quinta-feira, 4 de março de 2010

11 categorias de cloud computing

Conforme a computação em nuvem ganha força, cresce a discussão sobre como defini-la em termos de modelo de computação. Confira algumas das possibilidades.

Por Infoworld/EUA
04 de março de 2010 - 07h00


À medida que a computação em nuvem ganha força, muito se discute sobre como defini-la em termos de modelo de computação. Alternativas de maturidade foram publicadas e debatidas, e os fornecedores têm um modelo para seus próprios produtos.

Existem 11 categorias principais de tecnologia de cloud computing (leia a reportagem completa sobre o mercado de cloud computing na edição de fevereiro de COMPUTERWORLD, disponível na banca online):
  • Armazenamento como serviço: Como o nome indica, é a capacidade de utilizar o storage que existe fisicamente em um site remoto, mas é, logicamente, um recurso de local para qualquer aplicativo que requer armazenamento. É o componente mais primitivo da computação em nuvem, explorado pela maioria dos outros
  • Banco de dados como serviço: Capacidade de utilizar os serviços de um banco de dados hospedado remotamente, compartilhando-o com outros usuários. Funcionaria logicamente como se o banco de dados fosse local. Diversos fornecedores oferecem diferentes modelos, mas sua força está em explorar a tecnologia de banco de dados que normalmente custaria milhares de dólares em hardware e licenças de software
  • Informação como serviço: Capacidade de consumir qualquer tipo de informação, hospedada remotamente, por meio de uma interface bem definida, como uma API.
  • Processo como serviço: Recurso remoto que pode reunir muitos outros, tais como serviços e dados, sejam eles hospedados no mesmo recurso de cloud computing ou remotamente, para criar processos de negócio. É possível pensar em um processo de negócio como um meta-aplicativo que abrange sistemas, explorando serviços e informações essenciais que são combinados em sequência para formar processos. Em geral, eles são mais fáceis de mudar do que os aplicativos, proporcionando agilidade a quem utiliza estes mecanismos de processos fornecidos sob demanda
  • Aplicativo como serviço (ou software como serviço): Qualquer aplicativo oferecido sobre a plataforma web para um usuário final, geralmente explorando o aplicativo pelo browser. Embora muita gente associe aplicativo como serviço a aplicativos corporativos, tais como o Salesforce SFA, os aplicativos de automação de escritório, na realidade, também são aplicativos como serviço, entre eles o Google Docs, Gmail e Google Calendar
  • Plataforma como serviço: Plataforma completa, incluindo desenvolvimento de aplicativos, de interfaces e de banco de dados, armazenamento, teste e assim por diante, disponíveis para assinantes em uma plataforma hospedada remotamente. Com base no tradicional modelo de tempo compartilhado, os modernos fornecedores de plataforma como serviço oferecem a capacidade de criar aplicativos corporativos para uso local ou sob demanda, de graça ou por um pequeno custo de assinatura
  • Integração como serviço: Capacidade de fornecer uma pilha de integração completa a partir da cloud, incluindo interfaceamento com aplicativos, mediação semântica, controle de fluxos, design de integração e assim por diante. Em essência, a integração como serviço abrange a maioria dos recursos e das funções encontradas na tecnologia convencional de enterprise application integration (EAI), mas fornecidos como um serviço
  • Segurança como serviço: Capacidade de fornecer serviços de segurança essenciais remotamente via internet. A maior parte dos serviços de segurança disponíveis é rudimentar, porém alguns mais sofisticados, tais como gerenciamento de identidade, começam a ser oferecidos
  • Gestão/governança como serviço: Qualquer serviço sob demanda que permita gerenciar um ou mais serviços de computação em nuvem, como gerenciamento de tempo de atividade, topologia, utilização de recursos e virtualização. Também começam a surgir sistemas de governança, como capacidade de aplicar políticas definidas para dados e serviços
  • Teste como serviço: Capacidade de testar sistemas locais ou fornecidos em nuvem empregando software e serviços de teste hospedados remotamente. É importante observar que, embora um serviço de cloud exija teste em si mesmo, os sistemas de teste como serviço podem verificar outros aplicativos em nuvem, websites e sistemas empresariais internos, e não requerem espaço para hardware ou software na corporação
  • Infraestrutura como serviço: Trata-se de data center como serviço ou a capacidade de acessar recursos de computação remotamente. Em essência, você aluga um servidor físico, que pode usar como lhe convier. Para fins práticos, ele é o seu data center ou, pelo menos, parte de um data center. A diferença desta abordagem em relação à computação em nuvem principal é que, em vez de usar uma interface e um serviço mensurado, você tem acesso à máquina inteira e ao software que está nesta máquina. É menos "empacotada" e mais do tipo hospedagem.

    terça-feira, 2 de março de 2010

    Empresa encerra contrato de outsourcing e economiza US$ 3,6 mi

    Fabricante de roupas Kellwood decidiu encerrar um acordo de 13 anos por conta de uma pressão para consolidar os processos corporativos.

    Por CIO/EUA
    01 de março de 2010 - 12h58

    Em geral, encerrar um contrato de muitos anos com um fornecedor de serviços terceirizados representa um risco para as corporações, tanto em relação à dificuldade que isso pode gerar como aos custos que resultam da ruptura do acordo. A fabricante norte-americana de roupas Kellwood, no entanto, fugiu à regra ao conseguir uma economia de 3,6 milhões de dólares – ou cerca de 17% dos gastos anuais de TI – com o fim de um acordo de outsourcing de 13 anos.

    O contrato, datado de 1996, já tinha sido renegociado duas vezes, em 2002 e 2008. O mais recente previa o pagamento de 105 milhões de dólares para que o fornecedor gerenciasse toda a infraestrutura de TI da companhia e fornecesse algumas soluções em offshore, com o intuito de gerar uma economia de 2 milhões de dólares no primeiro ano e outros 9 milhões anuais em seguida.

    A primeira pressão para que a empresa rompesse o contrato de terceirização partiu da área de operações da companhia. Em 2009, um ano depois da Kellwood ter sido adquirida pela Sun Capital Partners, a empresa deparou-se com uma série de dívidas e com a possibilidade de uma falência. A partir daí, o COO (Chief Operation Officer) estabeleceu que todas as áreas da companhia deveriam passar por um processo de consolidação. O que, para a área de TI representava um desafio, uma vez que o grupo convivia com nove diferentes sistemas, oriundos de uma série de aquisições de empresas.

    Quando o COO analisou o departamento de TI, a CIO da Kellwood, Linda Kinder, conta que ficou reticente com a proposta de transferir toda a infraestrutura que estava terceirizada para dentro da companhia, realizando o processo de insourcing. A grande preocupação de Linda era em relação à possibilidade de afetar a qualidade dos serviços prestados pela área de tecnologia e atrasar o cronograma de projetos.

    “Depois de 13 anos, o fornecedor de serviços terceirizados estava tão envolvido com o dia-a-dia de negócios da Kellwood que isso representava um risco para a companhia, o que em um momento difícil da economia, era uma preocupação”, afirma a CIO. No entanto, ela informa que sua equipe acreditava que a economia conseguida pelo outsourcing compensaria qualquer impacto negativo.

    Com o intuito de chegar a uma conclusão mais precisa, Linda contratou um consultor externo, que gastou seis semanas avaliando todos os serviços de TI – no sentido de avaliar como eles estavam em relação ao mercado, quais as oportunidades de consolidação e se a organização estava pronta para mudar. O profissional, em conjunto com a equipe da CIO, ficou outros dois meses analisando dois potenciais cenários: renegociar o contrato com o fornecedor de outsourcing para adequá-lo ao plano de consolidação da Kellwood ou trazer para dentro da organização o controle da infraestrutura.

    Uma das conclusões do estudo foi que enquanto o fornecedor poderia continuar a oferecer redução de custos no novo ambiente de TI, a possibilidade do insourcing não só simplificaria a administração dos serviços como forneceria muito mais flexibilidade do que a terceirização, o que também geraria economia, explica a CIO.

    “O insourcing apresenta uma flexibilidade excelente, bem como nos permite controlar o que e como a TI está entregando os serviços aos usuários, com a possibilidade de fazer mudanças quando necessário, sem que isso represente uma quebra de contrato”, conta Linda.

    O projeto foi implementado em quatro meses, de outubro de 2009 a janeiro deste ano. Nesse período, os principais membros da equipe de TI da Kellwood redesenharam a nova estrutura de tecnologia, a partir da padronização de processos, selecionando métricas de negócio e os níveis de serviço. Além disso, criaram uma estratégia de comunicação para fazer com que todas as pessoas envolvidas com o ambiente, inclusive as que trabalhavam no fornecedor terceirizado, se envolvesse no processo.

    A última e a mais importante peça do projeto foi fazer com que as pessoas entendessem como o novo modelo de TI as afetaria pessoalmente.

    Ao todo, 41 profissionais que atuavam no fornecedor de serviços terceirizados foram incorporados ao departamento de TI da Kellwood. Ao mesmo tempo, uma dúzia de cargos que existiam no modelo anterior foram eliminados, por conta dos novos requerimentos do modelo. A CIO ainda transferiu algumas das aplicações desenvolvidas e mantidas em offshore para um novo provedor, baseado nos Estados Unidos.

    sábado, 27 de fevereiro de 2010

    Como administrar questões legais de software

    Saiba da importância das conformidades legais dos softwares e quais são as medidas que devem ser tomadas para evitar problemas corporativos.

    Por IDG News Service
    26 de fevereiro de 2010 - 07h00

    Na era do código aberto e da terceirização em grande escala, a verificação da conformidade legal de software é tão importante quanto garantir a qualidade antes de começar a produção. Inúmeros processos judiciais destacam os riscos do negócio e os enormes custos quando a conformidade não é feita corretamente – custos decorrentes de processos judiciais, recalls, correções de problemas pós-lançamento e perda de oportunidades de marketing.

    O software é um elemento difundido em quase todos os produtos e processos, e com o tempo, as fontes foram multiplicadas. Elas incluem desenvolvimento interno, fornecedores de sub-sistemas e chips, contratos terceirizados, repositórios de código aberto e trabalhos anteriores de desenvolvedores. E, diferente de hardware, o software é facilmente acessado, replicado, copiado e reutilizado.

    Softwares de código aberto se tornaram importantes para o desenvolvimento, devido à larga disponibilidade de seu código-fonte, seu baixo custo e seu grande nível de estabilidade e segurança. O código-fonte aberto geralmente é grátis na superfície, mas não sem obrigações. Ele acompanha licenciamento e condições de copyright que são protegidas pela lei – algumas vezes com efeitos terríveis para usuários descuidados que não validam a origem de todos os componentes de seus produtos.

    Isso não significa que terceirização e softwares de código aberto devem ser evitados. A questão não é o uso do código aberto, mas a adoção não-gerenciada e a falta de cuidado com licenciamento e direitos autorais. É fundamental validar o IP de seus produtos e serviços e atingir as obrigações legais antes de empregá-los.

    Principais aspectos da conformidade legal
    :
    Garantir conformidade para obrigações legais implica em seguir três principais aspectos:
    • Definição de uma política corporativa (ou específica) de propriedade intelectual que precisa ser usada para todos os serviços e produtos associados.
    • Auditoria de software para determinar todas as implicações legais associadas à política de propriedade intelectual.
    • Correções necessárias – legais ou de desenvolvimento intensivo – para que todos os componentes de softwares fiquem de acordo com a política de propriedade intelectual.
    A política deve ser definida de acordo com ambos os objetivos de negócio da organização e dos processos de engenharia. O processo requer, portanto, o envolvimento de administradores de negócios e engenharias, além um conselho legal. A política deve ser clara e aplicável. Deve ser captada para distribuição e aplicação no desenvolvimento e qualidade de serviços de seguros.

    Sob a perspectiva de um comprador de software corporativo, todos os softwares escritos externamente devem passar por uma auditoria sobre a política de propriedade intelectual da empresa. Se o software já passou por isso do lado do fornecedor, então melhor ainda, mas é importante considerar a utilização do software em nível corporativo.
    Questões de propriedade intelectual afetam mais do que o conteúdo do software: elas interferem na utilização e as empresas devem estar cientes dos potenciais problemas de conformidade em toda a cadeia. Auditoria e detecção podem ser realizadas por ferramentas automatizadas ou por meio de auditoria manual.

    Qualquer “conserto” necessário para tornar o software legalmente aceitável pode ser complexo. Alguns componentes podem precisar de substituições completas devido a possíveis infrações. Isso pode sair caro, já que os novos componentes de softwares precisam ser encontrados e o software, em geral, terá de ser testado novamente.
    Em outros casos, talvez seja suficiente formalizar a assunção de obrigações requeridas por licenciamento ou direitos autorais e assegurar o acompanhamento. Em todos os casos, quanto mais cedo as questões legais forem resolvidas menores serão os gastos para as empresas caso ocorra algum problema.

    As obrigações legais vão além do processo de desenvolvimento e precisam ser tratadas com concepção. Os elementos críticos de uma gestão efetiva de software de IP em uma organização são:
    • Existência de uma política de IP para cada processo e um procedimento para disseminá-lo e aplicá-lo. As políticas corporativas de propriedade intelectual devem ser baseadas nos objetivos de negócios das empresas e devem ser claros e aplicáveis.
    • Processos e ferramentas para determinar as obrigações legais e administrar a propriedade intelectual do software criado e/ou adquirido na organização.
    • Software que Lista de Materiais (da sigla em inglês, BoM) que registra completamente os componentes do produto, sua proveniência e as obrigações de licenciamento que ele acarreta. Um BoM adequado é fundamental para determinar as obrigações legais de um software.
    • Seguro e suporte para consumidores preocupados com a qualidade e situação de IP do software oferecido.
    Esses elementos fornecem uma base para as obrigações legais necessárias para a utilização segura de um software. Integrar medidas conscientes para cumprimento das normas no processo de desenvolvimento, além de incorporar aspectos de administração efetiva de propriedade intelectual dos softwares na organização agora são questões essenciais para qualquer entidade preocupada com softwares.

    quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

    10 dicas para criar uma política de gestão de smartphones

    Consultoria Gartner avalia que companhias ainda não têm políticas claras sobre o uso de serviços de telecomunicações.

    Por Redação da Computerworld
    24 de fevereiro de 2010 - 17h59

    À medida que as companhias continuam aumentando seus gastos com telecomunicações e adotam cada vez mais dispositivos móveis sofisticados, a gestão dos custos de serviço e segurança está se tornado crítica. Ainda assim, os analistas da consultoria Gartner afirmam que muitas companhias ainda não têm as políticas de uso de dispositivos sem fio definidas.
    Para o vice-presidente de pesquisas do Gartner, Phil Redman, essas políticas são uma forma essencial de administrar serviços complexos. Segundo ele, até 2015, a gestão dos serviços móveis pode render uma economia de 10% a 35% dos custos de telecomunicações para as corporações.
    Até 2014, 80% das empresas listadas na Fortune 1000 terão migrado de planos e responsabilidades individuais para soluções corporativas no que diz respeito ao uso de serviços convergentes de voz e dados, segundo o Gartner.

    Redman explica que os serviços de telefonia móvel foram integrados a muitas companhias pelas portas de trás – empurrados por usuários individuais ou linhas de negócios. Ele diz que, comparando o serviço aos outros aspectos do setor de TI, muitas organizações simplesmente não possuem um processo de adoção, uso ou gestão de serviços móveis adequados.

    O Gartner recomenda que as políticas de uso de recursos de telecomunicações sejam criadas e administradas pela área de tecnologia da informação, já que o assunto abrange diversos aspectos, de TI ao financiamento (contratos), além de passar por várias linhas de negócios e tecnologias. Soluções do tipo influenciam a área de segurança, servidores e mensagens, desenvolvimento de aplicações, gerenciamento de ativos de hardware, redes, entre outras.

    A consultoria destaca que estabelecer política e requerimentos de uso de dispositivos móveis é fundamental para empresas de todos os portes e, embora cada corporação deverá criar sua estratégia, existem aspectos que toda política deve conter.

    - Elegibilidade: As empresas devem estabelecer rígidos aspectos de elegibilidade, definindo segmentos específicos de usuários que devem ter acesso e contar com esse benefício. Em geral, três aspectos podem ser considerados nesta decisão: cargo, função e aprovação do superior.

    - Aparelhos: Existem diversas questões ligadas ao dispositivo móvel que as organizações devem levar em conta, incluindo padronização e propriedade. No que diz respeito ao segundo aspecto, as empresas devem se preocupar em restringir o acesso a dados corporativos apenas por meio de dispositivos adquiridos pelas companhias. Sobre a questão da padronização, está cada vez mais difícil fazer uma opção por um tipo de aparelho, fabricante ou sistema operacional.

    - Gerenciamento: As empresas devem estabelecer quais tipos de aparelhos não são permitidos, devido a questões de segurança ou a custo. A empresa também deve ter um modelo que compare categorias de usuários ou suas funções e modelos de aparelhos suportados pela equipe de TI.

    - Controle de funcionários que deixam a empresa: As empresas precisam criar uma política para descontinuar serviços, quando funcionários deixarem a companhia. É preciso encerrar o subsídio oferecido pelo serviço móvel e recuperar o aparelho, se ele foi comprado pela corporação.

    - Regras de uso: Produtos e serviços de telefonia móvel devem ser usados apenas para propósitos de negócio. No caso de uso pessoal, essas despesas devem ser deduzidas do gasto total.

    - Segurança: As regras de segurança para smartphones devem ser similares às aplicadas a notebooks, incluindo autenticação de usuários e encriptação. A área de segurança da informação deve ter uma política que cubra aparelhos móveis. A perda ou o roubo de celulares corporativos deve ser imediatamente informada à operadora e ao departamento de segurança da companhia.

    - Suporte técnico: É preciso criar regras de suporte e help desk, seja o atendimento interno ou terceirizado. Procedimentos para suporte internacional ou fora do horário comercial devem ser claros.

    - Recebimento de contas: As contas de serviço podem ser enviadas diretamente a cada usuário, o que é um processo descentralizado, ou entregues para a empresa. A segunda opção é um processo centralizado e facilita a gestão e a normatização.

    - Limite máximo de gasto: Embora não seja uma exigência, é uma boa ideia fixar o valor máximo que cada segmento de usuário pode atingir com gastos. Qualquer funcionário que exceder o limite máximo mensal estabelecido deve responder pela despesa.

    - Declaração de responsabilidade: Qualquer política corporativa sobre o uso de smartphones deve incluir um termo de responsabilidade. Muitas empresas alertam que o telefone não deve ser usado quando isso puder causar algum dano ao funcionário (como ao volante, por exemplo), ou quando o uso for ilegal. As corporações também devem ficar atentas ao constante debate sobre efeitos que o uso do celular podem causar à saúde.

    sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

    TI em tempo de virtualização

    quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010, 16h45 - TI Inside


    A Tecnologia da Informação (TI) se tornou um grande desafio para as empresas que fazem uso da ferramenta como meio de otimizar os seus negócios, de atender melhor o seu cliente e até para acompanhar os padrões da sociedade. Desafios pautados na confiabilidade das informações, na compatibilidade de sistemas e até no tempo de vida útil dos hardwares. Quesitos que, caso não sejam seguidos à risca, podem se transformar em desalentos para os gestores de TI e empresários.

    Mas segurança não é a única preocupação dos profissionais da área. Outras recaem sobre os espaços disponíveis nos discos de dados ou servidores para armazenamento das informações. Se antes, ao necessitar de mais espaço para armazenar dados, era preciso se desfazer de todo equipamento já adquirido e praticamente recomeçar com novos hardwares, mais sofisticados, hoje vivemos em uma nova era: se há a carência de mais espaço, adicione mais um àquele já existente.

    Essa forma de administração de recursos com mais espaço para armazenar dados, ganhar tempo, minimizar e administrar melhor as verbas alocadas na área de Tecnologia, vem sendo conhecida hoje como “virtualização de armazenamento”. O termo compreende o espaço virtual, a somatória e a reorganização dos bytes de cada máquina ou servidores, o que resulta em um servidor de capacidade ilimitada.

    Durante um longo tempo, vivemos sob o manto de que só uma organização, com diversos servidores e softwares instalados, garantiam um melhor aproveitamento da área da tecnologia. Essa concepção, no entanto, tem sido cada dia mais colocada em desuso, dando espaço à virtualização.

    Estudos do Instituto Gartner apontaram para um crescimento de 20% na adoção deste tipo de plataforma, até o final de 2009, no Brasil. Por hora é mensurável que o aumento da demanda é o resultado da qualidade e das vantagens oferecidas, contudo, o que garantirá o sucesso de tal empreitada é a segurança adquirida.

    Não se trata apenas de aumentar o uso indiscriminado de tecnologia e sim de conhecer quais as aplicações e plataformas trarão mais confiabilidade e segurança às informações e quais são aquelas mais rentáveis às empresas. A dissociação desses dois pontos pode trazer consequências maléficas ao projeto.

    Fatores técnicos foram contornados, e a diversidade de sistemas operacionais, que podem causar tormentos aos gestores de tecnologia, são amplamente aceitáveis com a virtualização. Já existe a possibilidade da integração e harmonia dentre os variados sistemas, como por exemplo, o Linux ou o Windows em todas as suas versões, tornando o ambiente mais coeso.

    Qual será o próximo desafio dos investidores em tecnologia? Buscar hardwares e softwares que necessitam de trocas constantes, devido à evolução da tecnologia, permanecer padronizado e onerar custos ou, simplesmente, entrar no mundo virtual?

    *Hunter Hagewood é diretor de negócios da Nevoa Networks

    Web 2.0 é o maior risco de segurança para negócios, diz pesquisa

    Estudo da empresa de segurança Webroot mostra que quatro em cada cinco profissionais de TI acreditam que malwares baseados em Web 2.0 serão maior ameaça em 2010.

    Por IDG News Service
    18 de fevereiro de 2010 - 15h02

    Quatro em cada cinco profissionais de Tecnologia da Informação (TI) acreditam que malwares baseados na Web 2.0 serão o maior risco de segurança em 2010, segundo o Webroot.

    A pesquisa realizada pela companhia de segurança também mostra que 73% dos profissionais acreditam que é mais difícil lidar com esses riscos do que com outros baseados em mensagens de e-mail.

    Além disso, 23% deles afirmaram que as suas companhias estavam vulneráveis a ataques baseados na web 2.0, incluindo redes sociais como o Facebook e o Twitter, enquanto 25% disseram que estão expostos a hackers que se aproveitam de falhas nos sistemas operacionais da Microsoft. Outros 24% apontaram falhas de navegadores como um risco de segurança.

    A Webroot informa que 25% das companhias foram comprometidas por funcionários que acessaram redes sociais por meio de computadores corporativos, enquanto 23% delas tiveram problemas de segurança por downloads de mídia e 23% culparam contas de e-mail pessoais.

    Quase dois terços dos entrevistados disseram que suas empresas já foram atacadas por vírus, enquanto 57% deles afirmaram que a companhia já foi vítima de spyware e 32% viram um ataque de injeção SQL no website corporativo.

    “Negócios de todos os tamanhos estão acordando para a realidade dos riscos em novas regiões da web, como os sites web 2.0”, alerta o chefe de tecnologias da Webroot, Gerhard Eschelbeck.

    Em relação a políticas de uso de internet, 88% das companhias afirmaram contar com uma. Delas, 95% tiveram de reforçam essa política. Mais da metade das empresas (56%) também disseram proibir o uso de redes sociais durante o trabalho.

    Eschelbeck recomenda às companhias que acompanhem os riscos de segurança por meio de um serviço que para automaticamente qualquer ameaça baseada na web, filtra o tráfego de internet e reforça as políticas de uso da web.

    Tráfego de dados é "iceberg de tamanho desconhecido", diz NSN

    segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010, 9h54 - TI Inside

    A Nokia Siemens Networks perdeu 16% das receitas em 2009. Foi muito, mas em linha com o que perderam seus concorrentes europeus e mesmo com a queda dos fornecedores chineses, desconsiderado o mercado da China. Sem citar o nome dos concorrentes, mas deixando claro de quem falava, o presidente da NSN, Rajeev Suri, comparou: a Huawei cresceu 5% em 2009 se contada a China, mas se contar apenas o resto do mundo, caiu 16%. A Ericsson caiu 19% e a Alcatel Lucent, 21%. "Além disso, com os ajustes feitos em 2009, conseguimos um ponto de break-even mais baixo e estamos mais competitivos", disse.

    Mas essa não foi a única mensagem que a empresa procurou passar em Barcelona aos analistas financeiros e jornalistas durante o Mobile World Congress. A Nokia Siemens Networks procurou também desenhar os próximos passos para o que considera ser a grande redenção do mercado de infraestrutura: o crescimento do mercado de smart devices, onde se inclui a conexão de máquinas e dispositivos além dos smartphones. Para a Nokia Siemens Networks, essa realidade levará as operadoras a adaptarem suas redes para plataformas totalmente IP, forçando um novo ciclo de crescimento da indústria. O exemplo que a NSN gosta de citar é o contrato recém firmado com a operafora francesa Free, não pelo tamanho do negócio, mas pelo escopo de uma rede 4G construída do zero toda sobre uma base IP. A oferta de serviços e serviços gerenciados também são importantes para a NSN, e nesse sentido o recém fechado acordo com a Nextel na América Latina, incluindo o Brasil, foi destacado pela empresa. Segundo Suri, dos dez maiores clientes da NSN, cinco hoje contratam os serviços da empresa, além dos equipamentos. O desafio agora é o aumento do tráfego de dados, diz.

    Só o começo

    "Smartphones são apenas o começo de um problema maior", disse Suri. "Com os smart devices, o que envolve os tablets e os sistemas M2M, o tráfego de dados nas redes vai explodir. As redes não terão capacidade de adicionar capacidade sobre capacidade pelos custos atuais. Simplesmente não vai funcionar.

    Os custos de roaming atuais são um outro problema", disse o presidente da NSN. O iceberg está vindo e não se sabe o quanto dele está para baixo da água. Nós estimamos que em 2015 o tráfego de voz terá crescido 50%, o tráfego de dados em laptops crescerá 1000% e o tráfego de dados em smart devices terá crescido 10.00%. Somando laptops e smart devices, serão 23 exabytes por ano de tráfego", diz.

    Para a Nokia Siemens, o problema dos operadores é que o crescimento das receitas com dados não segue a mesma proporção. "As receitas crescem três ou quatro vezes no mesmo período".

    Uma das apostas da NSN é em plataformas que permitam diminuir o tráfego que não gera receita. Por exemplo, a sinalização entre dispositivos e a rede. Uma forma de fazer isso é com plataformas de sinalização e configuração remota de dispositivos mais eficientes. Outra aposta da empresa é na oferta de backhaul de alta capacidade por microondas.