terça-feira, 13 de abril de 2010
Uso da TI pode reduzir em 27% emissões de CO² do Brasil
No relatório da IDC, o País ocupa o terceiro lugar no ranking dos territórios que têm mais capacidade de transformar a tecnologia em aliada para diminuir a emissão de gases de efeito estufa.
Por Redação CIO Brasil
12 de abril de 2010 - 14h18
O uso da tecnologia da informação e comunicação pelas empresas pode permitir que o Brasil reduza em aproximadamente 27% a quantidade de emissões de CO² (gás carbônico) no meio ambiente até 2020 – se comparado a 2006. A constatação faz parte de um relatório da consultoria IDC, intitulado ICT Sustainability Index (Índice de Sustentabilidade de TIC).
Para elaborar o documento, a IDC analisou o potencial de 17 tecnologias para reduzir as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa nas nações do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), em quatro verticais da economia: geração e distribuição de energia, transportes, indústria e construção.
O Brasil aparece no terceiro lugar do ranking dos países que devem obter maior redução de emissões anuais de CO² graças ao uso de TI. Em primeiro e segundo lugar, respectivamente, aparecem Japão e Estados Unidos e o País divide o terceiro posto com França, Alemanha e Reino Unido.
Para o diretor da consultoria IDC Brasil, Roberto Gutierrez, o bom desempenho do mercado brasileiro no ranking deve-se ao fato de que o País deve atrair uma série de investimentos nos próximos anos, dos quais, boa parte deve ser relacionada a iniciativas sustentáveis. O que, segundo o especialista, tende a envolver tecnologias que otimizem o uso de energia.
Destaque para transporte e indústria
No Brasil, o setor de transporte é apontado como um dos com mais potencial para redução na emissão de gases estufa. O relatório aponta que a melhoria da logística e da cadeia de suprimento podem contribuir com uma diminuição de 37%.
Além da área de transportes, a IDC aponta que a indústria destaca-se como outro segmento com alto potencial de redução das emissões de CO². Entre as soluções que mais devem contribuir com o índice, a consultoria afirma que o emprego de controladores inteligentes de motor pode representar uma redução de 14%, seguido por melhorias na automação dos processos industriais (6%) e impressão digital comercial (2%).
Por Redação CIO Brasil
12 de abril de 2010 - 14h18
O uso da tecnologia da informação e comunicação pelas empresas pode permitir que o Brasil reduza em aproximadamente 27% a quantidade de emissões de CO² (gás carbônico) no meio ambiente até 2020 – se comparado a 2006. A constatação faz parte de um relatório da consultoria IDC, intitulado ICT Sustainability Index (Índice de Sustentabilidade de TIC).
Para elaborar o documento, a IDC analisou o potencial de 17 tecnologias para reduzir as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa nas nações do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), em quatro verticais da economia: geração e distribuição de energia, transportes, indústria e construção.
O Brasil aparece no terceiro lugar do ranking dos países que devem obter maior redução de emissões anuais de CO² graças ao uso de TI. Em primeiro e segundo lugar, respectivamente, aparecem Japão e Estados Unidos e o País divide o terceiro posto com França, Alemanha e Reino Unido.
Para o diretor da consultoria IDC Brasil, Roberto Gutierrez, o bom desempenho do mercado brasileiro no ranking deve-se ao fato de que o País deve atrair uma série de investimentos nos próximos anos, dos quais, boa parte deve ser relacionada a iniciativas sustentáveis. O que, segundo o especialista, tende a envolver tecnologias que otimizem o uso de energia.
Destaque para transporte e indústria
No Brasil, o setor de transporte é apontado como um dos com mais potencial para redução na emissão de gases estufa. O relatório aponta que a melhoria da logística e da cadeia de suprimento podem contribuir com uma diminuição de 37%.
Além da área de transportes, a IDC aponta que a indústria destaca-se como outro segmento com alto potencial de redução das emissões de CO². Entre as soluções que mais devem contribuir com o índice, a consultoria afirma que o emprego de controladores inteligentes de motor pode representar uma redução de 14%, seguido por melhorias na automação dos processos industriais (6%) e impressão digital comercial (2%).
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Dispositivos para transações eletrônicas ganham padrão
Pin Transaction Security DSS será apresentado pelo PCI Security Standards Council no fim do mês e pode ter laboratório de testes no Brasil.
Por Daniela Braun, para a Computerworld
07 de abril de 2010 - 16h07
No dia 30 de abril, dispositivos de hardware usados em transações financeiras com cartões, como teclados para digitação de senhas e leitores de cartões com chip em caixas eletrônicos, passam a contar com um padrão mundial de segurança, informou o gerente geral do PCI Security Standards Council, Bob Russo, nesta quarta-feira (7/4), durante uma apresentação em São Paulo (SP).
De acordo com Russo, o novo Transaction Security Pin (PTS) DSS ajudará a evitar fraudes em leitores cartões de ATMs - prática mais conhecida no Brasil como 'chupa-cabras' - ou em teclados de terminais portáteis para transações.
A partir da apresentação do PTS DSS, fabricantes, bancos e administradores de cartões de crédito têm um ano para se adaptar ao novo padrão. "Já estamos em contato com fabricantes de dispositivos como Verifone, Micros e Gemalto", informa Russo.
O Brasil também foi um dos países escolhidos pelo PCI Security Standards Council para sediar um dos dois novos laboratórios de análise de fraudes em dispositivos financeiros, que a entidade pretende certificar até o final de 2010, ao lado da China. Atualmente, oito laboratórios no mundo recebem denúncias do setor financeiro sobre golpes em dispositivos.
No final de outubro, o Conselho também se prepara para aprovar a evolução do padrão de segurança para transações financeiras, o PCI DSS 1.3. De acordo com Russo, a versão atual (PCI DSS 1.2) já contempla regras para transações móveis por radiofrequencia (RFID), mas o novo padrão ainda não tem previsão de contemplar pagamentos usando mensagens de texto (SMS), por exemplo.
Quanto aos pagamentos via web, Russo informa que o conselho prepara um guia de boas práticas com orientações para e-commerce ainda este ano.
Brasil na mira
Bob Russo conta que o principal motivo de sua segunda visita ao Brasil é conscientização. "O Brasil já está em nosso alvo há dois anos", afirma. Segundo ele, 50% das empresas que atuam no País e são classificadas como Nível 1 - que registram 6 milhões de transações com uma única bandeira de cartão por ano - já estão bem avançada na adoção do PCI DSS.
O ponto mais crítico para a adoção do PCI DSS é a questão financeira, afirma Russo. "As empresas enxergam a segurança como um custo, ou como uma apólice de seguros", afirma. "mas se há uma brecha, o custo de perder informações e clientes é 20 vezes maior. E aí isso muda", explica.
Além de reavaliar o retorno sobre o investimento (ROI), Russo destaca que as empresas precisam diferenciar conformidade (compliance) de segurança antes de adotar o padrão. "Se você se tornar seguro, a conformidade vem como um subproduto da segurança".
Entre as 21 empresas que integram o grupo de conselheiros do PCI Council, no mundo, o Brasil está representado pelo banco Banrisul. "Eles investem muito em segurança e já estão conscientizados a respeito". O executivo também destaca o avanço de empresas multinacionais como Wal-Mart e Carrefour, no Brasil, bem como da rede Casas Pernambucanas, na adoção de padrões seguros para transações financeiras.
Por Daniela Braun, para a Computerworld
07 de abril de 2010 - 16h07
No dia 30 de abril, dispositivos de hardware usados em transações financeiras com cartões, como teclados para digitação de senhas e leitores de cartões com chip em caixas eletrônicos, passam a contar com um padrão mundial de segurança, informou o gerente geral do PCI Security Standards Council, Bob Russo, nesta quarta-feira (7/4), durante uma apresentação em São Paulo (SP).
De acordo com Russo, o novo Transaction Security Pin (PTS) DSS ajudará a evitar fraudes em leitores cartões de ATMs - prática mais conhecida no Brasil como 'chupa-cabras' - ou em teclados de terminais portáteis para transações.
A partir da apresentação do PTS DSS, fabricantes, bancos e administradores de cartões de crédito têm um ano para se adaptar ao novo padrão. "Já estamos em contato com fabricantes de dispositivos como Verifone, Micros e Gemalto", informa Russo.
O Brasil também foi um dos países escolhidos pelo PCI Security Standards Council para sediar um dos dois novos laboratórios de análise de fraudes em dispositivos financeiros, que a entidade pretende certificar até o final de 2010, ao lado da China. Atualmente, oito laboratórios no mundo recebem denúncias do setor financeiro sobre golpes em dispositivos.
No final de outubro, o Conselho também se prepara para aprovar a evolução do padrão de segurança para transações financeiras, o PCI DSS 1.3. De acordo com Russo, a versão atual (PCI DSS 1.2) já contempla regras para transações móveis por radiofrequencia (RFID), mas o novo padrão ainda não tem previsão de contemplar pagamentos usando mensagens de texto (SMS), por exemplo.
Quanto aos pagamentos via web, Russo informa que o conselho prepara um guia de boas práticas com orientações para e-commerce ainda este ano.
Brasil na mira
Bob Russo conta que o principal motivo de sua segunda visita ao Brasil é conscientização. "O Brasil já está em nosso alvo há dois anos", afirma. Segundo ele, 50% das empresas que atuam no País e são classificadas como Nível 1 - que registram 6 milhões de transações com uma única bandeira de cartão por ano - já estão bem avançada na adoção do PCI DSS.
O ponto mais crítico para a adoção do PCI DSS é a questão financeira, afirma Russo. "As empresas enxergam a segurança como um custo, ou como uma apólice de seguros", afirma. "mas se há uma brecha, o custo de perder informações e clientes é 20 vezes maior. E aí isso muda", explica.
Além de reavaliar o retorno sobre o investimento (ROI), Russo destaca que as empresas precisam diferenciar conformidade (compliance) de segurança antes de adotar o padrão. "Se você se tornar seguro, a conformidade vem como um subproduto da segurança".
Entre as 21 empresas que integram o grupo de conselheiros do PCI Council, no mundo, o Brasil está representado pelo banco Banrisul. "Eles investem muito em segurança e já estão conscientizados a respeito". O executivo também destaca o avanço de empresas multinacionais como Wal-Mart e Carrefour, no Brasil, bem como da rede Casas Pernambucanas, na adoção de padrões seguros para transações financeiras.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Seis mitos sobre Macs no ambiente corporativo
As tão faladas barreiras que os Macs enfrentam no ambiente empresarial vão de custos dos computadores da Apple ao pouco preparo da equipe de TI e à falta de hábitos do usuário.
Por Tom Kaneshige, CIO (EUA)
07 de abril de 2010 - 07h05
Você quer um Mac para usar no trabalho? Com certeza. Macs são poderosos, elegantes e fáceis de usar. E, provavelmente, os principais executivos da sua empresa usam um computador da Apple, embora pesquisas de mercado não indiquem uma grande aceitação da empresa de Steve Jobs no ambiente corporativo. “A participação da Apple no mercado de PCs tem sido inferior a 1% nos últimos anos e não tem sofrido mudanças”, afirma o analista da consultoria Gartner Mikako Kitagawa.
Empresas e departamentos de TI têm diversas teorias sobre porque os Macs não devem ser permitidos em ambientes corporativos, especialmente seu uso em massa. E alguns deles têm argumentos válidos, embora outros sejam mais mitos que realidade. As tão faladas barreiras que os Macs enfrentam no ambiente empresarial vão de custos dos computadores da Apple ao pouco preparo da equipe de TI e à falta de hábitos do usuário. Aqui vão seis questões que dificultam a adoção de Macs no mundo corporativo.
1- Macs custam caro?
Muitos Chief Information Officers (CIO) dizem que o menor custo de suporte compensa o preço dos Macs. De fato, o CIO e Chief Financial Officer (CFO) da Healthcare IP Partners, Tom Kelly, levou, há alguns anos, o computador da Apple para a empresa, cuja cultura era o Windows. Segundo Kelly, a decisão foi baseada no potencial dos Macs de reduzir a dor-de-cabeça para gerenciamento de suporte, bem como diminuir custos.
Uma pesquisa da Enterprise Desktop Alliance indica que Macs são mais baratos em seis ou sete categorias de gerenciamento de computadores: resolução de problemas, ligações para help desk, configuração de sistema, treinamento de usuários e infraestrutura de suporte (sevidores, rede e impressora). Por outro lado, os oponentes do Mac citam os altos custos dos computadores da Apple para suportarem dois sistemas operacionais. Um dos leitores de Macworld escreve: “As economias com suporte são perdidas com o custo de transição: backup, gerenciamento de sistemas, antivírus, gerenciamento de direitos, Excel/Word/PPT macros. Tudo o que é necessário mudar ou ser implementado de forma redundante”.
2- A verdade está em algum lugar
O vice-presidente de tecnologia da informação no AAA Allied Group, Robert Pickering, diz que o custo inicial do Mac é significativo. O preço de um notebook HP padrão gira em torno de 1 mil dólares, enquanto um Macbook Pro começa em 2,5 mil dólares, além de custos adicionais de periféricos. "Em geral, as pessoas olham apenas para o que ultrapassa o orçamento inicial”, afirma Pickering, um fã de Macs desde 1984. “Eles não estão olhando para a depreciação ou valor residual porque essas questões estão três ou quatro anos à frente”. No entanto, os Macs retornam essa diferença de custo ao longo desses anos, afirma Pickering. O AAA Allied Group realiza um ciclo de atualização de hardware a cada três anos e, neste período, um laptop padrão não tem mais utilidade. Já um Mackbook Pro com a mesma idade pode ser vendido no eBay ou para os empregados, por 1 mil dólares. Ou pode ser usado por mais um ano.
3- A virtualização poderá devorar as economias?
Sob uma perspectiva de software, Pickering economiza dólares com licenciamento com os Macs, porque não compra antivírus e antispyware para eles. Com PCs Windows, no entanto, esses softwares são mandatórios. Além disso, questões de suporte quase não existem. “Gostaria de ter um percentual maior de Macs no ambiente, porque os usuários ficariam mais felizes, assim como minha equipe de help desk, que não receberia chamadas”, afirma Pickering. (O AAA Allied Group deu início a suporte a Macs no departamento de marketing em 2009 e o número de computadores da Apple cresceu para 8% dos cerca de 1 mil computadores).
O problema é que o Mac geralmente precisa de virtualização de desktops para rodar aplicativos críticos do Windows, como o Office e o Outlook – e isso consome muito da economia trazida pelos Macs. Não faz sentido dar um Mac para um funcionário quando a maior parte dos aplicativos rodará em uma máquina virtual. Mas Pickering prevê que este problema será solucionado rapidamente. Os funcionários são "convertidos" facilmente para aplicativos nativos do Mac após alguns meses, com a exceção do Outlook. Usuários Mac não querem lidar com as peculiaridades do Entourage, então, o mais recente aplicativo do Windows virtualizado é o Outlook. “Mas o advento do Office 2010, incluindo Outlook nativo no Mac, trará uma mudança no jogo”, aposta Pickering. “Você não precisará mais de virtualização de desktops”.
4- Você realmente precisa de Mac?
Uma das respostas mais comuns sobre pedidos de Macs nas empresas é: "Por que você precisa de um?”, o que desencoraja muitos funcionários a fazerem a solicitação. Alguns empregados realmente precisam de Macs para que seus trabalhos sejam bem-feitos. Departamentos gráficos precisam de Macs porque aplicativos críticos como a Suite Creative, da Adobe, simplesmente não funcionam bem no Windows. Desenvolvedores Web precisam de Macs para testar códigos em diversos browsers. Você não pode rodar Safari ou Firefox em uma máquina Windows porque o MacOS não pode ser virtualizado – pelo menos não legalmente.
No AAA Allied Group, executivos-chave têm Macs: o vice-presidente de marketing, o vice-presidente de parcerias e o vice-presidente executivo de viagens, que está na estrada constantemente, carrega consigo um Macbook Air. “Executivos cuidam dos orçamentos, então eles se autoaprovam”, brinca Pickering. E quanto a um Mac para o resto de nós? Para Pickering, executivos com Macs podem auxiliar que funcionários também usem o computador da Apple. Isso porque eles reconhecem o impacto dos Macs na produtividade e são mais propensos a aprovar a aquisição dessas máquinas.
As empresas também podem usar os Macs como incentivo para os funcionários. Um escritório de advocacia do Sillicon Valley adotou Macs há dois anos porque muitos advogados queriam uma alternativa ao PC. Hoje, metade dos advogados usa Mac. “Há um burburinho entre os advogados de que quem começa a trabalhar para nós ganha um Mac”, observa o CIO, falando sob condição de anonimato. Pickering acrescenta que funcionários podem usar o ciclo de renovação do parque de máquinas como forma de justificar o pedido do Mac. “Se você quer aumentar o ciclo de renovação em um ano, pode escolher um Mac. Haverá retorno sobre os custos de hardware”.
5- A TI pode suportar Macs?
Outra barreira que o Mac enfrenta é o despreparo da equipe de TI para lidar com esse equipamento. Quando Pickering decidiu suportar os computadores da Apple na empresa, primeiro precisou encontrar alguém entre seus 20 funcionários da equipe de TI disposto a acompanhar a velocidade do Mac. Um administrador de redes em Connecticut aceitou o desafio e Pickering deu-lhe um Mac. O administrador prometeu aprender tanto quanto pudesse sobre Macs, trouxe o computador para o Active Directory e respondeu a todas as chamadas de suporte para o computador da Apple.
Hoje, a equipe de help desk do Pickering tomou aulas de Mac e pode oferecer suporte. À medida que o número de Macs continua a crescer, ele planeja contratar outro especialista em Mac para aumentar sua equipe de suporte de primeira linha. Talvez essa pessoa seja aproveitada dentro do próprio time.
Aprender os truques de outro sistema operacional não é tarefa fácil. Por exemplo, um administrador de sistemas e técnico de Macs para uma empresa com 40 funcionários, falando sob anonimato, diz que mudar de um ambiente exclusivamente com Macs para um misto exige muita leitura. “Agora tenho o Mac OS Z 10.6 e o Windows 7 rodando em duas máquians e dois manuais de 800 páginas cada para que eu leia o máximo possível. E existem as diferenças entre o Office 2007 para Windows e o Office 2008 para Mac”.
6- Os aplicativos do Mac estão prontos para as empresas?
Assim como os funcionários de TI, os aplicativos para Mac também precisam encarar uma curva de aprendizado. Considere o administrador dos sistemas, que diz que o rápido crescimento da sua companhia ao longo de cinco anos exigiu uma migração para o Windows. “A mudança foi necessária para migrar para uma solução de e-mail de escala corporativa”, disse. “Os Macs, naquela época, não tinham nada bem preparado para grandes empresas, como DNS, Exchange e Active Directory”, diz.
“É muito difícil rodar um ambiente que seja exclusivamente formado por Macs”, concorda Pickering, a respeito de questões de compatibilidade. “Qual é sua plataforma de e-mail? Calendário de grupo?”, questiona. Além disso, os fornecedores de software para gerenciamento de desktops Windows podem oferecer uma versão para Mac, mas muitos não funcionam bem, de acordo com engenheiros de Mac. Eles alegam que conseguir um bom suporte de classe empresarial para Mac de desenvolvedores especializados em Windows pode ser problemático.
As ferramentas da Cisco, como de conferência de colaboração WebEx, são exemplos de aplicativos hostis para Mac. Kelly relata que decidiu migrar para o WebEx no que parecia ser um grande negócio, mas quando colocou em produção, se viu várias vezes sem conexão enquanto era o host da conferência. O consultor certificado da Apple, Avi Learner, teve experiências semelhantes. “Os produtos da Cisco, incluindo a ferramenta de discagem VPN, são notoriamente problemáticas”, diz. “Eu nunca soube exatamente o porquê, mas senti o problema na pele". O administrador de sistemas anônimo, no entanto, vem usando o VPN da Cisco em três Macs por três anos com desempenho excelente. Alguns CIOs, como Pickering, se arriscam a dizer que muitos dos aplicativos Windows rodam melhor no ambiente virtual do Mac do que em um PC.
Quando Pickering pediu um Mac como condição para trabalhar no local atual, quatro anos atrás, o CFO concordou com uma condição: a de que ele não poderia converter todo o ambiente para Macs. É um medo que muitos executivos compartilham. Se o colega de trabalho tem um Mac, o outro questionará porque não pode ter também. Pickering, no entanto, não está preocupado se os Macs vão, um dia, triunfar sobre o Windows nas corporações. “Na sua maioria, os meus usuários finais realmente não se importam sobre o que estão usando”, finaliza.
Por Tom Kaneshige, CIO (EUA)
07 de abril de 2010 - 07h05
Você quer um Mac para usar no trabalho? Com certeza. Macs são poderosos, elegantes e fáceis de usar. E, provavelmente, os principais executivos da sua empresa usam um computador da Apple, embora pesquisas de mercado não indiquem uma grande aceitação da empresa de Steve Jobs no ambiente corporativo. “A participação da Apple no mercado de PCs tem sido inferior a 1% nos últimos anos e não tem sofrido mudanças”, afirma o analista da consultoria Gartner Mikako Kitagawa.
Empresas e departamentos de TI têm diversas teorias sobre porque os Macs não devem ser permitidos em ambientes corporativos, especialmente seu uso em massa. E alguns deles têm argumentos válidos, embora outros sejam mais mitos que realidade. As tão faladas barreiras que os Macs enfrentam no ambiente empresarial vão de custos dos computadores da Apple ao pouco preparo da equipe de TI e à falta de hábitos do usuário. Aqui vão seis questões que dificultam a adoção de Macs no mundo corporativo.
1- Macs custam caro?
Muitos Chief Information Officers (CIO) dizem que o menor custo de suporte compensa o preço dos Macs. De fato, o CIO e Chief Financial Officer (CFO) da Healthcare IP Partners, Tom Kelly, levou, há alguns anos, o computador da Apple para a empresa, cuja cultura era o Windows. Segundo Kelly, a decisão foi baseada no potencial dos Macs de reduzir a dor-de-cabeça para gerenciamento de suporte, bem como diminuir custos.
Uma pesquisa da Enterprise Desktop Alliance indica que Macs são mais baratos em seis ou sete categorias de gerenciamento de computadores: resolução de problemas, ligações para help desk, configuração de sistema, treinamento de usuários e infraestrutura de suporte (sevidores, rede e impressora). Por outro lado, os oponentes do Mac citam os altos custos dos computadores da Apple para suportarem dois sistemas operacionais. Um dos leitores de Macworld escreve: “As economias com suporte são perdidas com o custo de transição: backup, gerenciamento de sistemas, antivírus, gerenciamento de direitos, Excel/Word/PPT macros. Tudo o que é necessário mudar ou ser implementado de forma redundante”.
2- A verdade está em algum lugar
O vice-presidente de tecnologia da informação no AAA Allied Group, Robert Pickering, diz que o custo inicial do Mac é significativo. O preço de um notebook HP padrão gira em torno de 1 mil dólares, enquanto um Macbook Pro começa em 2,5 mil dólares, além de custos adicionais de periféricos. "Em geral, as pessoas olham apenas para o que ultrapassa o orçamento inicial”, afirma Pickering, um fã de Macs desde 1984. “Eles não estão olhando para a depreciação ou valor residual porque essas questões estão três ou quatro anos à frente”. No entanto, os Macs retornam essa diferença de custo ao longo desses anos, afirma Pickering. O AAA Allied Group realiza um ciclo de atualização de hardware a cada três anos e, neste período, um laptop padrão não tem mais utilidade. Já um Mackbook Pro com a mesma idade pode ser vendido no eBay ou para os empregados, por 1 mil dólares. Ou pode ser usado por mais um ano.
3- A virtualização poderá devorar as economias?
Sob uma perspectiva de software, Pickering economiza dólares com licenciamento com os Macs, porque não compra antivírus e antispyware para eles. Com PCs Windows, no entanto, esses softwares são mandatórios. Além disso, questões de suporte quase não existem. “Gostaria de ter um percentual maior de Macs no ambiente, porque os usuários ficariam mais felizes, assim como minha equipe de help desk, que não receberia chamadas”, afirma Pickering. (O AAA Allied Group deu início a suporte a Macs no departamento de marketing em 2009 e o número de computadores da Apple cresceu para 8% dos cerca de 1 mil computadores).
O problema é que o Mac geralmente precisa de virtualização de desktops para rodar aplicativos críticos do Windows, como o Office e o Outlook – e isso consome muito da economia trazida pelos Macs. Não faz sentido dar um Mac para um funcionário quando a maior parte dos aplicativos rodará em uma máquina virtual. Mas Pickering prevê que este problema será solucionado rapidamente. Os funcionários são "convertidos" facilmente para aplicativos nativos do Mac após alguns meses, com a exceção do Outlook. Usuários Mac não querem lidar com as peculiaridades do Entourage, então, o mais recente aplicativo do Windows virtualizado é o Outlook. “Mas o advento do Office 2010, incluindo Outlook nativo no Mac, trará uma mudança no jogo”, aposta Pickering. “Você não precisará mais de virtualização de desktops”.
4- Você realmente precisa de Mac?
Uma das respostas mais comuns sobre pedidos de Macs nas empresas é: "Por que você precisa de um?”, o que desencoraja muitos funcionários a fazerem a solicitação. Alguns empregados realmente precisam de Macs para que seus trabalhos sejam bem-feitos. Departamentos gráficos precisam de Macs porque aplicativos críticos como a Suite Creative, da Adobe, simplesmente não funcionam bem no Windows. Desenvolvedores Web precisam de Macs para testar códigos em diversos browsers. Você não pode rodar Safari ou Firefox em uma máquina Windows porque o MacOS não pode ser virtualizado – pelo menos não legalmente.
No AAA Allied Group, executivos-chave têm Macs: o vice-presidente de marketing, o vice-presidente de parcerias e o vice-presidente executivo de viagens, que está na estrada constantemente, carrega consigo um Macbook Air. “Executivos cuidam dos orçamentos, então eles se autoaprovam”, brinca Pickering. E quanto a um Mac para o resto de nós? Para Pickering, executivos com Macs podem auxiliar que funcionários também usem o computador da Apple. Isso porque eles reconhecem o impacto dos Macs na produtividade e são mais propensos a aprovar a aquisição dessas máquinas.
As empresas também podem usar os Macs como incentivo para os funcionários. Um escritório de advocacia do Sillicon Valley adotou Macs há dois anos porque muitos advogados queriam uma alternativa ao PC. Hoje, metade dos advogados usa Mac. “Há um burburinho entre os advogados de que quem começa a trabalhar para nós ganha um Mac”, observa o CIO, falando sob condição de anonimato. Pickering acrescenta que funcionários podem usar o ciclo de renovação do parque de máquinas como forma de justificar o pedido do Mac. “Se você quer aumentar o ciclo de renovação em um ano, pode escolher um Mac. Haverá retorno sobre os custos de hardware”.
5- A TI pode suportar Macs?
Outra barreira que o Mac enfrenta é o despreparo da equipe de TI para lidar com esse equipamento. Quando Pickering decidiu suportar os computadores da Apple na empresa, primeiro precisou encontrar alguém entre seus 20 funcionários da equipe de TI disposto a acompanhar a velocidade do Mac. Um administrador de redes em Connecticut aceitou o desafio e Pickering deu-lhe um Mac. O administrador prometeu aprender tanto quanto pudesse sobre Macs, trouxe o computador para o Active Directory e respondeu a todas as chamadas de suporte para o computador da Apple.
Hoje, a equipe de help desk do Pickering tomou aulas de Mac e pode oferecer suporte. À medida que o número de Macs continua a crescer, ele planeja contratar outro especialista em Mac para aumentar sua equipe de suporte de primeira linha. Talvez essa pessoa seja aproveitada dentro do próprio time.
Aprender os truques de outro sistema operacional não é tarefa fácil. Por exemplo, um administrador de sistemas e técnico de Macs para uma empresa com 40 funcionários, falando sob anonimato, diz que mudar de um ambiente exclusivamente com Macs para um misto exige muita leitura. “Agora tenho o Mac OS Z 10.6 e o Windows 7 rodando em duas máquians e dois manuais de 800 páginas cada para que eu leia o máximo possível. E existem as diferenças entre o Office 2007 para Windows e o Office 2008 para Mac”.
6- Os aplicativos do Mac estão prontos para as empresas?
Assim como os funcionários de TI, os aplicativos para Mac também precisam encarar uma curva de aprendizado. Considere o administrador dos sistemas, que diz que o rápido crescimento da sua companhia ao longo de cinco anos exigiu uma migração para o Windows. “A mudança foi necessária para migrar para uma solução de e-mail de escala corporativa”, disse. “Os Macs, naquela época, não tinham nada bem preparado para grandes empresas, como DNS, Exchange e Active Directory”, diz.
“É muito difícil rodar um ambiente que seja exclusivamente formado por Macs”, concorda Pickering, a respeito de questões de compatibilidade. “Qual é sua plataforma de e-mail? Calendário de grupo?”, questiona. Além disso, os fornecedores de software para gerenciamento de desktops Windows podem oferecer uma versão para Mac, mas muitos não funcionam bem, de acordo com engenheiros de Mac. Eles alegam que conseguir um bom suporte de classe empresarial para Mac de desenvolvedores especializados em Windows pode ser problemático.
As ferramentas da Cisco, como de conferência de colaboração WebEx, são exemplos de aplicativos hostis para Mac. Kelly relata que decidiu migrar para o WebEx no que parecia ser um grande negócio, mas quando colocou em produção, se viu várias vezes sem conexão enquanto era o host da conferência. O consultor certificado da Apple, Avi Learner, teve experiências semelhantes. “Os produtos da Cisco, incluindo a ferramenta de discagem VPN, são notoriamente problemáticas”, diz. “Eu nunca soube exatamente o porquê, mas senti o problema na pele". O administrador de sistemas anônimo, no entanto, vem usando o VPN da Cisco em três Macs por três anos com desempenho excelente. Alguns CIOs, como Pickering, se arriscam a dizer que muitos dos aplicativos Windows rodam melhor no ambiente virtual do Mac do que em um PC.
Quando Pickering pediu um Mac como condição para trabalhar no local atual, quatro anos atrás, o CFO concordou com uma condição: a de que ele não poderia converter todo o ambiente para Macs. É um medo que muitos executivos compartilham. Se o colega de trabalho tem um Mac, o outro questionará porque não pode ter também. Pickering, no entanto, não está preocupado se os Macs vão, um dia, triunfar sobre o Windows nas corporações. “Na sua maioria, os meus usuários finais realmente não se importam sobre o que estão usando”, finaliza.
Conheça 3 maneiras de analisar projetos que envolvam mudanças
Para especialista em estratégias de TI, cada ação precisa ser analisada a partir do que ela pode representar para a corporação, sem levar em conta os custos
Por CIO/EUA
06 de abril de 2010 - 18h30
O princípio fundamental da gestão do portfólio de projetos é que primeiro deve-se eleger os objetivos para depois selecionar as ferramentas e os investimentos necessários para alcançá-los. No caso de atividades que envolvam algum tipo de mudança na organização, a tarefa de definir os resultados pretendidos nem sempre representa uma atividade fácil para a área de TI, já que depende de questões que vão além das metas palpáveis.
Para Chris Potts, especialista em estratégias de TI da consultoria Dominic Barrow e autor do livro "fruITion - Creating the Ultimate Corporate Strategy for Information Technology" (ainda sem tradução para o português), existem três caminhos que podem ajudar o CIO a gerenciar melhor os investimentos em iniciativas que impactem em mudanças:
1. Cenário – o gestor de TI precisa analisar como os objetivos de negócio da corporação têm se transformado. Por exemplo, se antes da crise a empresa estava focada em reduzir custos e agora está orientada a retomar o crescimento, deve priorizar os projetos nesse sentido.
2. Visão do todo – os projetos precisam ser avaliados sob o ponto de vista da contribuição que eles trarão para o portfólio de TI, não apenas por seus méritos individuais. Isso significa que muitas vezes o CIO precisará abrir mão de iniciativas que tenham um excelente ROI (retorno sobre investimento), mas que não se encaixam com o resto das iniciativas.
3. Além do custo – cada ação deve ser analisada a partir do que ela pode representar para a corporação, mas sem levar em conta apenas os custos. Em outras palavras, o CIO vai muitas vezes ser obrigado a investir em projetos que apresentam baixo ou nenhum retorno, mas que são fundamentais para o futuro da organização.
Ainda de acordo com Potts, é comum que as empresas tratem os custos de um projeto como o principal fator para tomar decisões de investimento. “Mas essa abordagem pode esconder outros fatores, possivelmente mais significativos, para garantir o sucesso das iniciativas”, afirma. Segundo o especialista, cabe ao gestor de TI comprovar como as iniciativas podem tornar a empresa mais produtiva e contribuir para resultados em longo prazo.
Por CIO/EUA
06 de abril de 2010 - 18h30
O princípio fundamental da gestão do portfólio de projetos é que primeiro deve-se eleger os objetivos para depois selecionar as ferramentas e os investimentos necessários para alcançá-los. No caso de atividades que envolvam algum tipo de mudança na organização, a tarefa de definir os resultados pretendidos nem sempre representa uma atividade fácil para a área de TI, já que depende de questões que vão além das metas palpáveis.
Para Chris Potts, especialista em estratégias de TI da consultoria Dominic Barrow e autor do livro "fruITion - Creating the Ultimate Corporate Strategy for Information Technology" (ainda sem tradução para o português), existem três caminhos que podem ajudar o CIO a gerenciar melhor os investimentos em iniciativas que impactem em mudanças:
1. Cenário – o gestor de TI precisa analisar como os objetivos de negócio da corporação têm se transformado. Por exemplo, se antes da crise a empresa estava focada em reduzir custos e agora está orientada a retomar o crescimento, deve priorizar os projetos nesse sentido.
2. Visão do todo – os projetos precisam ser avaliados sob o ponto de vista da contribuição que eles trarão para o portfólio de TI, não apenas por seus méritos individuais. Isso significa que muitas vezes o CIO precisará abrir mão de iniciativas que tenham um excelente ROI (retorno sobre investimento), mas que não se encaixam com o resto das iniciativas.
3. Além do custo – cada ação deve ser analisada a partir do que ela pode representar para a corporação, mas sem levar em conta apenas os custos. Em outras palavras, o CIO vai muitas vezes ser obrigado a investir em projetos que apresentam baixo ou nenhum retorno, mas que são fundamentais para o futuro da organização.
Ainda de acordo com Potts, é comum que as empresas tratem os custos de um projeto como o principal fator para tomar decisões de investimento. “Mas essa abordagem pode esconder outros fatores, possivelmente mais significativos, para garantir o sucesso das iniciativas”, afirma. Segundo o especialista, cabe ao gestor de TI comprovar como as iniciativas podem tornar a empresa mais produtiva e contribuir para resultados em longo prazo.
Rede sem fio ajuda Tesouro a aumentar produtividade de equipes
Graças à adoção de uma nova WLAN, o órgão conseguiu reduzir ocorrências que consumiam, em média, 300 horas por dia dos colaboradores
Por Rodrigo Afonso, da Computerworld Brasil
06 de abril de 2010 - 13h02
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão responsável pela gestão financeira e contabilidade do governo federal, conseguiu economizar cerca de 300 minutos de trabalho diário de seus colaboradores ao investir 117 mil reais em uma nova WLAN, rede local sem fio.
O projeto nasceu depois da entidade detectar que na infraestrutura anterior, os colaboradores da STN que precisavam transitar pela entidade tinham dificuldades para conectar os seus notebooks à rede. Mais do que isso, todas as vezes em que ele precisavam da conexão sem fio tinham de entrar em contato com a equipe de TI para que ela fizesse as configurações necessárias.
O desperdício de tempo era significativo. A Secretaria registrava, em média, cerca de dez ocorrências diárias, as quais demoravam aproximadamente 30 minutos cada. Com isso, o Tesouro chegava a desperdiçar um total de 5 horas de trabalho da equipe de colaboradores da STN e mais 5 horas dos profissionais de TI por dia.
A solução encontrada foi elaborar e colocar em execução um projeto de uma nova rede local wireless, usando certificação digital, criptografia do tráfego de informações, em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e com a Coordenação-Geral de Sistemas e Tecnologia da Informação (COSIS/STN). A D-Link foi a companhia escolhida para fornecer os equipamentos de rede.
“Conseguimos implementar uma rede sem fio segura, integrada com o Active Directory da rede convencional, utilizando criptografia e padrões de segurança avançados e exatamente as mesmas políticas da rede cabeada”, afirma o analista de finanças e controles da STN, Fábio Coelho. “Com isso, a equipe de TI ganhou tempo para se ocupar com tarefas mais estratégias”, complementa.
A rede serve também como contingência à infraestrutura tradicional utilizada pela Secretaria do Tesouro, protegendo as atividades críticas. “A rede sem fio está sob um circuito estabilizado que funciona com geradores em caso de interrupção de eletricidade, permitindo a continuidade das operações”, completa Coelho.
Por Rodrigo Afonso, da Computerworld Brasil
06 de abril de 2010 - 13h02
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão responsável pela gestão financeira e contabilidade do governo federal, conseguiu economizar cerca de 300 minutos de trabalho diário de seus colaboradores ao investir 117 mil reais em uma nova WLAN, rede local sem fio.
O projeto nasceu depois da entidade detectar que na infraestrutura anterior, os colaboradores da STN que precisavam transitar pela entidade tinham dificuldades para conectar os seus notebooks à rede. Mais do que isso, todas as vezes em que ele precisavam da conexão sem fio tinham de entrar em contato com a equipe de TI para que ela fizesse as configurações necessárias.
O desperdício de tempo era significativo. A Secretaria registrava, em média, cerca de dez ocorrências diárias, as quais demoravam aproximadamente 30 minutos cada. Com isso, o Tesouro chegava a desperdiçar um total de 5 horas de trabalho da equipe de colaboradores da STN e mais 5 horas dos profissionais de TI por dia.
A solução encontrada foi elaborar e colocar em execução um projeto de uma nova rede local wireless, usando certificação digital, criptografia do tráfego de informações, em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e com a Coordenação-Geral de Sistemas e Tecnologia da Informação (COSIS/STN). A D-Link foi a companhia escolhida para fornecer os equipamentos de rede.
“Conseguimos implementar uma rede sem fio segura, integrada com o Active Directory da rede convencional, utilizando criptografia e padrões de segurança avançados e exatamente as mesmas políticas da rede cabeada”, afirma o analista de finanças e controles da STN, Fábio Coelho. “Com isso, a equipe de TI ganhou tempo para se ocupar com tarefas mais estratégias”, complementa.
A rede serve também como contingência à infraestrutura tradicional utilizada pela Secretaria do Tesouro, protegendo as atividades críticas. “A rede sem fio está sob um circuito estabilizado que funciona com geradores em caso de interrupção de eletricidade, permitindo a continuidade das operações”, completa Coelho.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Microsoft: suporte para Windows 2000 e XP SP2 termina em 13/7
Empresa avisa que não há rota direta de migração das versões Professional e Server do Windows 2000 para o Windows 7; suporte ao Vista RTM termina em 13/4
Por MIS Asia
30 de março de 2010 - 20h34
A Microsoft anunciou nesta terça-feira (30/3) que vai interromper o suporte para os sistemas Windows XP Service Pack 2 (SP2), Windows 2000 Professional e Windows Server 2000 em 13 de julho de 2010.
Dois meses antes, em 13 de abril de 2010, a empresa também não irá fornecer mais suporte para o Windows Vista Release to Manufacturing (RTM).
A medida deverá causar impacto a muitos usuários de PC já que, de acordo com a empresa de pesquisas Forrester, uma década depois de seu lançamento, o XP ainda comanda 80% de todos os PCs corporativos com Windows.
A partir de meados de abril, a Microsoft não irá mais oferecer opções de serviços de suporte a clientes que usam versões não suportadas do Windows ou de algum de seus Service Packs. A empresa afirmou que irá rever as atualizações para depois construí-las apenas para as versões e os Service Packs suportados.
Essas atualizações incluem os pacotes de segurança liberados com os boletins do Centro de Resposta de Segurança da Microsoft, informou a empresa. Os usuários têm a opção de escolher a maioria dos Service Packs atuais, que podem ser baixados via Windows Update, Windows Server Update Services/Microsoft System Center, e Microsoft Download Center.
A Microsoft afirmou também que não haverá qualquer rota suportada para migração do Windows 2000 para o Windows 7. Quem ainda usa o 2000 terá que atualizar para o Windows XP e depois migrar para o Windows 7 usando o Windows User State Migration Tool (USMT) 4.0.
Os clientes da empresa podem visitar o Centro de Soluções para Fim de Suporte do Windows 2000, para obter mais informações sobre o Windows 2000 e o Windows 2000 Server. PCs e servidores com Windows XP, Windows Vista, Windows 2000 e Windows Server 2000 continuarão a receber atualizações de segurança apenas se eles forem atualizados antes do das datas de término de suporte.
Por MIS Asia
30 de março de 2010 - 20h34
A Microsoft anunciou nesta terça-feira (30/3) que vai interromper o suporte para os sistemas Windows XP Service Pack 2 (SP2), Windows 2000 Professional e Windows Server 2000 em 13 de julho de 2010.
Dois meses antes, em 13 de abril de 2010, a empresa também não irá fornecer mais suporte para o Windows Vista Release to Manufacturing (RTM).
A medida deverá causar impacto a muitos usuários de PC já que, de acordo com a empresa de pesquisas Forrester, uma década depois de seu lançamento, o XP ainda comanda 80% de todos os PCs corporativos com Windows.
A partir de meados de abril, a Microsoft não irá mais oferecer opções de serviços de suporte a clientes que usam versões não suportadas do Windows ou de algum de seus Service Packs. A empresa afirmou que irá rever as atualizações para depois construí-las apenas para as versões e os Service Packs suportados.
Essas atualizações incluem os pacotes de segurança liberados com os boletins do Centro de Resposta de Segurança da Microsoft, informou a empresa. Os usuários têm a opção de escolher a maioria dos Service Packs atuais, que podem ser baixados via Windows Update, Windows Server Update Services/Microsoft System Center, e Microsoft Download Center.
A Microsoft afirmou também que não haverá qualquer rota suportada para migração do Windows 2000 para o Windows 7. Quem ainda usa o 2000 terá que atualizar para o Windows XP e depois migrar para o Windows 7 usando o Windows User State Migration Tool (USMT) 4.0.
Os clientes da empresa podem visitar o Centro de Soluções para Fim de Suporte do Windows 2000, para obter mais informações sobre o Windows 2000 e o Windows 2000 Server. PCs e servidores com Windows XP, Windows Vista, Windows 2000 e Windows Server 2000 continuarão a receber atualizações de segurança apenas se eles forem atualizados antes do das datas de término de suporte.
terça-feira, 30 de março de 2010
Marítima Seguros centraliza contratos e reduz custos em 25%
Seguradora assina acordo de outsourcing de TI com a Tivit. Contrato inclui serviços de data center, service desk e gerenciamento da rede de telecomunicações da empresa, além de site de disaster recovery.
Por Fabiana Monte, para a Computerworld
30 de março de 2010 - 07h05
A Marítima Seguros assinou contrato de outsourcing de TI com a Tivit, com duração de seis anos. O valor do negócio não foi revelado, mas, com a parceria, toda a infraestrutura tecnológica da seguradora será gerenciada pela prestadora de serviços. O acordo inclui serviço de data center, service desk e gerenciamento da rede de telecomunicações para os 51 escritórios da companhia, explica o diretor-adjunto de TI da Marítima, Marcelo Bartilotti.
"Houve preocupação em reduzir o número de fornecedores, porque, se você fragmenta em fornecedores distintos, o gerenciamento fica complicado. Consolidamos serviços de data center; suporte local e remoto; e gestão da rede de dados com a Tivit", diz o executivo. Ao concentrar todos os serviços em um único fornecedor, a companhia obteve redução de custos da ordem de 25%, estima Bartilotti, ressaltando, no entanto, que este não foi o aspecto preponderante para a decisão.
A seguradora precisava evoluir processos e controles de gestão para suportar o crescimento previsto. Era necessário aumentar o nível de governança corporativa da companhia que, em julho de 2009, teve 50% de suas ações compradas pelo 3º maior grupo de seguros do Japão, Sompo Japan, por 328,5 milhões de reais. "O cliente tinha muito clara sua estratégia e conseguiu orientar a TI em linha com os negócios", comenta o vice-presidente de terceirização de infraestrutura de TI da Tivit, Carlos Eduardo Mazon. "Estamos usando ferramentas de gerenciamento de processos, o que causou um impacto muito grande em relação a práticas de governança", acrescenta Bartilotti.
Um relatório do conselho de administração da Marítima datado de agosto do ano passado indica que a companhia pretendia investir 21 milhões de reais em seu plano estratégico, valor 30% superior ao verificado em 2008. De acordo com o texto, as ações de crescimento exigiriam "predominantemente investimentos em processos, sistemas de computação e tecnologia".
Os recursos aplicados pela empresa no primeiro semestre do ano passado superaram os 10,1 milhões de reais, indica o documento, e foram usados em diversas iniciativas, entre elas "redução de custos operacionais, atualização tecnológica e adequação da capacidade de processamento da infraestrutura para suportar o crescimento da empresa; destacando-se os projetos de migração para a plataforma de rede e correio eletrônico da Microsoft, aquisição de servidores e migração para o datacenter da Tivit, em sintonia com o Plano de Continuidade de Negócios (PCN)".
Centralização levou quatro meses
Após a assinatura do contrato com a Tivit, em janeiro de 2009, o processo de centralização da gestão e de migração de três fornecedores levou quatro meses, com a realização de diversas ações simultâneas, como migração de servidores e dados da Marítima para o data center da Tivit, implantação de catálogo de serviços e de service desk, por exemplo.
Ao migrar servidores e dados, a Marítima optou também por consolidar servidores em ambiente virtual, usando a solução da VMware. Com a iniciativa, a empresa passou de 113 servidores físicos para 90 máquinas físicas e 50 virtuais. A virtualização também levou à atualização de alguns ambientes da seguradora, gerando melhorias de performance, pois os antigos sistemas estavam no limite.
"Sistemas de Business Intelligence e autuários - segmento forte em seguradoras - foram bastante beneficiados, com ganhos de performance e estabilidade", exemplifica Bartilotti. O ERP da empresa, bem como sistemas de emissão de apólices, também estão rodando no ambiente virtual.
O próximo passo será a criação de um site de disaster recovery para a Marítima Seguros, que deverá estar funcionando no segundo semestre, como parte do projeto de gestão de riscos da companhia. De acordo com Bartilotti, haverá dois data centers equivalentes, com alta disponibilidade - o de produção em São Paulo e o de disaster recovery no Rio de Janeiro. "Temos alguns sistemas para algum tipo de contingência hoje, mas não é para toda a companhia. Com o site de backup implantado, no caso de qualquer incidente a gente restabelece a operação rapidamente", prevê.
Entre as aplicações hoje cobertas, Bartilotti aponta as da área financeira e de saúde, consideradas críticas para a operação da companhia. A autorização de um atendimento de saúde, por exemplo, pode ser feita no ambiente de contingência, bem como o recebimento de propostas de seguro. Mas a emissão de uma apólice, cujo prazo de legal é de até 15 dias, ficaria indisponível, conta o executivo. "Outras aplicações têm tempo de recuperação que depende da implementação do backup".
A Marítima utiliza dois tipos de ambientes - em plataforma alta e baixa. No caso de mainframe, a solução é contratada como serviço da Tivit, já os ativos de plataforma baixa são um mix de equipamentos da seguradora e contratados da fornecedora.
A seguradora se relaciona com mais de 1 milhão de clientes, entre empresas e pessoas físicas, de seus produtos de saúde, automóvel, vida e riscos especiais (residencial, condomínio, empresarial). O data center da empresa armazena 22 terabytes de informação. Antes da consolidação do data center, eram 13 TB.
Por Fabiana Monte, para a Computerworld
30 de março de 2010 - 07h05
A Marítima Seguros assinou contrato de outsourcing de TI com a Tivit, com duração de seis anos. O valor do negócio não foi revelado, mas, com a parceria, toda a infraestrutura tecnológica da seguradora será gerenciada pela prestadora de serviços. O acordo inclui serviço de data center, service desk e gerenciamento da rede de telecomunicações para os 51 escritórios da companhia, explica o diretor-adjunto de TI da Marítima, Marcelo Bartilotti.
"Houve preocupação em reduzir o número de fornecedores, porque, se você fragmenta em fornecedores distintos, o gerenciamento fica complicado. Consolidamos serviços de data center; suporte local e remoto; e gestão da rede de dados com a Tivit", diz o executivo. Ao concentrar todos os serviços em um único fornecedor, a companhia obteve redução de custos da ordem de 25%, estima Bartilotti, ressaltando, no entanto, que este não foi o aspecto preponderante para a decisão.
A seguradora precisava evoluir processos e controles de gestão para suportar o crescimento previsto. Era necessário aumentar o nível de governança corporativa da companhia que, em julho de 2009, teve 50% de suas ações compradas pelo 3º maior grupo de seguros do Japão, Sompo Japan, por 328,5 milhões de reais. "O cliente tinha muito clara sua estratégia e conseguiu orientar a TI em linha com os negócios", comenta o vice-presidente de terceirização de infraestrutura de TI da Tivit, Carlos Eduardo Mazon. "Estamos usando ferramentas de gerenciamento de processos, o que causou um impacto muito grande em relação a práticas de governança", acrescenta Bartilotti.
Um relatório do conselho de administração da Marítima datado de agosto do ano passado indica que a companhia pretendia investir 21 milhões de reais em seu plano estratégico, valor 30% superior ao verificado em 2008. De acordo com o texto, as ações de crescimento exigiriam "predominantemente investimentos em processos, sistemas de computação e tecnologia".
Os recursos aplicados pela empresa no primeiro semestre do ano passado superaram os 10,1 milhões de reais, indica o documento, e foram usados em diversas iniciativas, entre elas "redução de custos operacionais, atualização tecnológica e adequação da capacidade de processamento da infraestrutura para suportar o crescimento da empresa; destacando-se os projetos de migração para a plataforma de rede e correio eletrônico da Microsoft, aquisição de servidores e migração para o datacenter da Tivit, em sintonia com o Plano de Continuidade de Negócios (PCN)".
Centralização levou quatro meses
Após a assinatura do contrato com a Tivit, em janeiro de 2009, o processo de centralização da gestão e de migração de três fornecedores levou quatro meses, com a realização de diversas ações simultâneas, como migração de servidores e dados da Marítima para o data center da Tivit, implantação de catálogo de serviços e de service desk, por exemplo.
Ao migrar servidores e dados, a Marítima optou também por consolidar servidores em ambiente virtual, usando a solução da VMware. Com a iniciativa, a empresa passou de 113 servidores físicos para 90 máquinas físicas e 50 virtuais. A virtualização também levou à atualização de alguns ambientes da seguradora, gerando melhorias de performance, pois os antigos sistemas estavam no limite.
"Sistemas de Business Intelligence e autuários - segmento forte em seguradoras - foram bastante beneficiados, com ganhos de performance e estabilidade", exemplifica Bartilotti. O ERP da empresa, bem como sistemas de emissão de apólices, também estão rodando no ambiente virtual.
O próximo passo será a criação de um site de disaster recovery para a Marítima Seguros, que deverá estar funcionando no segundo semestre, como parte do projeto de gestão de riscos da companhia. De acordo com Bartilotti, haverá dois data centers equivalentes, com alta disponibilidade - o de produção em São Paulo e o de disaster recovery no Rio de Janeiro. "Temos alguns sistemas para algum tipo de contingência hoje, mas não é para toda a companhia. Com o site de backup implantado, no caso de qualquer incidente a gente restabelece a operação rapidamente", prevê.
Entre as aplicações hoje cobertas, Bartilotti aponta as da área financeira e de saúde, consideradas críticas para a operação da companhia. A autorização de um atendimento de saúde, por exemplo, pode ser feita no ambiente de contingência, bem como o recebimento de propostas de seguro. Mas a emissão de uma apólice, cujo prazo de legal é de até 15 dias, ficaria indisponível, conta o executivo. "Outras aplicações têm tempo de recuperação que depende da implementação do backup".
A Marítima utiliza dois tipos de ambientes - em plataforma alta e baixa. No caso de mainframe, a solução é contratada como serviço da Tivit, já os ativos de plataforma baixa são um mix de equipamentos da seguradora e contratados da fornecedora.
A seguradora se relaciona com mais de 1 milhão de clientes, entre empresas e pessoas físicas, de seus produtos de saúde, automóvel, vida e riscos especiais (residencial, condomínio, empresarial). O data center da empresa armazena 22 terabytes de informação. Antes da consolidação do data center, eram 13 TB.
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