segurança Websense, 77% de todos os sites que contêm códigos maliciosos são páginas legítimas, comprometidas com ataques de terceiros.

Segundo a companhia, os laboratórios da empresa detectaram um crescimento de 233% na quantidade de sites maliciosos no último semestre e crescimento de 671% durante o ano de 2008. De acordo com o engenheiro sênior de sistemas para a América Latina da Websense, Fernando Fontão, “os criminosos virtuais estão buscando retorno financeiro de suas atividades, o que justifica o aumento nos ataques direcionados”. Assim, faz sentido que sites como o da Vivo sejam o alvo desse tipo de ataque.

Para fazer a análise, a empresa dividiu os sites em três categorias: os 100 mais visitados, grupo ao qual pertencem grandes portais e redes sociais, o milhão de sites mais visitados, geralmente de notícias e com conteúdo regional e a “cauda longa” da internet, que inclui todos os demais, com sites que têm foco em fraudes e com conteúdo questionável.

O tipo de conteúdo, aliás, diz muito sobre os riscos que se corre ao visitar a página. 69% de todos os sites com conteúdo adulto, de apostas e com informações ilegais continham ao menos um link malicioso. E pior, 95% dos comentários gerados por usuários de blogs, salas de bate-papo e outros recursos das redes sociais eram spam ou levavam a sites maliciosos. Esse dado fica mais assustador quando se leva em conta que 47% dos 100 sites mais visitados recebem conteúdo de usuários.

Gestão de equipes afeta resultado das empresas, diz pesquisa

De acordo com a consultoria Hay Group, companhias onde líderes investem em ações de engajamento e capacitação de funcionários conseguem crescimento até 4,5 vezes maior

Por Redação CIO Brasil
25 de setembro de 2009 - 18h30

Funcionários engajados e motivados sempre foram uma fórmula de sucesso para qualquer organização. Mas um levantamento global realizado pela consultoria norte-americana Hay Group International mostra que as empresas onde os líderes mais investem em ações para estimular as equipes conseguem resultados melhores, em termos de crescimento de receita, atendimento aos clientes e retenção de talentos.

Segundo o relatório da Hay Group, as companhias que, apesar da crise, mantiveram os investimentos em ações voltadas a capacitar os profissionais e engajá-los - por meio de uma comunicação clara e honesta das lideranças - tiveram resultados efetivamente melhores durante o período de turbulência econômica.

Para chegar a essas conclusões, a consultoria ouviu, entre o final de 2008 e início deste ano, organizações de diversos segmentos em todo o mundo e cruzou os dados com entrevistadas realizadas com cerca de mil funcionários dessas organizações.

Entre as companhias consultadas pelo estudo, as que tiveram estratégias mais agressivas de engajamento dos funcionários conseguiram um crescimento de receitas até 2,5 vezes maior durante a crise do que aquelas nas quais essa não foi uma preocupação. Já no caso das organizações que mesclaram essa atividade com investimentos em capacitação, esse índice salta para 4,5 vezes.

Da mesma forma, o levantamento aponta que as empresas mais bem colocadas no ranking de ações para engajamento e capacitação das equipes devem ter um retorno, sobre investimentos e valor de ações, 40% a 60% mais alto do que a média do mercado, em um prazo de cinco anos. Também entre essas organizações, o índice de satisfação dos clientes é 54% melhor do que os demais.

Por fim, o levantamento da Hay Group mostra que o turnover (movimento de troca de profissionais) é 54% menor entre as organizações que se destacam por suas políticas para engajar e capacitar equipes.

Nova solução avalia riscos de operaçóes em grid computing

segunda-feira, 28 de setembro de 2009, 12h21 - TI Inside

Um consórcio multinacional formado por instituições e empresas européias de TI desenvolveram o AssessGrid. Software que permite a avaliação do risco na utilização da tecnologia Grid. No projeto de desenvolvimento participaram Atos Orgin (França), IAMSR ABO Akademi University (Finlandia), CETIC (Bélgica), Universidad de Leeds (Reino Unido), Paderborn Center for Parallel Computing (Alemanha), Technical University Berlin (Alemanha), TUV Rheinland Group (Alemanha) e Winkor Nixdorf (Alemanha).
O AssessGrid é uma ferramenta que proporciona a capacidade, tanto para provedores como usuários, de avaliação do risco do negócio associado à prestação de um serviço especifico baseado na tecnologia grid, que, por sua vez, possibilita ao usuário utilizar uma capacidade extra de informação para acelerar o desenvolvimento de projetos complexos, obtendo acesso a recursos compartilhados de vários computadores remotos.
O consórcio que impulsiona o AssessGrid tem desenhado e desenvolvido um marco de Service Level Agreements (SLAs), onde cada usuário pode escolher o seu fornecedor com base na qualidade e no preço oferecidos, além de apresentar uma extensão de utilidades informáticas e atuar como um broker de Grid Computing. O acesso ao software é feito através de um portal na internet onde os usuários podem realizar comparações de diferentes fornecedores antes da sua eleição. O software piloto já esta sendo utilizado na Europa com possibilidades de adaptação para os demais países do grupo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Gartner: erros de gestão comprometem políticas de segurança

Gestores de TI falham ao planejar estratégias com base na oferta dos fornecedores sem comunicar melhores práticas aos usuários.

Por Redação CIO Brasil
23 de setembro de 2009 - 08h15

O sucesso das políticas de segurança da informação depende de diversos fatores, que vão desde a liberação dos investimentos necessários até a criação de regras voltadas à proteção de dados e à prevenção de incidentes. De acordo com recente levantamento da consultoria Gartner, no entanto, os principais erros cometidos pelas organizações estão ligados à gestão das políticas de segurança.

Para esclarecer quais são as principais atitudes que devem ser evitadas, o Gartner listou os três equívocos mais comuns que os CIOs ou gestores da área de segurança da informação cometem na hora de gerenciar as políticas:

1. Não avaliar cada caso como único: é impossível que as unidades de negócio consigam ter o mesmo nível de proteção com a utilização de ferramentas similares. Cada departamento possui particularidades que podem gerar mais ou menos ameaças às companhias. O gestor de TI ou de segurança deve conhecer muito bem a realidade de cada setor da companhia para estabelecer estratégias que contemplem todos os segmentos com a mesma eficiência.

2. Fazer planos com base em ofertas de fornecedores: mesmo que a indústria esteja lançando uma solução fantástica, não significa que ela será necessária para todas as empresas. O CIO deve entender as necessidades das áreas de negócio para, então, identificar quais soluções podem ser utilizadas para saná-las. Se os gerentes departamentais não conseguirem expor objetivamente seus cenários em termos de segurança, um profissional mais capacitado deve mediar a conversa.

3. Não comunicar claramente as políticas de segurança às unidades de negócio: CIOs devem desenvolver mecanismos para expressar de forma clara e articulada quais são as regras voltadas à proteção de dados. Isso porque, sem que os usuários entendam a importância das normas para o resultado da operação não as respeitarão.

Bunge usa ferramenta de TI para fomentar inovação

terça-feira, 22 de setembro de 2009, 21h54 - TI Inside

A Bunge Alimentos acaba de implantar a solução i9Plus com o objetivo de atender o programa de inovação da multinacional chamada Inova Bunge, que é um banco de ideias disponível para toda a empresa e coordenado pela área de Projetos de Inovação a partir dos Comitês de Inovação. A meta é fomentar todos os setores da empresa a gerar ideias que tragam retorno financeiro e tornem a tornem mais competitiva e sustentável.

“Queremos consolidar uma cultura de inovação na Bunge e esperamos que o i9Plus possa contribuir nesse processo”, disse Wanderley Correia, gerente de Projetos de Inovação. Em 23 meses de implantação do programa Inova Bunge, a empresa recebeu 7.490 ideias.

Segundo Márcio Silveira, diretor da e-Core, o i9Plus é uma solução que motiva a geração e circulação de ideias em um processo bem estruturado e com resultados mensuráveis. No novo sistema, o usuário final pode visualizar todos os feedbacks enviados a ele por meio dos comitês, acompanhar sua pontuação no programa e também pode solicitar diretamente os prêmios. Já para os integrantes dos comitês, a e-Core desenvolveu uma nova interface com gráficos personalizados que permitem verificar todas as informações de uma maneira mais rápida, simples, concisa e dinâmica.

O aplicativo pode ser acessado pelos colaboradores da área comercial através do palmtop, mantendo as mesmas funcionalidades do site, mas com um formato de página desenvolvido especialmente para este fim.

“O novo sistema facilita o gerenciamento de projetos, tanto que ele permite criar tarefas e junto a elas anexar os arquivos que efetivamente conterão os dados do projeto. Além disso, é possível acompanhar as atividades em ‘execução’, em ‘atraso’ e ‘finalizadas’. Somado a isso, teremos os cálculos de retorno financeiro que permitirão a Bunge Alimentos classificar e dimensionar o seu “pipeline” de inovação”, detalhou Rogério Pieritz, coordenador de Projetos de Inovação.