sexta-feira, 17 de julho de 2009
Governo promete levar banda larga para mais 15 mil escolas neste ano
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse na quarta-feira, 15, que o governo federal quer ampliar o programa de inclusão digital nos municípios brasileiros. Segundo ele, uma das prioridades é o programa Banda Larga nas Escolas e o governo, que já conectou cerca de 30 mil escolas urbanas até agora, pretende chegar a mais de 45 mil até o fim do ano. A meta é levar conexão em banda larga para mais 15 mil escolas urbanas.
O ministro ressaltou também a necessidade de ampliar a inclusão digital, reforçando a implantação de mais telecentros comunitários nas cidades espalhadas pelo território nacional. Hélio Costa lembrou que o governo federal já entregou 66 mil computadores, que integram cerca de 6 mil telecentros comunitários nos municípios do interior brasileiro.
Segundo ele, até o fim de 2010, todas as 56.720 escolas públicas urbanas do Brasil serão conectadas, beneficiando cerca de 37 milhões de estudantes, o que representa 84% dos alunos de ensino básico no Brasil.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Quanto você quer pagar por sua licença de software?
Por Andrea Giardino, do Computerworld
O aumento do leque de opções na compra de software – que ganhou um componente extra com o conceito de computação em nuvem - tem criado um verdadeiro teste de múltipla escolha para os líderes de TI: decidir qual o melhor formato de licenciamento entre os inúmeros disponíveis no mercado brasileiro. A vantagem é que, neste caso, eles podem escolher mais de uma opção.
Para se ter ideia, há nove modelos oferecidos hoje pelos fornecedores. “Diversidade que levará os diretores de TI a manter diferentes tipos de contratos para atender às suas necessidades específicas”, afirma o sócio da TGT Consulting, Pedro Bicudo. Apesar dessa multiplicidade, hoje os modelos mais adotados pelas empresas são: proprietário, aluguel e o software como serviço (da sigla em inglês, SaaS).
Embora a diversidade no portfólio de ofertas seja extremamente saudável para a dinâmica do mercado, por outro lado, causa uma enorme dor-de-cabeça para os CIOs em administrar não só os múltiplos fornecedores como os vários modelos de contrato. “Há tantos tipos de licença que em nosso departamento jurídico existe um advogado que está virando quase um especialista em contratos de software”, afirma o diretor de tecnologia do grupo Martins, Flávio Lucio Borges Martins. A empresa é um dos principais distribuidores atacadistas do País.
Mas os problemas não param por aí. Martins reclama dos absurdos que têm encontrado nas formas de cobrança. O executivo lembra uma situação vivida por sua empresa por quase um ano. Um de seus inúmeros fornecedores o procurou com a alegação de que precisava fazer um ajuste na mensalidade dos serviços de manutenção: o valor de cinco mil reais passaria a 50 mil reais.
Após meses de discussões bastante tensas, ambas as partes chegaram a um acordo no final de 2008. Desgastes que o CIO considera extremamente desnecessários. Além da perda de tempo, ele afirma que a relação de confiança com o fornecedor fica ameaçada. “Se não estamos atentos às negociações, imagina o que acontece”, diz.
Para o gerente de tecnologia da mineradora AngloGold Ashanti, Pedro Augusto de Oliveira, o maior problema é gerenciar a infinidade de contratos. O executivo conta que os fabricantes só se preocupam em fechar negócios e muitas vezes esquecem de dar apoio na hora da renovação. Há algum tempo, Oliveira só foi descobrir que um contrato tinha vencido quando precisou acionar o suporte.
Os questionamentos do gerente de TI da AngloGold revelam um cenário crítico em toda a cadeia que envolve o processo de aquisição de licenças, e parece estar longe de chegar a uma solução. Com 30 anos na área de informática, a maior perda que considera hoje para os profissionais de TI é se afastar da sua função inicial. “Considero lastimável nos tornarmos cada vez mais financistas e administradores”, afirma Oliveira.
Tarefa difícil? O gerente de infraestrutura em TI de um grande banco, Jayro Caner de Souza, concorda, mas reconhece que essa multiplicidade de contratos é necessária. “Não dá para ficar na mão de um único fabricante. Cada aplicação exige soluções de fornecedores diferentes, os quais mantêm tipos de contratos diferentes”, afirma. Na empresa em que atua, há três tipos de licença – proprietária, aluguel e SaaS. “Software como serviço funciona bem para aplicações de e-mail corporativo, mas em sistemas de missão crítica ainda é preciso algumas evoluções”, diz.
A sócia da área de propriedade intelectual e de tecnologia da informação do escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, Maria Cristina Machado Cortez, revela que há muitos processos de empresas que se sentem lesadas pela forma de precificação das licenças. Ela ressalta a dificuldade de entender o modelo que cobra em partes distintas os valores de aquisição de uma licença e dos serviços de manutenção, implantação e atualização de novas versões (mesmo quando o contrato une todos esses itens em pacote só).
Em geral, Maria Cristina afirma que os casos são levados para arbitragem: a resolução de conflitos deixa de ir para o judiciário – onde o processo é demorado e pode levar anos - e passa para a esfera extrajudicial, onde um árbitro vai decidir pelas partes.
Preferência
Talvez por conta dos desafios, a maioria das empresas usuárias continua optando pelo tradicional modelo de software proprietário – que inclui a compra da licença e os serviços de manutenção. Neste caso, a companhia adquire a versão do produto, transformando-a em um ativo para o “resto da vida”. O valor da licença é pago de uma vez só no momento da aquisição e as correções, atualizações do programa e manutenção têm custo anual.
Em segundo lugar vem o formato de aluguel. A empresa paga apenas pelo uso da ferramenta e não tem a sua “posse”. O valor cobrado é fixo e mensal, como acontece no aluguel de um imóvel, e é estendido por períodos determinados, de acordo com as bases do contrato. Esse modelo divide com o de licença perpétua a demanda das companhias.
Por último, aparece o mais novo modelo de licenciamento, que vem ganhando terreno e aos poucos atrai o interesse das empresas como alternativa ao velho software proprietário: o software como serviço. Recente pesquisa da consultoria Gartner aponta que já em 2012, pelo menos um terço das aplicações de negócios serão contratadas no modelo, no lugar das licenças de software tradicionais.
“É uma questão de tempo”, prevê Bicudo, da TGT Consulting. Para ele, a maior vantagem do modelo “sob demanda” é a possibilidade de se pagar pelo acesso de um uma pessoa a um determinado serviço. Um exemplo. Se a empresa tem 20 usuários e esse número dobra, ela vai pagar exclusivamente por esses 40. Diferente do aluguel, que exige um pagamento fixo mensal.
Menu de ofertas
Para o diretor de vendas técnicas da área de governança da CA (que oferece os três modelos), Francisco Dal Fabro, o formato de software como serviço é interessante por sua flexibilidade. Mas o executivo acredita ser necessária ainda uma evolução no formato que existe atualmente.
Ele ressalta que nem todos os produtos se encaixam nesse modelo e faltam passos para se chegar ao que seria ideal. A cobrança no modelo de software como serviço da CA é feita em 12, 24 e 36 meses. Se em um ano acontece algum tipo de redução, a fabricante consegue renegociar o contrato. Vale ressaltar que para aderir ao modelo, a empresa exige um número mínimo de usuários.
No CA Clarity Project & Portfolio Manager (CA Clarity PPM), por exemplo, o modelo é viável a partir de 100 usuários. A administração do data center onde o software está instalado fica a cargo do fornecedor, bem como a infraestrutura de TI. Além do Clarity PPM, a CA oferece software como serviço em três soluções: gerenciamento de portfólio; financiamento de riscos, conformidades e governança; e processos de backup e armazenamento.
Mesmo sendo a bola da vez, o SaaS ainda permanece na lanterninha de preferência dos clientes da fornecedora. Dal Fabro afirma que o formato tradicional lidera a demanda, com a compra do direito de uso permanente e o pagamento de manutenção, suporte e novos releases.
A Citrix possui dois modelos de cobrança, baseados no formato de licença perpétua. Para a linha de virtualização de servidores (data center), adota o pagamento por licença de servidor físico, independente de processador ou core. Já para a linha de virtualização de aplicativos e desktops, o licenciamento é por usuários concorrentes - número de usuários simultâneos acessando o sistema.
A diretora de vendas e canais da companhia, Érika Ferrara, diz que a vantagem deste modelo é que só se paga pelo número real de usuários que acessam o sistema ao mesmo tempo. Em ambos os casos, o cliente paga a licença de uma única vez, na aquisição. A partir daí, anualmente há o valor correspondente à manutenção e direito à atualização (lançamentos e novidades).
Software como serviço
Seguindo o movimento das empresas em contratar mais serviços, a Citrix entrou no mercado de SaaS, mas “vendendo” licenças para a compra de desktop como serviço, por exemplo, a provedores de acesso e data centers. De acordo com Érika, a fornecedora não atende ao cliente neste modelo. As soluções fazem parte da família Citrix On line.
A SAP, por enquanto, não se rendeu ao SaaS. Mantém os conhecidos modelos de software proprietário e de aluguel. O formato tradicional é o mais adotado por usuários do sistema de gestão, que preferem deter em seu poder as licenças. O valor da solução pode ser desembolsado em um período de três a seis meses e os gastos com manutenção, correções e atualizações são pagos anualmente.
O modelo de aluguel, por sua vez, é aplicado em soluções específicas, a exemplo do CRM (da sigla em inglês, sistema de gestão de relacionamento com clientes). Silmar El-Beck diretor comercial da SAP, destaca que a TI “contrata” o número de licenças de acordo com a quantidade de pessoas que irão usar o CRM e por um determinado período (um ou dois anos).
Outro tipo de licença também é oferecido quando o cliente quer um contrato sob demanda. “Se ele não tem ou não quer manter a estrutura dentro de casa, oferecemos a possibilidade de acesso a aplicação armazenada fora de casa”, afirma El-Beck. A SAP aciona, sob o formato de terceirização, parceiros homologados como HP, IBM e T-Systems, entre outros, que empacotarão tudo e cobrarão mês a mês, de forma facilitada.
Quem vem levantando a bandeira do SaaS e promete quebrar paradigmas é o Google. Suas soluções para o mercado corporativo baseiam-se no formato de aplicações hospedadas em nuvem (cloud computing), com foco em serviços e cobrança anual, por usuário.
De acordo com o diretor do Google Enterprise Brasil, José Nilo, são oferecidas quatro linhas de produtos. A principal delas é o Google Apps, que oferece recursos de e-mail, agenda, calendário, mensagem instantânea (Google Talk), vídeo (que funciona como um YouTube corporativo), ferramenta de documentos (planilha e apresentação), ferramenta para edição de site, antispam e antivírus. Neste modelo, o valor anual pago por usuário gira entre 75 dólares e 80 dólares, incluindo suporte 24 x 7 em português e novas versões.
A Microsoft também está abrindo um cardápio para clientes que querem seus aplicativos rodando na nuvem (softwares antispam e filtro de e-mail, por exemplo). O gerente geral da divisão de produtividade e colaboração da companhia, Eduardo Campos, explica que, ao contrário do que se possa imaginar, o cliente não precisa abandonar o formato de contrato que já possui (seja ele de aluguel ou licença perpétua) para migrar para o modelo de software como serviço.
O maior volume de negócios continua com o tradicional modelo de software proprietário, mas Campos observa que nos últimos anos houve um aumento de clientes que avaliam o modelo de assinatura (aluguel). “Entretanto, quando necessitam de uma atualização mais frequente de softwares, acabam optando pelo formato de licença perpétua e serviços de manutenção”, afirma.
Na mesma linha, a IBM também investe suas fichas na multiplicidade de ofertas. E o SaaS aparece como um grande aliado para o mercado de software de colaboração voltado pra escritórios, com ferramentas de comunicação e e-mail. Em nuvem, a Big Blue possui parceria com a Datasul, empresa do grupo Totvs, onde a fabricante entra com a infraestrutura de data center e a fornecedora com o software.
O pacote é oferecido ao usuário, incluindo manutenção, com uma mensalidade fixa por métrica de negócios. Segundo David Dias, gerente de alianças para a América Latina da companhia, no modelo sob demanda o cliente só paga pela quantidade de usuários. “Se houver uma redução, o valor cai também”, diz. Duas outras parcerias foram formadas – uma com a Comprova e outra com a Elucid – para os serviços de e-mail com autenticação.
Forrester: 5 dicas para negociar com fornecedores de TI
Por Thomas Wailgum, CIO/EUA
Adquirir um sistema, seja ele ERP (de gestão corporativa), CRM (de gestão do relacionamento com os clientes), BI (inteligência de negócios) é mais uma atividade no escopo das obrigações da área de Tecnologia da Informação. “Mas dentre todas as aquisições realizadas pelas companhias, a operação de compra de soluções tecnológicas representa a que traz mais dificuldades às empresas”, diz Ray Wang, vice-presidente e diretor de análise da Forrester Research.
Mesmo colocando de lado o estresse gerado pela negociação com fornecedores, a complexidade das novas ofertas (como SaaS - software como serviço - e virtualização, por exemplo), somada às mudanças constantes no mercado de fornecimento de tecnologia da informação, torna a aquisição ainda mais difícil. E é nisso que a empresa de pesquisas se baseou para elaborar a segunda versão de relatório que indica as melhores práticas de negociação entre as empresas envolvidas.
“Antes de assinar um contrato, os gestores devem negociar cinco quesitos com seus fornecedores”, comenta Wang, que complementa: “São eles: seleção, implementação, utilização, manutenção e migração para novas versões”. Segundo o especialista, CIOs e outros profissionais ligados à tecnologia e negócios devem incorporar essas etapas aos relacionamentos com fornecedores e estratégias de contratação.
Seguem os cinco pré-requisitos que as companhias devem exigir antes de efetuar uma aquisição de software:
Seleção: suporte de operação e para novas versões do software;
Implementação: fornecedores devem provar que executivos confiáveis estão por trás do negócio;
Utilização: permissão para que os clientes compartilhem uns com os outros as modificações que realizaram na solução;
Manutenção: exigência de que fornecedores busquem melhores opções de suporte pata a companhia;
Migração: possibilidade de evolução para outras versões do mesmo software sem custo ou estresse.
Por que tudo isso é importante? De acordo com Wang, agora é a hora de as empresas buscarem a reestruturação de suas operações para resolver problemas gerados no passado e ganhar fôlego para crescer. “A maneira como elas se relacionam com os fornecedores é determinante para o sucesso dessa fase de mudanças nas companhias”.
Capacity manager é carreira em alta na área de TI
Por Juan Carlos Perez, CIO/EUA
Garantir que a companhia esteja com os recursos de TI alocados de forma adequada para suportar o negócio. Este é um dos aspectos que tem levado muitos CIOs a recrutar um novo perfil de profissionais para sua equipe de tecnologia da informação (TI): o capacity manager (gestor de capacidade, em português).
O trabalho desse profissional resume-sem em determinar se a infraestrutura tecnológica está sendo utilizada de forma otimizada, se não, que tipo de mudanças deveriam ser feitas para adequá-la. “É um trabalho único na área de TI. O capacity manager faz o monitoramento, análise e projeções para saber se a organização tem a capacidade tecnológica adequada para atingir os objetivos de negócio”, detalha Dave Van De Voort, diretor da Mercer, consultoria de recursos humanos.
“Se você não tem uma capacidade de gerenciamento, pode fazer menos investimentos em TI do que deveria", explica. "O que afeta a operação, ou, por outro lado, corre o risco de ter um excesso de capacidade e gastar mais do que precisaria com sistemas”, detalha Voort.
Na mesma linha, John Estes, vice-presidente da divisão de tecnologia da Robert Half – empresa de recrutamento de executivos –, aponta que esse controle efetivo das capacidades de TI é essencial. Para justificar sua visão, Estes afirma que ao ajustar os recursos da área de tecnologia às reais necessidades da organização o CIO consegue ser mais eficiente com os recursos que já tem.
Para o vice-presidente da Robert Half, o aumento da demanda por virtualização, a tendência de cloud computing e a pressão para que os CIOs tragam mais retorno sobre os investimentos da área de TI tendem a fazer com que o cargo de capacity manager ganhe força nos próximos anos.
Quanto ao conhecimento necessário exigido de um capacity manager, é preciso apresentar um profundo conhecimento técnico, principalmente em relação à infraestrutura de TI. É aconselhável, também, que seja alguém bom para lidar com orçamentos e análises estatísticas. Em geral, os consultores de recursos humanos apontam que o ideal seria que o CIO contratasse alguém com, pelo menos, seis anos de experiência.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Empresa lança solução de tomada de crédito via celular
A BSA desenvolveu uma solução de suporte à operação de tomada de crédito. Batizada de "CredForce", ela funciona via web e é cobrada como um serviço. A CredForce auxilia em todo o processo de realização de um empréstimo, desde a checagem de dados do cliente, até o envio da proposta ao banco parceiro, passando pela simulação da operação e a digitalização dos documentos. Mas a grande vantagem é o acesso ao serviço via celular, o que permite aos promotores que oferecem empréstimos nas ruas das grandes cidades adiantar boa parte dos procedimentos. "Antigamente, o promotor que trabalha na rua precisaria levar o cliente até o escritório para preencher a proposta de empréstimo. Com o celular ele pode adiantar algumas operações básicas, como verificar se o CPF está correto ou se há algum problema no Serasa", descreve o vice-presidente de marketing da BSA, João Paulo Azevedo.
Através do celular, também é possível para os promotores fazer a simulação do empréstimo e depois acompanhar o status da proposta. Tudo é feito via browser do telefone móvel, acessando uma página do serviço na web feita especialmente para celulares. Cerca de dez modelos diferentes de smartphones, todos com teclado Qwerty, já foram testados e homologados para utilizar a solução.
Google anuncia sistema operacional para PCs
O Google segue com sua estratégia de expansão dos negócios para outras áreas além da internet. A mais recente novidade da empresa foi anunciada nesta quarta-feira, 8, e diz respeito ao desenvolvimento de um sistema operacional de código aberto, denominado Google Chrome OS, que será destinado a PCs.
"Estamos anunciando um novo projeto que é uma extensão natural do Google Chrome - o Google Chrome Operating System. É a nossa tentativa de repensar o que os sistemas operacionais devem ser", escreveu o vice-presidente de produtos do Google, Sundar Pichai em um post no blog oficial da empresa.
De acordo com o executivo, inicialmente o sistema operacional irá rodar em netbooks. A meta é abrir o código-fonte do Chrome OS ainda neste ano e, segundo o Google, os netbooks com o sistema devem chegar ao mercado no segundo semestre de 2010.
"Já estamos conversando com parceiros sobre o projeto", adiantou Pichai. Com isso, a Microsoft ganha uma concorrente de peso no mercado de sistemas operacionais, principalmente no segmento de netbooks, no qual tem forte presença com uma versão light do Windows XP.
Apesar de inicialmente o Google Chrome OS será destinado a netbooks, o executivo frisou que o sistema operacional está sendo criado para pessoas que gastam a maior parte do seu tempo na web, e que portanto está sendo concebido para poder rodar em todos os computadores, o que inclui também grandes desktops.
O Google reconhece, no entanto, que existem algumas áreas nas quais pode haver um sobreposição entre o Google Chrome OS e o Android, sistema operacional voltado para smartphones.
60% dos projetos que trazem mudanças fracassam, diz IBM
Por Redação do COMPUTERWORLD
06 de julho de 2009 - 14h57
Segundo estudo global realizado pela IBM, 60% dos projetos que visam promover mudanças organizacionais nas empresas fracassam. A pesquisa foi realizada no final do ano passada com mais de 1,5 mil executivos em 15 países, incluindo o Brasil.
Os maiores obstáculos para o sucesso desse tipo de empreitada são a cultura corporativa e a resistência dos funcionários, conclui o estudo. Para 60% dos entrevistados, mudar a forma de pensar e a atitude das pessoas é muito difícil e 49% dos pesquisados dizem que os colaboradores, geralmente, têm dificuldade em se adaptar às transformações e temem encarar os desafios.
Mas, se a maioria dos CEOs considera que suas empresas estão falhando na tarefa de executar mudanças, muitos executivos estão aprendendo como contornar as dificuldades e melhorar os resultados. Em média, de acordo com a pesquisa, 41% dos projetos foram considerados satisfatórios pelos entrevistados em relação aos prazos, orçamento e qualidade. Os outros 59% falharam em todos ou, pelo menos, um dos objetivos.
O percentual de CEOs que esperam mudanças substanciais em suas organizações pulou de 65% em 2006 para 83% no ano passado. Entretanto, a satisfação com as transformações obtidas subiu bem menos, de 57% para 61% no mesmo período, levando o chamado “change gap” — diferença entre a mudança esperada e a sensação de ser capaz de gerenciá-la — triplicar em cerca de dois anos.
Segundo a IBM, a principal conclusão do estudo é que o sucesso dos projetos depende mais das pessoas do que da tecnologia. A empresa, em função disso, identificou quatro fatores comuns para distinguir os maiores desafios em projetos de transformação:
1- Percepções reais, ações reais – companhias que estão cientes dos desafios têm o dobro da percentagem de projetos bem-sucedidos e 27% menos projetos problemáticos ou fracassados.
2- Métodos sólidos, benefícios sólidos – aqueles que sempre seguem procedimentos específicos e formais têm uma taxa de sucesso nos projetos de 52%, comparado aos 36% de taxa de sucesso daqueles que improvisaram de acordo com a situação.
3- Melhores Habilidades, Melhores Mudanças – o envolvimento e a comunicação de mão dupla são duas poderosas ferramentas: 72% dos líderes acreditam que o envolvimento do funcionário é crucial e 70% acreditam que uma comunicação honesta e no momento certo é importante.
4- Investimento Certo, Impacto Certo – as empresas com melhores resultados na implementação da mudança investiram no aumento de noção da complexidade do projeto, gastando mais em criar habilidades de mudança e desenvolvendo suas ferramentas, métodos e capacidades de longo prazo.