terça-feira, 30 de junho de 2009

Segurança digital não é commodity

segunda-feira, 29 de junho de 2009, 9h11 - TI Inside

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o mercado de segurança não é, portanto, um mercado que está virando Commodity. Isso porque, cada vez mais, as corporações e instituições financeiras continuarão a buscar soluções anti-fraudes, principalmente, durante a crise, periodo em que se estima que os hackers e fraudadores devem aumentar os seus ataques às redes. E o preço a ser pago é alto: uma pesquisa do Instituto Ponemon, revela que o custo médio de uma violação de dados para uma corporação é de U$ 6,3 milhões.
Para atender à demanda, que cresce dia-a-dia, as empresas de tecnologia precisam sempre inovar e oferecer serviços diversificados, indo na contramão da Commodity.
De acordo com a Eurosmart, associação internacional responsável, entre outras atribuições, por promover tecnologias de segurança com uso de chip, 4,66 bilhões de cartões com chip serão produzidos em 2009, um aumento de mais de 10% comparado com grande maioria será destinada para o setor de Telecomunicações. Para este mercado, as projeções são de 3,6 bilhões de SIM Cards produzidos em 2009, um acréscimo de 12% em relação ao ano passado.
Os SIM cards, cartões inteligentes responsáveis pela segurança do login às redes das operadoras GSM e 3G, também devem crescer no Brasil. Segundo a Frost & Sullivan, eles serão responsáveis por mais de 30% do market share global e das receitas de smart cards em 2011. Isto deve ocorrer devido a vários fatores, entre eles à migração das operadoras GSM para a tecnologia 3G e a forte concorrência relacionada a portabilidade numérica.
De maneira geral, não só o setor de telecomunicações estará aquecido no Brasil, mas também o de governo, que movimentará bastante o mercado de smart cards. O número de unidades deste tipo de tecnologia deverá, de acordo com estudo da Frost & Sullivan, saltar de 79,6 milhões contabilizados em 2005 para 260,4 milhões em 2011, consolidando o País como um dos principais mercados.
Nos programas de saúde e governo, estima-se um aumento de 14% no volume global, indo de 140 milhões para 160 milhões de cartões inteligentes. Isso ocorrerá porque, em vários países do mundo, governos estão adotando cartões com microprocessadores como documento de identificação tanto no mundo físico quanto no mundo virtual, o que está transformando e modernizando a administração e segurança pública, salvaguardando os cidadãos contra o roubo de identidade e permitindo que eles se identifiquem presencialmente, por telefone ou pela Internet, economizando tempo e dinheiro, para realizar transações junto a instituições públicas e privadas, como realizar a declaração de imposto de renda, movimentar contas bancárias, tudo com a máxima segurança e comodidade.
Seguindo essa tendência global, o Governo Federal Brasileiro anunciou no ano passado a implantação de um novo modelo de identificação civil, o cartão RIC, a ser implantado gradativamente a apartir de março deste ano.
Já no setor bancário e no varejo, haverá um aumento de 15% no volume mundial de cartões com chip, chegando a 700 milhões de smart cards em todo o mundo. No Brasil, as várias fusões de bancos, ocorridas no ano passado, devem aquecer, principalmente, a emissão de novos cartões com chip em 2009.
O crescimento da tecnologia de smart cards pode ser facilmente justificado: ele é uma excelente resposta ao problema dos crimes digitais, pois é um dispositivo seguro e a prova de fraude, que oferece funções criptográficas, algorítmos fortes e o armazenamento de assinatura digital e características biométricas e biográficas para garantir a identidade e autenticidade do usuário que está logando à rede, seja ela a rede de um banco, de uma operadora de telefonia celular ou serviços públicos e privados na Internet. É o Brasil na Era da Modernidade!
(*) Natalia da Silva Fakhri é diretora de Marketing & Comunicação da Gemalto para a América Latina

Concessionária mineira reduz 40% seus custos com telefonia

segunda-feira, 29 de junho de 2009, 22h14 - TI Inside

A Valence Veículos, grupo de concessionárias com cinco lojas localizadas em Minas Gerais, investiu no PABX IP da Planetfone e registrou redução de 40% nos seus custos com telefonia. A economia com suporte técnico foi outra vantagem: “Gastávamos bastante a cada visita técnica, dependendo do serviço. Hoje esse custo é zero” diz Udson Luis Niero, gerente de informática da concessionária

Esta economia foi resultado da interface web que permite o acesso e o controle individual dos responsáveis de cada ramal com o estabelecimento de metas e limites de gastos por períodos pré-determinados e parametrizados de acordo com a necessidade de cada empresa. “Com o Planetfone, tem sido possível gerenciar todas as ligações realizadas. Agora podemos gerir por completo a comunicação nos diversos setores da empresa, identificando, por ramal, a quantidade e o tempo de duração das chamadas”.

Outro recurso que tem levado benefícios é o gravador de chamadas. A ferramenta grava e monitora chamadas de 280 profissionais. “Com o acompanhamento dessas gravações, podemos identificar deficiências em nossos funcionários e trabalhar isso em treinamentos internos e reuniões”.

Nos próximos meses, a Valence irá implantar o BDC (Business Development Center), departamento que gerencia todas as etapas de venda da empresa e fornece informações para o fechamento dos negócios, além de atuar de forma integrada com a telefonia IP e o sistema de gestão empresarial.

Tecnologia ajudará Olimpíadas de Londres a reduzir custos

segunda-feira, 29 de junho de 2009, 22h31 - TI Inside

Os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, contarão com tecnologias para que grandes volumes de dados possam ser processados e fornecidos sob demanda para os comentaristas, jornalistas, telespectadores e visitantes de todo o mundo. A Atos Origin é a empresa que lidera a integração da infraestrutura e sistemas de tecnologia para a ocasião e tem como objetivo a utilização de menos energia e hardware do que em Pequim.

O Remote INFO, um serviço que oferece acesso à intranet de Londres em 2012, será utilizado para ajudar a reduzir as sete milhões de folhas de papel que foram impressas na edição anterior das Olimpíadas, já que fornece os cronogramas e os resultados das competições diretamente para os computadores dos jornalistas.

“Londres 2012 aproveitará as diversas inovações tecnológicas para aprimorar o acesso às informações e oferecer os Jogos Olímpicos mais sustentáveis já feitos. Pela primeira vez, implementaremos uma nova solução - a Olympic Data Feed - projetada juntamente com o IOC, para consolidar todos os dados para newswires, sites e intranet em um único canal, de modo a oferecer um serviço mais eficiente e sustentável”, diz Michele Hyron, integradora chefe da companhia.

Em Pequim, a Atos Origin processou de maneira segura 60% mais dados de competição do que em Atenas, totalizando 1,5 milhão de mensagens. Como o público mundial espera que informações mais detalhadas sejam fornecidas em tempo real para uma rede cada vez mais complexa de canais, essa demanda deve aumentar ainda mais nas Olimpíadas de Londres.

“Esta será a sexta olimpíada da Atos Origin como parceira mundial de TI”, diz Patrick Adiba, vice-presidente executivo dos Jogos. “Com a nossa ampla experiência no fornecimento dos sistemas e da infraestrutura tecnológica, de forma ágil e dentro do orçamento, trabalharemos com o LOCOG (Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos) e os demais parceiros para garantir que os Jogos sejam os mais bem-sucedidos", complementa.

Livraria Martins Fontes cresce 60% em vendas com e-commerce

segunda-feira, 29 de junho de 2009, 22h02 - TI Inside

A Livraria Martins Fontes contratou a Diveo para ajudá-la em seu serviço de e-commerce. "A livraria precisava de um serviço que tivesse alta disponibilidade. Se ocorresse algum problema era necessário suporte 24 horas, sete dias por semana", diz Ana Carla Santana, gerente de contas da contratada.

Inicialmente, foi adquirido o DBI Light para 1 Mbps. E atualmente, o serviço de comércio online conta com o DBI para 2 MB. Além disso, foi contratado o serviço de Colocation (atualmente gerenciado), que permite ao e-commerce da empresa estar no DTC Diveo.

"Com a implantação do projeto, tivemos um crescimento de 60% em vendas, além de uma grande redução nos custos", diz Rodrigo Barbosa, especialista em TI da Livraria. Futuramente, ele pretende fazer um upgrade contratando rede virtual privada VPN. Isso tornará possível a comunicação entre o depósito recém-adquirido pela empresa para atendimento dos pedidos via internet, a matriz da na Av. Paulista e entre sua filial na Rua Dr. Vila Nova.

Cada R$ 1 mi investido no setor de tecnologia gera 38 empregos

Maceió - Associação entrega ao Governo documento com 7 recomendações para a área de TI no Brasil.

Por Nando Rodrigues, editor-executivo da PCWorld
26 de junho de 2009 - 20h02

Cada 1 milhão de reais investido em tecnologias da informação e comunicação gera 38 empregos. Esta é uma das conclusões de uma pesquisa coordenada pela Brasscom (Associação Brasileira das Empresas das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) entregue nesta quarta-feira (24/06) ao Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

"A Brasscom e as empresas perceberam que, mesmo dentro do governo, as iniciativas que atendem TIC não são convergentes. É preciso haver um trabalho coordenado para traçar uma política para que esses investimentos virem realidade", afirma Cassio Tietê, diretor do programa "World Ahead", da Intel, nesta sexta-feira, durante evento em Maceió (AL).

De acordo com Tietê, o objetivo do estudo era levantar as necessidades do País em relação a tecnologias de informação e comunicação e que tipos de investimentos no setor podem auxiliar o Brasil a superar momentos de crise. O documento traz um conjunto de sete recomendações sobre o setor de TI.

A primeira orientação diz respeito à disseminação de banda larga no País. A pesquisa indica que é preciso promover ações semelhantes à isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para provedores de acesso à Internet em três Estados, anuciada em abril. Este tipo de medida, conclui a análise é uma boa ferramenta para promover a expansão do serviço.

O segundo ponto indicado é a necessidade de concluir e tornar efetivo o projeto UCA (Um Computador por Aluno), que permanece indefinido. Em terceiro lugar a pesquisa orienta sobre a importância de haver uma política clara que coordene o trabalho de lan houses no País, já que 75% das classes D e E só têm acesso à internet por meio desses estabelecimentos.

Na quarta posição está a capacitação de micro e pequenas empresas no que tange à utilização de tecnologias de comunicação e informação, com políticas que incentivem a redução de taxas de uso de software pirata, por exemplo. Em quinto aparece a importância de acelerar a realização de processos regulatórios para ampliar a oferta de banda larga no País, como a licitação das faixas de frequência de 2,5GHz e 3,5GHz. "Só esses leilões têm entre 25 milhões de reais e 35 milhões de reais em ativos", avalia Tietê.

Outra medida apontada pela pesquisa é a regulamentação da lei 11774, parte da Política de Desenvolvimento Produtivo anunciada pelo Governo em 2008. Por último, o estudo diz que o próprio governo precisa ampliar os investimentos em infraestrutura e em serviços de TIC.

A pesquisa, conduzida pela consultoria Booz&Co, é resultado de uma solicitação de empresas como Microsoft, Cisco, IBM, Itautec, Sun, British Telecom e Intel à Brasscom. A análise mostra que o setor de TIC corresponde a 0,5 ponto percentual de crescimento anual do PIB (Produto Interno Bruto). Em 2007, tecnologias de informação e comunicação representaram 7% do PIB.

Business Intelligence chega à fase de maturidade

São Paulo - Evolução de políticas de gestão faz com que implementação de BI apareça, ano após ano, na lista de prioridades das áreas de TI.

Por Fabiana Monte, editora-assistente do COMPUTERWORLD
29 de junho de 2009 - 07h00

Há anos, ferramentas de Business Intelligence (BI) aparecem na lista das dez prioridades das áreas de tecnologia da informação das empresas - desde 2003, por exemplo, é aposta certeira na relação divulgada pelo instituto de pesquisas Gartner. Mas o que faz uma tecnologia destacar-se, seguidamente, nos rankings de prioridades organizados pelas consultorias globais?

Ricardo Neves, líder da área de TI no Brasil e América do Sul da consultoria PricewaterhouseCoopers, explica que a constante evidência do BI está ligada diretamente à crescente necessidade das empresas de alcançar maior agilidade e eficiência operacional.

A consolidação do uso dos chamados “sistemas do negócio”, como gestão corporativa (da sigla em inglês, ERP) e gestão do relacionamento com o cliente (da sigla em inglês, CRM), faz com que as corporações acumulem dezenas de milhões de dados sobre seus negócios. O papel das ferramentas de BI é apresentar aos gestores variáveis que os apóiem na tomada de decisão para suportar mudanças ou práticas de negócios.

“Depois da promessa trazida pelo ERP e pelo CRM de uma empresa mais integrada e eficiente, existiu uma demanda muito forte por informações para tomar decisões de forma ágil”, diz Neves. Ao longo dos anos, as organizações investiram milhões de dólares em sistemas para obter e consolidar dados sobre seus negócios. O desafio seguinte - e que se mantém - é extrair informações relevantes desse emaranhado de números acumulados nos sistemas de gestão.

Para Rita Sallam, diretora de pesquisa do Gartner com foco em BI e gerenciamento de desempenho, o Business Intelligence está em voga há anos por uma série de motivos, mas o principal é que as empresas precisam de ferramentas para tomar as melhores decisões. “Tipicamente, boa parte do problema é ter acesso aos dados de que elas precisam”, avalia.

Beauty Intelligence
A Avon, empresa que atua no ramo de cosméticos e fatura mais de 10 bilhões de dólares por ano, começou a dar os primeiros passos no uso de BI em 2002 e já investiu cerca de 6 milhões de dólares na tecnologia, com a solução da MicroStrategy. A companhia comercializa seus produtos, como maquiagem e bijuteria, em mais de 100 países, exclusivamente, por meio de vendas diretas que conta com, aproximadamente, 6 milhões de vendedoras autônomas.

O desafio do BI na companhia é grande. De acordo com Andréa Pereira, diretora de TI da Avon no Brasil, diariamente são recebidos cerca de 80 mil pedidos das vendedoras. Por ano, a empresa troca 19 vezes os produtos de seu catálogo.

“Hoje o BI já dá bastante retorno para a empresa, é muito utilizado na área de vendas e de marketing, mas acho que ainda temos muitas oportunidades a explorar com a ferramenta”, pondera. Para Andréa, dois aspectos mantêm a tecnologia em destaque nos orçamentos. Primeiro, porque a implantação dessa tecnologia é um processo que toma tempo.

Além dos aspectos técnicos, observa a diretora, é necessário promover mudanças culturais na organização e no próprio perfil do usuário, que deve ter uma visão cada vez mais analítica dos dados. “As pessoas têm de fazer cruzamento de informações e projeções. Não é uma ferramenta que você pede para o estagiário gerar relatório”, ressalta.

Do lado da empresa, é necessário padronizar os conceitos utilizados pelas diversas áreas da corporação, unificando o banco de dados de onde serão extraídas as informações a serem analisadas. Na Avon, a solução foi criar um glossário dentro da ferramenta, garantindo a uniformidade de conceitos.

O segundo fator que mantém o Business Intelligence em alta é que, ao usar essa ferramenta, as empresas estabelecem novos níveis de exigência em relação à análise de informações: quanto mais a ferramenta é utilizada, mais se percebe o quão importante e útil ela é para a gestão estratégica do negócio.

De acordo com Andréa, BI é um processo sem fim. Na Avon, a implantação da tecnologia começou devagar, como um projeto dentro da área de tecnologia da informação, mas que teve de envolver todas as áreas da companhia. “Fizemos entrevistas com pessoas de vários níveis para entender o que elas queriam e consolidamos as demandas para fazer a implantação por etapas", diz. "Começamos com indicadores de marketing, depois de vendas, financeiros e até hoje a gente vai acrescentando”, enumera a executiva.

O sistema de BI da Avon acumula três anos de históricos de pedidos, promoções e campanhas de venda, por região, entre outras informações. Isso permite à empresa realizar comparações de desempenho com base em ações já tomadas. Essas informações alimentam a área mundial de análise e são decisivas para que a operação da companhia tome decisões sobre investimentos publicitários, por exemplo. Graças à análise gerada pela ferramenta de BI, a unidade brasileira conseguiu verba para anúncios em TV e revista.

“Chegamos à conclusão de que o Brasil é um dos países com maior retorno sobre o investimento feito em propaganda de TV. É difícil quantificar nosso ganho, mas posso dizer que hoje fazemos um trabalho muito mais consciente em relação a qualquer tipo de investimento e lançamento”, orgulha-se Andréa.

domingo, 28 de junho de 2009

Países emergentes serão maiores consumidores de PCs usados

quarta-feira, 24 de junho de 2009, 16h25 - TI Inside

Os países emergentes devem se tornar um grande mercado para PCs de segunda mão, de acordo com estudo do Gartner. No ano passado, 37 milhões de computadores usados foram exportados para esses países, e a consultoria prevê que até 2012 esse número suba para 69 milhões, principalmente devido à crise econômica mundial.

O problema é que esses computadores precisam ser descartados, gerando toneladas de lixo eletrônico anualmente. Assim, o Gartner avalia que o mercado de computadores usados ainda crescerá bastante nos próximos anos e isso fará com que o lixo eletrônico também aumente nos mercados nos quais a demanda por esses PCs for grande.

Em 2007, foram jogados fora, mundialmente, 68 milhões de computadores, sendo que os mercados emergentes foram responsáveis por 15 milhões. O Gartner calcula que, em três anos, eles serão responsáveis por 30 milhões de PCs jogados fora por ano.

A consultoria ainda avalia que a exportação de PCs de segunda mão é importante para a inclusão digital em escolas, pequenos negócios e operações de governos, e prolongar a vida das máquinas, apesar da geração de lixo eletrônico, é importante para a preservação do meio-ambiente.