quinta-feira, 9 de julho de 2009
Quais são as 10 razões que levam SOA ao fracasso?
Por CIO, EUA
30 de julho de 2008 - 07h00
Diversos artigos apontam que um grande número de iniciativas SOA fracassa. No início de julho, na conferência anual Catalyst promovida pelo Burton Group, a vice-presidente e diretora de pesquisa da companhia, Anne Thomas Manes, disse que a maioria dos fracassos de SOA é mais uma questão cultural e de pessoas do que de tecnologia.
Concordo. Mas por que, exatamente, as pessoas fazem SOA fracassar? Há muitas razões para isso.
1. Valor de SOA para o negócio não é explicado
Um dos erros mais comuns dos profissionais de TI é abordar SOA apenas como tecnologia. Eles gastam muito tempo com arquitetura, governança e avaliações de fornecedores (o que é bom), mas se esquecem que SOA precisa resolver problemas do negócio.
Recomendação: Comece com problemas de negócio reais. É por isso que a aplicação “killer” para SOA é gerenciamento de processos de negócio (business process management - BPM). Aprimorando e automatizando processos de negócio, BPM resolve vários problemas do negócio. Provê visibilidade da performance operacional, aumenta a agilidade ao permitir que as empresas mudem seus processos dinamicamente sem envolvimento de TI, elimina desperdícios – e, conseqüentemente, reduz custos – e muito mais.
2. Subestimam a resistência contra as mudanças
A resistência contra as mudanças pode matar um projeto. Como SOA produz mudanças gigantescas em uma organização, o resultado é óbvio. As pessoas precisam entender o que têm a ganhar e por que a mudança é boa para elas e para a empresa. Cada nível tem preocupações que precisam ser abordadas e resolvidas individualmente.
Recomendação: Elabore um plano de gerenciamento de mudança organizacional (organizational change management -- OCM). Eu iria um pouco além e contrataria um especialista em OCM externo para ajudar a equipe de liderança da iniciativa SOA a lidar com a mudança.
3. Não possuem patrocínio executivo
Sem um forte patrocínio executivo, é altamente improvável que uma iniciativa SOA aconteça. SOA é uma grande empreitada que abrange múltiplos departamentos e sistemas. Você precisa de um executivo forte, com poder e tempo para manter a iniciativa em andamento e superar obstáculos ao longo do caminho.
Recomendação: Se a implementação SOA está alinhada com os principais motores do negócio, o patrocinador executivo deve ser um profissional de alto nível da área de negócio que se beneficia substancialmente da implementação. O negócio deve nortear o road map de SOA.
4. Tentam implementar ‘mini SOA’
SOA não é algo que você compra, é algo que você faz. Algumas empresas tentam fazer SOA com orçamento limitados, sem o middleware, governança, treinamento, consultoria, infra-estrutura e segurança.
Gerenciar SOA em um ambiente de produção é desafiador por causa de sua natureza distribuída e frouxamente acoplada. Economizar em ferramentas de gerenciamento do ciclo de vida ou em resolução de problemas não é boa idéia, assim como eliminar consultores.
Recomendação: Trace um mapa com os benefícios de longo prazo que SOA proporcionará à empresa. Mostre o retorno sobre o investimento. Se você elaborar um caso de negócio suficientemente bom, haverá dinheiro bastante para financiar a iniciativa. Além disso, estão disponíveis ótimos produtos open source que reduzem enormemente os custos gerais de uma implementação SOA.
5. Não têm as pessoas necessárias para SOA
Você precisa de arquitetos de SOA, modeladores de processos de negócio, administradores das ferramentas, arquitetos de dados e muitas outras habilidades. Estas funções não são baratas. Tentar implementar SOA sem qualquer experiência em SOA é um grande erro. O negócio precisa de treinamento em melhoria de processos e, possivelmente, até nas próprias ferramentas BPM.
Recomendação: Elabore um plano abrangente para treinamento e inclua a previsão no orçamento inicial. Tente reduzir o número de vezes que você precisa pedir dinheiro e obtenha o máximo que puder no início. Do contrário, a gerência pode ver a iniciativa SOA como um ralo interminável de capital.
6. Fraca gerência de projetos
No fim das contas, tudo ainda se resume à capacidade da empresa de gerenciar projetos. Os gerentes de projeto têm que gerenciar o escopo, mitigar riscos, manter as pessoas dentro do cronograma planejado e prover a comunicação apropriada em todos os níveis. Se sua organização luta para viabilizar projetos normais, suas chances de êxito com SOA serão duas vezes desafiadoras.
Recomendação: Coloque seus melhores recursos de gerenciamento neste projeto. Ou saia e arranje um ou dois especialistas. Esta pessoa precisa ser técnica o suficiente para entender SOA em um nível conceitual.
7. Pensam em SOA como um projeto
Muitas empresas ingênuas acham que SOA é apenas um projeto. SOA é uma arquitetura de software e só alcança os benefícios quando a empresa adere aos fundamentos da orientação a serviço. SOA exige especialização. Um serviço de negócio é resultado dos esforços de um arquiteto SOA, um desenvolvedor, um arquiteto de dados e um especialista em segurança. Foi-se o tempo em que uma pessoa fazia tudo sozinha.
Recomendação: A estrutura padrão de equipe de TI não é eficaz para SOA. Pense de uma maneira não convencional. Derrube os cubículos e crie um espaço aberto para possibilitar que estes especialistas trabalhem bem próximos. Também ajudar ter pessoal de negócio e testadores neste mesmo local. Elimine ao máximo as reuniões e escolha técnicas mais colaborativas.
8. Subestimam a complexidade de SOA.
Conceitualmente, SOA é apenas a próxima evolução da TI. Não é um conceito difícil de entender, mas difícil de implementar. A beleza de SOA e de BPM está na simplicidade que proporcionam para os usuários finais ao integrar diversos sistemas back end de forma a aparecerem para estes usuários como um aplicativo composto. O lado negativo é aumentar muito a complexidade de criar e gerenciar software. Muitos desenvolvedores terão que se esforçar bastante para fazer a transição. SOA demanda aderência a padrões e melhores práticas (governança) e segurança.
Recomendação: Não importa quão conservador você seja, prepare-se para enfrentar vários obstáculos técnicos. Implemente na hora oportuna, pensando nos problemas de integração causados por código ou pelas próprias ferramentas. Os produtos dos fornecedores estão muito longe de serem amadurecidos e haverá problemas. Estabeleça expectativas realistas e não tente fazer coisas demais cedo demais. Comece pequeno, forneça valor com freqüência e capitalize isso.
9. Não conseguem aderir a governança SOA
Governança é um palavrão para muita gente. Chame de gerenciamento SOA e talvez as pessoas não tremam tanto.
De todo modo, para obter os benefícios de SOA (reutilização, flexibilidade, agilidade), a equipe precisa aderir às diretrizes arquiteturais que a empresa adota. É o que se chama governança “design time”. Sem ela, provavelmente você terá apenas um punhado de Web services. Em algum momento, o esforço de desenvolvimento passará de criar serviços para consumir serviços.
Há também a governança “run time”. Você gerencia pró-ativamente a “saúde” do seu ambiente de produção SOA e a governança run time permite ver quais serviços estão sendo consumidos, aplicar políticas e SLAs, diagnosticar, analisar a performance e gerenciar todos os ativos.
Recomendação: Trate a governança como parte integral de SOA. Deve haver uma equipe dedicada com seu próprio road map e visão de longo prazo. Governança é uma jornada, levará vários anos para atingir um alto nível de maturidade. À medida que a governança amadurece, o mesmo acontece com a implementação SOA. Invista em ferramentas de gerenciamento de serviços, registro e repositório.
10. Deixam os fornecedores direcionar a arquitetura
Apoiar-se demais em um fornecedor pode ser desastroso. A meta dos fornecedores é vender-lhe o máximo de produtos possível. Mas você tem a meta de implementar SOA com êxito e fornecer à sua empresa o máximo de benefícios com o mínimo de custo. Percebe o conflito de interesses?
Recomendação: Descubra o que você precisa antes de conversar com os fornecedores. Adote um processo muito abrangente de avaliação do fornecedor. Quando você reduzir a poucos fornecedores, faça-os vir até o local para realizar uma prova de conceito de acordo com requisitos que você fornece. Veja-os pessoalmente em execução. Assim os fornecedores não podem mais se esconder atrás de belos slides do PowerPoint. Isso impede que você cometa erros colossais.
Faça seu dever de casa. Leia blogs de profissionais, converse com empresas de consultoria que utilizam as ferramentas, com outras empresas que implementaram SOA e com referências fornecidas pelos fabricantes. Não siga atalhos. Você terá que conviver que as decisões que tomar.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
4 dicas para o bom gerenciamento de riscos
Por Rodrigo Afonso, repórter do COMPUTERWORLD
03 de julho de 2009 - 07h24
Após a instabilidade da economia global, gerada pela crise financeira, a expressão “gestão de riscos” passou a fazer parte do dia a dia das empresas. O quadro mundial realmente trouxe importantes lições para os executivos, mas outro fenômeno, não tão positivo, pode prejudicar negócios: é o fenômeno da aversão total a riscos.
De acordo com Pedro Bicudo, sócio-diretor da TGT Consult, muitos CIOs e outros profissionais da área de TI estão sempre caminhando na tentativa de eliminar completamente todos os riscos. “Buscar o risco zero não é uma abordagem equilibrada. É preciso ponderar o nível de risco que a empresa corre e até que ponto deixar de corrê-lo pode prejudicar os negócios da empresa”.
Um exemplo é a empresa que, no afã de barrar vírus e malwares, simplesmente bloqueia os programas de mensagens instantâneas, que hoje já são consideradas ferramentas de produtividade. No passado, esse bloqueio já aconteceu com outras ferramentas que hoje são imprescindíveis, como e-mail e internet. Com essa atitude, a companhia pode acabar atrasando projetos e aumentando gastos com ligações telefônicas e deslocamentos. No final, eliminar o risco pode resultar em prejuízo.
Para Bicudo, a área de TI deveria seguir o mesmo padrão da gestão de risco financeiro, de crédito ou de projeto. Essas áreas realizam ponderações cuidadosas sobre os riscos e definem métricas sobre quais deles vale a pena correr para melhorar o desempenho nos negócios.
Para orientar os profissionais, a consultoria TGT aconselha os profissionais a seguirem alguns passos para analisar e lidar com riscos:
1 – Abordagem
A empresa deve decidir quais abordagens podem ser utilizadas e qual metodologia é mais adequada para determinada situação ou projeto. A metodologia é que descreve as características de risco as quais o projeto está sujeito.
2 – Informações
A base para a correta identificação dos riscos está nas informações dos projetos, obtidos por meio de três fontes: visão dos recursos do projeto, visão dos clientes e documentação de avanço do projeto.
3 – Probabilidades e impactos
Identificados os riscos, os impactos e probabilidades de ocorrência do risco devem ser analisados, orientando o plano de ação.
4 – Continuidade
Embora não ocorram como processos isolados, as diferentes partes de uma empresa possuem impactos e ameaças diferentes diante de cada risco. O monitoramento deve ser contínuo para se chegar a uma situação ideal de gestão de riscos.
Gartner: 5 principais atributos da computação em nuvem
Por Redação CIO
02 de julho de 2009 - 09h05
Um recente relatório da consultoria Gartner elenca os cinco critérios que definem o modelo de cloud computing (computação em nuvem). No documento, a empresa afirma que esses atributos ajudarão a analisar até que ponto as soluções e serviços oferecidos no mercado aderem, ou não, a esse conceito.
Ainda no documento, o Gartner define cloud computing como um estilo de computação escalável e elástica na qual os recursos de TI são fornecidos como um serviço para clientes externos, a partir da internet. Os cinco atributos definidos para a computação em nuvem são:
1. Baseado em serviço – Na computação em nuvem os serviços podem ser considerados sob medida, uma vez que são designados para atender a necessidades específicas de um grupo de clientes. As tecnologias, por sua vez, são escolhidas para suprir a solução ou o serviço em vez do contrário – o serviço ser desenvido de acordo com a infraestrutura tecnológica disponível.
2. Escalável e elástico – O serviço pode ter capacidade de escalar de acordo com as demandas do cliente. Já a elasticidade é um pressuposto para o caso dos ambientes em que existem recursos compartilhados de TI. No caso da escala, ela é um requisito ligado à infraestrutura e a software. Enquanto a elasticidade está associada não só à escala, mas também com modelos econômicos.
3. Compartilhado – A criação de grupos que compartilham serviços facilita a economia de escala. E os recursos de TI são usados com o máximo de eficiência. A infraestrutura, software ou plataformas passam a ser divididos entre vários usuários do serviços. Isso permite fornecer um número infinito de recursos para atender as necessidades de múltiplos clientes, ao mesmo tempo.
4. Medido por uso – Esse modelo de serviços possibilita criar métricas que permitam diferentes modelos de pagamento. O provedor pode cobrar pelo uso, por número de usuários, criar planos limitados, entre outros. Mas, em todos os casos, o pagamento vai ser feito pelo uso do serviço e não de acordo com o custo do equipamento.
5. Baseado no uso da internet – Os serviços são oferecidos por meio de protocolos e formatos web (como URLs, http e IP).
Novo Firefox promete acirrar batalha entre navegadores de web
A Mozilla liberou a nova versão do seu navegador de internet Firefox, o que deve acirrar a batalha com os browsers concorrentes, que estão aumentando dramaticamente a velocidade com que as páginas da web são exibidas.
A versão 3.5 Firefox foi anunciada na terça-feira, 30, e, segundo a empresa, o novo software tem capacidade de carregar as páginas da web mais de duas vezes mais rápido que seu antecessor, 3.0, graças aos avanços da linguagem JavaScript.
O ritmo de inovação dos navegadores não tem sido acompanhado desde que o Internet Explorer da Microsoft travou uma dura disputa com o Netscape pelo domínio do mercado, uma década atrás, segundo analistas ouvidos pelo jornal britânico Financial Times. Mas, desta vez, eles dizem que há algo mais em jogo com o browser ameaçando substituir as aplicações de desktop.
"É realmente a ‘Guerra dos Browsers’”, disse Jeffrey Hammond, analista aplicações e serviços de web da Forrester Research. “É, sem dúvida, o mais inovador período desde o fim dos anos 1990. A tecnologia está mudando, os tipos de aplicações estão se transformando, a web está acontecendo em tempo real e nós estamos vendo uma quantidade tremenda de experimentação."
O crescimento do navegador Firefox desde meados desta década trouxe de volta uma inesperada onda de competição entre os navegadores. Ele agora detém cerca de 23% de participação de mercado, enquanto que o Safari, da Apple, tem 8% de presença, de acordo com a Net Applications. Já o navegador do Google, o Chrome, detém 2% e representa um esforço importante da empresa no sentido de estimular avanços nos software de PC necessários para rodar as aplicações baseadas na web.
Embora a Microsoft tenha introduzido muitos recursos no Internet Explorer, com o lançamento da versão 8 em março passado, ele é tido como aquém dos seus concorrentes no que se refere a padrões conhecidos como o HTML 5.
A liberação da nova versão do Firefox ocorre no mesmo mês de lançamento da versão 4 do Safari, que, por rodar em JavaScript, tem reivindicado o título de "mais rápido navegador do mundo".
quinta-feira, 2 de julho de 2009
5 mitos sobre otimização de energia em data centers
Por Michael Bullock*
>> Veja nosso especial de TI Verde
Este cenário é boa parte dos problemas que as organizações enfrentam hoje em relação à TI Verde. Apesar de todas as inovações para tornar os data centers mais eficientes – do ponto de vista energético –, as boas ideias são apagadas pelo discurso das áreas de marketing e vendas dos fornecedores de tecnologia da informação.
Tenho esperanças, no entanto, que os executivos responsáveis pelos data centers entendam que melhorar a PUE (Power Usage Efficiency ou, em português, a eficiência no uso energético) representa um caminho para acelerar o retorno sobre investimento nessas estruturas, reduzir custos e os estragos à natureza.
Para ajudar a entender o contexto, pense no que aconteceria se, de uma hora para outra, o combustível do seu veículo tivesse uma melhora de 35% em termos de eficiência (kilômetros por litro). Para isso, basta fazer um upgrade, que exige investimentos que se pagam no primeiro ano, graças à redução do consumo. Essa fórmula atrairia uma grande parte dos consumidores, certo? Porém, por que existe tão pouco interesse em aplicar esse mesmo conceito aos data centers?
Acredito que essa dificuldade deve-se ao fato de que é muito difícil prever com certeza quanto os investimentos em soluções verdes podem gerar de melhorias. Além disso, o mercado começa a se perguntar até que ponto a indústria não está tentando vender os mesmos velhos produtos, só que agora com uma abordagem ecológica.
Sem me aprofundar nas tecnologias utilizadas para redução de custos, seguem algumas dicas de que como os gestores de data center podem ir além dos discursos dos fornecedores na hora de avaliar se vale a pena investir em soluções verdes.
Antes de começar, vale só uma definição: no caso do data center, o PUE compara a energia necessária para operar os sistemas de TI e a infraestrutura de suporte – composta pela energia elétrica, umidificação e resfriamento do ambiente. Quanto mais baixo for esse índice, melhor, pois isso significa que a estrutura demanda menos watts para manter o funcionamento. A seguir, acompanhe os cinco mitos a respeito da economia de energia em data center e entenda como tomar melhor as decisões sobre o tema:
Mito 1 - O PUE é uma constante (vale para os 365 dias do ano)
Não. Esse índice pode variar ao longo das horas do dia e até de acordo com as estações do ano. Por exemplo, se o sistema prevê um aproveitamento do ar do meio ambiente para ajudar na refrigeração do data center, as empresas só poderão utilizar esse benefício nos dias em que a temperatura estiver mais baixa.
Por isso é importante determinar uma média de economia que pode ser gerada por uma solução de TI Verde ao longo de um ano e não só naquele momento que seria o ideal. Assim, quando o fornecedor promete que a tecnologia irá reduzir os gastos com energia, procure descobrir se a porcentagem apresentada não se refere apenas a um determinado cenário ou se ela diz respeito a uma média anual.
Mito 2 – Durante a construção e o desenho do data center, é possível otimizar o PUE
Nem sempre isso faz sentido, pois ao longo do ciclo de vida do data center os recursos vão mudar. Com isso, deve-se pensar que o desenho desse ambiente precisa ser flexível. Por exemplo, o gasto enérgico do data center vai mudar com o tempo e com a própria demanda por energia e refrigeração. Assim, se construir um ambiente para uma capacidade ideal, vai gastar mais dinheiro nos primeiros anos, com o intuito de suprir as necessidades de refrigeração e backup do que necessita.
Mito 3 – Recursos enérgicos alternativos melhoram o PUE
Falso. Se alguém disser que energias alternativas tendem a melhorar o PUE do seu data center, questione como isso pode incrementar a eficiência energética do ambiente. O que, eu garanto, não vai ter resposta.
Não estou dizendo que energias renováveis são ruins. Elas simplesmente não impactam no PUE. E, algumas vezes, nada representam em termos de economia de dinheiro também.
Mito 4 – Não dá para melhorar o PUE para os equipamentos em uso
Isso também é falso. Existem coisas que podem ser feitas para reduzir a energia necessária para suprir a capacidade de processamento e de refrigeração do data center – sem ter de mudar todos os equipamentos. Qualquer coisa que reduza a geração de calor no ambiente ou que aumente o resfriamento pode melhorar o PUE. Isso significa que não seja necessário trocar os equipamentos.
Mito 5 – A virtualização melhora o PUE
Isso é parcialmente verdade. A virtualização de servidores e de armazenamento pode reduzir o número de sistemas necessários para suportar o ambiente e, por consequência, isso diminui o consumo de energia.
Mas, mais uma vez, isso, por si só, não melhora o PUE. Se o data center está operando com 10% de sua capacidade, simplesmente reduzir um emissor de calor pode diminuir a necessidade do sistema de resfriamento em um nível que afete o PUE. No entanto, em ambientes que operam perto de 80% da capacidade máxima o mesmo não deve acontecer.
Inovação gera 65% das receitas da área de tecnologia do Serasa
Por Patrícia Lisboa, repórter CIO Brasil
Três anos depois da implementação de um programa de open innovation - que reúne funcionários, fornecedores, parceiros e acadêmicos em workshops e fóruns para discutir formas de inovação -, a fornecedora de serviços financeiros Serasa Experian contabiliza que 65% das receitas geradas pela área de TI têm origem nas sugestões dos colaboradores do projeto.
Dorival Dourado, CIO da empresa, conta que a área de tecnologia atua na geração de resultados corporativos e é avaliada de forma independente das demais unidades de negócio. “Hoje somos uma provedora de soluções e serviços específicos para os clientes e a TI responde pelo desenvolvimento desses produtos”, diz ele, que lidera a iniciativa de transformar a companhia em um ambiente favorável à inovação e a construção coletiva de conhecimento.
Em vez de estruturar um projeto formal de inovação, Dourado optou por criar um movimento de estímulo à mudança e à criatividade dentro da companhia. “Não temos um nome, uma sede ou uma forma, espalhamos a iniciativa pelos corredores de forma viral”, conta ele, que complementa: “Em um exercício puro de liderança, ando pelos departamentos conversando com os funcionários e identificando oportunidades e seus agentes viabilizadores – que são aqueles que se dão uma ideia e se animam com a possibilidade de sua implementação.”
Depois dessa etapa de relacionamento, os colaboradores que tiveram contato com o CIO ou souberam da iniciativa por terceiros procuram os fóruns de discussão internos e formalizam suas sugestões. “Eu e minha equipe analisamos as ideias e, se a julgarmos pertinentes e viáveis, incumbimos a pessoa que sugeriu a liderar sua implementação”, diz Dourado.
A empresa não bonifica os funcionários financeiramente por isso. “Damos o que eles mais almejam: o reconhecimento profissional. Quando uma ideia se torna projeto, toda a companhia fica sabendo, comenta e reconhece o mérito de seu criador”, conclui ele.Prefeituras ganham software livre para melhorar gestão
As prefeituras brasileiras contarão com novos softwares livres voltados à melhoria dos serviços municipais. É que duas soluções desenvolvidas pelos municípios de Bagé, no Rio Grande do Sul, e Fortaleza, no Ceará, se tornarão um bem público disponível livremente na internet. O lançamento dos softwares, denominados Marcas e Sinais e Sistema de Atendimento, respectivamente, foi feito em Porto Alegre, no 10º Fórum Internacional de Software Público (Fisl 10).
As soluções estarão disponíveis no portal do Software Público Brasileiro (www.softwarepublico.gov.br) e estarão acessíveis também no ambiente do 4CMBr Comunidade, Conhecimento, Colaboração e Compartilhamento. Esse é o primeiro grupo de interesse criado pelo portal do governo para atender às demandas municipais na área de tecnologia da informação. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI).
Desenvolvida pela Prefeitura de Bagé para auxiliar o controle do registro de marcas e sinais em animais criados no município, a solução Marcas e Sinais, segundo a administração do município, reduziu de 20 dias para 15 minutos o tempo de consulta dessas informações. Isso porque todas as imagens de marcas utilizadas pelos produtores rurais foram digitalizadas e estão disponíveis para consulta na internet.
Em Bagé, uma nova marca somente pode ser autorizada após checagem das existentes já que cada produtor rural deve utilizar imagens distintas em seus animais para facilitar o controle dos mesmos. Segundo o coordenador do Núcleo de Tecnologia da Informação de Bagé, Cristiano Cachapuz e Lima, essa consulta era muito demorada porque as informações estavam em arquivos em papel que reúnem dados coletados pela Prefeitura desde 1930.
O outro software que se tornará público é o Sistema de Atendimento desenvolvido pela Prefeitura de Fortaleza. O seu objetivo é gerenciar o ambiente de atendimento ao público realizado nos órgãos municipais. A solução gerencia a emissão e a chamada de senhas pelos painéis eletrônicos, além de realizar uma avaliação do atendimento prestado aos cidadãos.
O governo federal desenvolveu uma iniciativa que alia a proximidade entre o Estado e a sociedade, inerente aos municípios, às tecnologias da informação e comunicação (TIC) com o objetivo de qualificar a prestação de serviços públicos. Trata-se do 4CMBr Comunidade, Conhecimento, Colaboração e Compartilhamento. Vinculado ao portal do Software Público Brasileiro, esse espaço reúne soluções de TI voltadas à melhoria da gestão municipal e, conseqüentemente, do atendimento população. Os usuários também podem propor sugestões para a melhoria das soluções porque o ambiente oferece ferramentas de interação como fóruns, chats e ambientes de colaboração.
O coordenador de TI de Fortaleza, Cristiano Therrien, contou que o município é um grande usuário dos softwares públicos disponibilizados pelo governo federal. De acordo com ele, a Prefeitura local também disponibilizou seu Plano Diretor de TI e o Plano Diretor de Geoprocessamento no Portal 4CMBr, bem como apóia e desenvolve vários sistemas livres para municípios.
Segundo o coordenador do 4CMBr, Luis Felipe Costa, a utilização das tecnologias da informação é essencial para a modernização e eficiência das políticas públicas porque elas permitem reduzir custos e qualificar procedimentos. Para Costa, uma das grandes vantagens da utilização de softwares públicos é evitar a descontinuação de projetos e programas, além de gastos desnecessários com o desenvolvimento de soluções já existentes. Ele destacou ainda que a criação das comunidades de prática possibilita uma permanente melhoria das soluções.